🔴 ONDE INVESTIR EM MARÇO: ESPECIALISTAS TRAZEM INSIGHTS SOBRE MACRO, AÇÕES, RENDA FIXA, FIIS E CRIPTO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos

Ricardo Gozzi

É jornalista e escritor. Passou quase 20 anos na editoria internacional da Agência Estado antes de se aventurar por outras paragens. Escreveu junto com Sócrates o livro 'Democracia Corintiana: a utopia em jogo'. Também é coautor da biografia de Kid Vinil.

Mercado agora

Ibovespa não resiste e cai acompanhando recuo em Nova York; dólar em queda com reforma

Enquanto a reforma administrativa deve seguir pautando o noticiário político pelos próximos meses, a reforma tributária é vista como prioridade no Congresso

Ricardo Gozzi
3 de setembro de 2020
10:16 - atualizado às 16:40
Selo Mercados AGORA Ibovespa dólar
Imagem: Montagem Andrei Morais / Shutterstock

O Ibovespa foi dragado nesta quinta-feira pela forte queda registrada em Nova York. Também pesa sobre a bolsa brasileira o recuo acentuado das ações da Vale - as de mais peso dentre todos os componentes do índice.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O movimento brusco ocorrido em Nova York sucede um rali que parecia interminável e é acompanhado de temores relacionados com o ritmo da retomada da economia passado o impacto mais acentuado da pandemia..

No decorrer das últimas semanas, dois dos três principais índices da bolsa norte-americana - o Nasdaq e o S&P-500 - renovaram recorde atrás de recorde de fechamento, impulsionados principalmente pelo setor de tecnologia em meio a advertências de que os papéis poderiam ter ficado caros demais.

O Dow Jones não chegou a renovar recordes, mas recuperou recentemente as perdas derivadas do primeiro impacto da pandemia do novo coronavírus sobre os mercados financeiros internacionais.

O fato é que os mercados globais de ações recuperaram terreno rapidamente nos últimos meses diante da expectativa de uma vacina para o novo coronavírus, mas investidores começam agora a questionar a justificativa para preços tão elevados em muitos papéis enquanto a pandemia segue avançando pelo mundo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Pouco antes das 16h40, o Dow Jones caía 3%, o S&P-500 recuava 3,8% e o Nasdaq deixava pelo caminho mais de 5%. Por aqui, o Ibovespa operava em queda de 1,33%, aos 100.559 pontos.

Leia Também

A queda registrada hoje no Ibovespa dá sequência a uma cautela que já se anunciava no pré-mercado. “Incerteza e indecisão são duas palavras que o mercado não gosta”, observa Enrico Cozzolino, analista de ações do banco Daycoval.

No começo da sessão, um início positivo discreto logo deu lugar à continuidade da realização de lucros observada na sessão de ontem. A divulgação dos primeiros detalhes da proposta do governo para a reforma administrativa até fez a bolsa brasileira voltar a subir ainda na primeira hora de pregão, mas o forte recuo dos índices em Wall Street acabou arrastando a bolsa brasileira, que chegou a perder provisoriamente o piso dos 100 mil pontos.

No cenário local, as ações da Vale puxam o Ibovespa para baixo. Também pesam os papéis da B2W, da Magalu e da Via Varejo, impactados hoje pela correlação deles com a Nasdaq.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O que impede um recuo ainda maior da bolsa hoje é o setor bancário. Mais cedo, o Bank of America (BofA) elevou sua recomendação para as ações dos bancos brasileiros. "Vemos este setor como negligenciado demais", escreveu o estrategista David Beker em um relatório

Na avaliação de Pedro Galdi, analista da Mirae Asset, as ações dos bancos estavam realmente muito descontadas. "Haviam caído muito desde o início da pandemia com questões como provisões e discussões sobre taxação maior e limites à cobrança de juros”, explicou ele.

Cozzolino concorda que as ações dos bancos não estão caras. No entanto, “os múltiplos voltaram a ficar caros e não há avanços que justifiquem pagar mais por bolsa, seja em termos da pandemia ou de política local”, prossegue ele.

Olhando em retrospectiva, Cozzolino aponta que muitos ativos voltaram a ficar caros quando o Ibovespa passou dos 100 mil pontos na recuperação que se seguiu à queda ocorrida no início da pandemia. “Essa volatilidade vista ao longo do último mês nos diz que não existe um consenso.”

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Governo apresenta proposta de reforma administrativa

A apresentação da proposta de reforma administrativa foi conduzida pelo Secretário Especial de Desburocratização, Gestão e Governo Digital do Ministério da Economia, Caio Mário Paes de Andrade.

O governo encaminhou o projeto ao Congresso na forma de Proposta de Emenda à Constituição (PEC). Deste modo, a proposta precisará ser aprovada por pelo menos dois terços da Câmara e do Senado em dois turnos de votação em cada uma das casas.

