Com coronavírus, Ibovespa segue em baixa; dólar vai a R$ 4,47 e sobe 4,52% em fevereiro
Aversão ao risco que marcou a curta semana de carnaval prevalece hoje, com os mercados ainda temendo os impactos da disseminação do coronavírus na economia

A forte aversão ao risco que marcou a curta semana de carnaval prevalece nesta sexta-feira (28), com os mercados ainda temendo os impactos da disseminação do coronavírus na economia. Como resultado, o Ibovespa segue em queda firme e o dólar à vista busca novas máximas.
O principal índice da bolsa brasileira abriu em baixa e permaneceu no vermelho durante toda a sessão. Por volta de 17h10, recuava 0,23%, aos 102.742,07 pontos — na mínima, foi a 99.950,96 pontos (-2,94%). O Ibovespa não aparecia abaixo dos 100 mil pontos desde 8 de outubro do ano passado.
A nova sessão negativa do mercado acionário brasileiro ocorre em linha com o comportamento das bolsas globais: na Ásia e na Europa, as principais praças caíram mais de 3%; nos EUA, o Dow Jones (-3,22%), o S&P 500 (-2,50%) e o Nasdaq (-1,87%) também operam em baixa firme.
No câmbio, o dólar à vista chegou a tocar os R$ 4,5141 na máxima (+0,84%), mas perdeu força ao longo do dia, fechando em leve alta de 0,05%, a R$ 4,4785. Essa suavização, no entanto, não serve como consolo: a moeda americana fechou fevereiro com um ganho acumulado de 4,52%.
A nova rodada de ganhos do dólar ocorreu mesmo após a atuação do Banco Central (BC). Mais cedo, a autoridade monetária ofertou US$ 4,6 bilhões, na tentativa de aliviar a pressão sobre a divisa norte-americana.
Leia Também
Às 9h30, o BC fez um leilão de swap cambial de US$ 1 bilhão, não associado a nenhuma rolagem, e, às 10h20 vendeu US$ 3 bilhões com compromisso de recompra da moeda no futuro.
O BC ainda fez, às 11h30, um novo leilão de swap cambial, no valor de US$ 650 milhões, para a rolagem antecipada de vencimentos programados para abril.
Coronavírus no radar
Os mercados permanecem tensos com o coronavírus. Nesta quinta-feira (27), a Organização Mundial da Saúde (OMS) fez um alerta para a possibilidade do surto se tornar uma pandemia, mas disse também que a doença pode ser contida.
No Brasil, o número de casos suspeitos já é de 132, com apenas um confirmado; no mundo, já são mais de 2,8 mil mortos e quase 84 mil contaminados pela doença.
[captacao]
Economia local
Novos dados da economia local pouco influenciam na tomada de decisão dos investidores nesta sexta-feira. Às 9h, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) indicou que o desemprego continua elevado no País.
A taxa de desocupação ficou em 11,2% no trimestre encerrado em janeiro, chegando a 11,9 milhões de pessoas — em linha com as estimativas do mercado.
O dado representa uma queda de 0,4 ponto percentual em relação ao trimestre anterior (de agosto a outubro de 2019), quando ficou em 11,6%. Em relação ao trimestre encerrado em janeiro de 2019, quando a taxa foi de 12,0%, houve queda de 0,8 ponto percentual.
Já o Indicador de Incerteza da Economia Brasileira (IIE-Br) subiu 2,2 pontos na passagem de janeiro para fevereiro, alcançando 115,1 pontos, segundo a Fundação Getulio Vargas (FGV). Com o resultado, o indicador persiste na região de incerteza elevada (acima de 110 pontos).
Também não ajuda a percepção de que o clima em Brasília está pouco propenso ao avanço de reformas, com o Executivo em conflito com o Legislativo. No início da semana, o BR Político, do Estadão, revelou que o presidente Jair Bolsonaro disparou do próprio celular vídeos convocando pessoas para uma manifestação contra o Congresso.
Nesse contexto de fraqueza econômica e incerteza internacional, o mercado continuou apostando num novo corte da Selic. Assim, as curvas de juros de curto prazo destoaram do dólar à vista e fecharam em baixa nesta sexta-feira.
Veja abaixo como ficaram os principais DIs hoje:
- Janeiro/2021: de 4,15% para 4,09%;
- Janeiro/2022: de 4,70% para 4,59%;
- Janeiro/2023: de 5,27% para 5,18%;
- Janeiro/2025: de 6,12% para 6,09%;
- Janeiro/2027: de 6,63% para 6,57%.
