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2020-05-22T19:15:07-03:00
Victor Aguiar
Victor Aguiar
Jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero e com MBA em Informações Econômico-Financeiras e Mercado de Capitais pelo Instituto Educacional BM&FBovespa. Trabalhou nas principais redações de economia do país, como Bloomberg, Agência Estado/Broadcast e Valor Econômico. Em 2020, foi eleito pela Jornalistas & Cia como um dos 10 profissionais de imprensa mais admirados no segmento de economia, negócios e finanças.
Sem estresse

O que o mercado achou do vídeo da reunião ministerial? No dólar e Ibovespa futuro, a reação foi positiva

Tanto o Ibovespa futuro quanto o dólar para junho passaram por um alívio extra após a divulgação do vídeo da reunião ministerial do dia 22, um indício de que, para o mercado, o material não eleva os riscos políticos

22 de maio de 2020
19:15
Mercado de ações Ibovespa
Imagem: Shutterstock

Liberado pelo STF pouco antes das 17h, o famigerado vídeo da reunião ministerial do dia 22 de abril praticamente não foi repercutido pelos investidores na sessão regular do Ibovespa e do dólar à vista. No entanto, o mercado futuro, foi possível ter uma prévia da reação dos investidores ao conteúdo — e a leitura inicial foi positiva.

O Ibovespa futuro com vencimento em junho (INDM20), por exemplo, operava em queda pouco antes das 17h, rondando o patamar dos 82.200 pontos. Nos minutos seguintes, o volume de negociações deu um salto e o índice rapidamente superou os 84 mil pontos — no fechamento, marcava 84.330 pontos, em alta de 1,30%.

Gráfico do Ibovespa futuro com vencimento em junho (INDM20) nesta sexta-feira (22). Veja que a disparada ocorre após às 17h, horário em que foi divulgado o vídeo da reunião ministerial do dia 22 de abril

Apenas para comparação: o Ibovespa terminou o pregão de hoje em baixa de 1,03% aos 82.173,21 pontos — as negociações do índice terminam às 17h.

No mercado de câmbio futuro, a tendência foi a mesma: o dólar à vista terminou o dia praticamente estável, em ligeira baixa de 0,04%, a R$ 5,5797. Já o dólar para junho, que é negociado até as 18h, terminou em queda de 0,29%, a R$ 5,5405.

Entre outros pontos, o vídeo da reunião ministerial confirma as acusações do ex-ministro da Justiça, Sergio Moro, de que o presidente Jair Bolsonaro tentou interferir no trabalho da Polícia Federal por interesses próprios.

"Eu não vou esperar foder a minha família toda, de sacanagem, ou amigos meus, porque eu não posso trocar alguém da segurança na ponta da linha que pertence a estrutura nossa. Vai trocar! Se não puder trocar, troca o chefe dele! Não pode trocar o chefe dele? Troca o ministro! E ponto final! Não estamos aqui pra brincadeira", disse Bolsonaro, durante a reunião.

No entanto, por mais que diversos trechos do vídeo sejam delicados, o entendimento do mercado é de que ele não provoca uma deterioração adicional em Brasília — assim, a percepção de risco político não sofreu grandes alterações por causa do conteúdo tornado público.

"Aparentemente, não tem muita coisa relevante", me disse um analista que preferiu não ser identificado.

No exterior, a reação dos investidores também foi positiva aos desdobramentos do vídeo: o iShares MSCI Brazil Capped, ETF negociado em Nova York que replica o Ibovespa, avança 3% no after market americano — uma espécie de prorrogação da sessão regular. Vale ressaltar, no entanto, que o after de sexta-feira costuma ser bem menos movimentado.

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