O novo regime de vínculos e organização da administração pública é visto como ponto central da medida. Isto passará a valer somente depois da aprovação de uma lei complementar. Pela proposta, haverá um período de transição entre a aprovação da PEC e da lei complementar.

A expectativa é de que reforma administrativa siga pautando o noticiário político pelos próximos meses. Prometida desde o início do mandato de Jair Bolsonaro - e barrada pelo próprio presidente no ano passado -, a proposta do governo finalmente seria entregue hoje pela manhã ao Congresso.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A expectativa dos investidores é que a reforma administrativa enxugue a máquina pública, o que deve ter impacto positivo nos próximos anos.

Grande parte desta expectativa já vinha sendo precificada nos mercados financeiros, mas o tema tem grande peso neste momento, já que o crescimento dos gastos públicos em resposta à pandemia preocupa os agentes do mercado financeiro.

Uma das exigências do Planalto para que a reforma caminhasse ainda em 2020 era a exclusão dos atuais servidores públicos dos efeitos do pacote, o que foi mantido na proposta.

A reforma, que no momento só inclui servidores da União, deve trazer novas possibilidades de vínculos com a administração pública e a obrigatoriedade de um período de experiência.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Um projeto concorrente deve tramitar paralelamente na Câmara. Segundo o projeto, a Câmara deve reduzir o número de cargos efetivos e a média dos salários de novos servidores.

Outra reforma no radar dos investidores é a tributária. Ontem, em evento online promovido pela Febraban, o presidente da Comissão Mista da Reforma Tributária, senador Roberto Rocha, disse que o texto da reforma pode ser votado na primeira semana de outubro. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, considera prioritária a realização de uma reforma tributária.

Enquanto isso, a produção industrial brasileira subiu 8% em julho ante junho, mas recuou 3% na comparação com julho do ano passado, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE). Ainda assim, ambas as comparações ficaram acima da mediana das expectativas.

Tudo isso, entretanto, passou para o segundo plano no que se refere ao mercado de ações. O impacto principal das questões locais deu-se nos mercados de câmbio e juros.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Dólar e juro

O dólar abriu oscilando próximo da estabilidade reagindo aos dados da produção industrial brasileira em julho e à apresentação dos detalhes da reforma administrativa.

Entretanto, a moeda norte-americana não demorou a firmar-se em queda ante o real em meio a um movimento de realização dos ganhos acumulados recentemente.

Por volta das 16h40, o dólar operava em queda de 1,30%, cotado a R$ 5,2880.

Já os contratos de juros futuros acompanharam as oscilações do dólar desde a abertura e fecharam em queda.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Confira as taxas negociadas de alguns dos principais contratos negociados na B3:

  • Janeiro/2022: de 2,830% para 2,790%;
  • Janeiro/2023: de 4,010% para 3,960%;
  • Janeiro/2025: de 5,820% para 5,760%;
  • Janeiro/2027: de 6,790% para 6,720%.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
VALE ENTRAR?

Compass, Aegea, BRK: quais são as empresas na fila do IPO e como elas podem não repetir os erros de 2021

9 de março de 2026 - 6:03

A possibilidade de reabertura da janela de IPOs atrai empresas dispostas a abrir o capital, mas movimento nessa direção ainda é tímido

ATENÇÃO, INVESTIDORES

Novos horários da B3: confira a programação da bolsa do Brasil a partir de segunda-feira, 9 de março

8 de março de 2026 - 17:01

Com o início do horário de verão nos Estados Unidos e na Europa, a bolsa brasileira encurta o tempo de negociação para manter a sincronia com os mercados globais

DESTAQUES DA SEMANA

Braskem (BRKM5), Prio (PRIO3) e Petrobras (PETR3) lideram as maiores altas do Ibovespa na semana

7 de março de 2026 - 14:50

Escalada da guerra no Oriente Médio e disparada do petróleo marcaram a semana na bolsa brasileira; veja as ações com maiores altas e quedas

DECEPCIONOU O MERCADO

Tarifaço de Trump afeta lucro da Embraer (EMBJ3) no 4º trimestre de 2025, mesmo com receita recorde; ações caem mais de 5%

6 de março de 2026 - 12:00

A fabricante de aeronaves registrou resultados abaixo do esperado pelo mercado e ações reagem em queda: o que aconteceu com a Embraer?