Altas e baixas
O pregão desta sexta-feira tinha entre as maiores altas a ação ON da MRV (MRVE3). Destaque também para os grandes bancos, cujos papéis são vistos como mais seguros. Já as ações do IRB Brasil se destacavam entre as baixas, revertendo os ganhos do pregão de ontem.
Maiores altas
- MRV ON (MRVE3): +4,84%
- Carrefour Brasil ON (CRFB3): +3,67%
- Raia Drogasil ON (RADL3): +2,71%
- Fleury ON (FLRY3): +2,70%
- Cielo ON (CIEL3): +1,85%
Maiores baixas
- Gol PN (GOLL4): -5,61%
- Qualicorp ON (QUAL3): -4,79%
- Via Varejo ON (VVAR3): -4,76%
- Braskem PNA (BRKM5): -4,38%
- IRB ON (IRBR3): -4,37%
MUDOU A META?
Meta (META) cai mais de 7% após balanço; veja 3 pontos para prestar atenção, segundo o Safra
22 de outubro de 2026 - 14:32PODCAST TOUROS E URSOS
Crescimento à vista? As oportunidades que podem surgir na bolsa e na renda fixa após as eleições
22 de outubro de 2026 - 11:00ENTRE CHIPS E TIJOLOS
A corrida da IA precisa de imóveis para data centers. E isso pode abrir espaço — e riscos — para os FIIs
21 de outubro de 2026 - 15:30ORGANIZANDO A CASA
Gigante à vista: Patria fica a um passo de unir quatro fundos imobiliários (FIIs) em um só
21 de outubro de 2026 - 11:20DECOLOU
SpaceX salta 10% após balanço, mas duas linhas do resultado servem para manter investidores ‘com os pés no chão’, diz BTG
21 de outubro de 2026 - 11:17É COMPRA
XP dá sinal verde para fundo imobiliário e recomenda compra — mas com uma ressalva
20 de outubro de 2026 - 15:07ESG
B3 realiza 2ª edição de toque de campainha dedicado à filantropia para levar a causa para dentro das empresas
20 de outubro de 2026 - 13:32DEPOIS DO TOMBO
Com queda de 30% em 2026, TRXF11 quer recomprar cotas, mas um ‘detalhe’ pode limitar a operação
20 de outubro de 2026 - 12:32MERCADOS HOJE
3 mil pontos em 13 minutos: o gatilho que disparou o Ibovespa antes da eleição
20 de outubro de 2026 - 12:04BILHÕES NO RALO
“O investidor trocou Vale por Petrobras”: a combinação que faz a mineradora perder R$ 24 bilhões enquanto o Ibovespa festeja
20 de outubro de 2026 - 10:29FOME RENOVADA
TRXF11 coloca maior centro de distribuição do Mercado Livre (MELI34) na carteira por R$ 250 milhões — mas volta atrás em outro negócio
19 de outubro de 2026 - 10:07'NÃO É HORA DE VENDER'
Ibovespa a 240 mil pontos? Inter explica por que ainda vê espaço para a bolsa subir
18 de outubro de 2026 - 15:30MOVIMENTOS TÁTICOS
Estrangeiros despejam R$ 19 bilhões na bolsa em outubro; desafio agora é transformar aposta eleitoral em fluxo permanente
17 de outubro de 2026 - 12:11RESUMO SEMANAL
Petrobras (PETR4) sobe mais de 6% e escapa do tombo do Ibovespa; veja o que movimentou a bolsa na semana
17 de outubro de 2026 - 9:58MUDANÇA DE ARES
Brasil é a melhor escolha na América Latina: BTG zera posição em Argentina e aposta em oito ações brasileiras
16 de outubro de 2026 - 19:27UM TEMPERO EXTRA
Não é só o rali eleitoral: BTG tem mais motivos para recomendar C&A (CEAB3), XP (XPBR31), Cyrela (CYRE3) e estas outras ações
16 de outubro de 2026 - 18:28DEPOIS DA FESTA
Ibovespa a 240 mil pontos? Mesmo após o rali eleitoral com Flávio Bolsonaro, Inter e Citi ainda veem espaço para a bolsa subir
16 de outubro de 2026 - 14:00TOUROS E URSOS #292
Juros altos vieram para ficar? Gestor da XP diz que investidor terá de reaprender a investir em um novo mundo
16 de outubro de 2026 - 12:17TARDE DEMAIS?
Casas Bahia (BHIA3) paga aluguel ao HSLG11, mas segue devendo ao FII; entenda como fica a ação de despejo
16 de outubro de 2026 - 10:38ALOCAÇÃO TÁTICA