FII DO MÊS

Fundo imobiliário defensivo para lucrar com juros ainda altos domina as recomendações de analistas para março; saiba qual é 

6 de março de 2026 - 6:04

Veja quais são os fundos imobiliários favoritos dos analistas neste mês e como posicionar sua carteira de FIIs agora

O MAPA DO TESOURO

Onde apostar na bolsa agora? Itaú BBA revela 26 ações que podem brilhar em meio ao caos de mercado em 2026

5 de março de 2026 - 18:10

Mesmo com juros altos e volatilidade global, analistas veem um grupo seleto de empresas capaz de atravessar a turbulência e se valorizar na bolsa neste ano

ONDE INVESTIR

Onde Investir em março: as ações para ganhar com dividendos, uma pimentinha de olho na valorização e os FIIs e criptos favoritos para o mês

4 de março de 2026 - 7:00

Ao Seu Dinheiro, analistas da Empiricus Research recomendaram seus investimentos preferidos para março, entre ações, fundos imobiliários e criptoativos

MERCADOS HOJE

Medo generalizado com Irã vs. EUA toma conta e Ibovespa despenca quase 5%; dólar sobe acima de R$ 5,30

3 de março de 2026 - 12:19

O principal índice de ações do Brasil tomba 4,64% por volta das 12h10, aos 180.518,33 pontos; dólar avança mais de 3,18%, negociado aos R$ 5,3045

DA ROÇA PARA A BOLSA

ROCA11: Ceres Investimentos semeia crédito do agronegócio entre investidores de varejo

2 de março de 2026 - 19:35

Gerido por gestora próxima ao agro, novo Fiagro negociado na bolsa brasileira pretende levar o setor para mais perto dos investidores comuns; conheça

ATÉ QUANDO

Prio (PRIO3) e Petrobras (PETR4) em alta com conflito no Oriente Médio; vale investir? Veja por que a resposta não é tão simples

2 de março de 2026 - 14:32

O que determina que empresas petroleiras vão ganhar mais com esse conflito não é só o preço da commodity; entenda

SUCESSOR DO ORÁCULO DE OMAHA

Novo CEO da Berkshire Hathaway destaca 4 ações favoritas na primeira carta pós era Warren Buffett

2 de março de 2026 - 13:10

Greg Abel defende quatro empresas norte-americanas favoritas que devem continuar na carteira por décadas — e cinco empresas japonesas que também compõem o portfólio

FECHAMENTO DOS MERCADOS

Ibovespa supera medo da guerra entre EUA e Irã e fecha em alta; petroleiras dominam o pregão

2 de março de 2026 - 8:56

Escalada no Oriente Médio fez os preços do petróleo subirem e levou junto as petroleiras no B3; ouro terminou o dia com alta de mais de 1%, enquanto a prata caiu

SOBE E DESCE

Raízen (RAIZ4) desaba quase 40% e vira a pior ação do Ibovespa em fevereiro; MRV (MRVE3) dispara no mês

28 de fevereiro de 2026 - 15:01

Fluxo estrangeiro impulsiona a bolsa brasileira, mas resultados fracos e endividamento pesado derrubam algumas ações no mês; veja os destaques

SOB TENSÃO

Petróleo a US$ 100? O que a escalada das tensões no Oriente Médio significa para o mercado — e para a Petrobras (PETR4)

28 de fevereiro de 2026 - 13:21

Se o risco virar escassez real, o barril pode mudar de patamar; entenda os três fatores que o mercado monitora e o possível efeito sobre a Petrobras

DEU RUIM?

Ação da Cosan (CSAN3) cai 5% após Fitch rebaixar a empresa com perspectiva negativa

27 de fevereiro de 2026 - 18:24

A agência de classificação de risco não descarta novos rebaixamentos para a Cosan (CSAN3) e a ação liderou as quedas do Ibovespa nesta sexta (27)

BALANÇO DESAPONTOU?

Ex-Eletrobras, Axia (AXIA3) cai no Ibovespa apesar de ter dobrado o lucro líquido ajustado no 4T25: o que desanimou o mercado?

27 de fevereiro de 2026 - 15:01

Apesar da queda de 2,7% após o balanço do 4º trimestre de 2025, analistas recomendam compra para as ações da Axia (AXIA3)

VEJA O QUE FALTA ATÉ LÁ

O maior IPO reverso da história da B3: quando a Bradsaúde vai começar a ser negociada na bolsa?

27 de fevereiro de 2026 - 13:55

Em até 60 dias, a Bradsaúde pode estrear na B3 — mas antes precisa passar por assembleias decisivas, concluir a reorganização societária e obter o aval da ANS e da CVM

EXPECTATIVA VERSUS REALIDADE

Onda de IPOs está voltando? Diretor do BR Partners (BRBI11) vê mercado ‘tentando acreditar’ na reabertura da janela

27 de fevereiro de 2026 - 13:12

Retomada das ofertas ainda enfrenta incertezas, diz Vinicius Carmona ao Money Times; entenda o que falta para o caminho abrir de vez

DE VENDA PARA NEUTRO

BB Investimentos eleva recomendação da Copasa (CSMG3), mas alerta: alta na ação vem da expectativa pela privatização, não do desempenho operacional

27 de fevereiro de 2026 - 10:17

O novo preço-alvo para a empresa de saneamento tem uma projeção de queda de 41,95% no valor da ação em relação ao último fechamento

ATENÇÃO, INVESTIDOR

A bolsa vai mudar de horário — confira o novo cronograma de negociação da B3 a partir de 9 de março

26 de fevereiro de 2026 - 14:01

Mudança afeta ações, opções e contratos futuros de índice após o fim do horário de verão no exterior

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar