🔴 TOUROS E URSOS: PETRÓLEO EM DISPUTA: VENEZUELA, IRÃ E OS RISCOS PARA A PETROBRAS – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Victor Aguiar

Victor Aguiar

Jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero e com MBA em Informações Econômico-Financeiras e Mercado de Capitais pelo Instituto Educacional BM&FBovespa. Trabalhou nas principais redações de economia do país, como Bloomberg, Agência Estado/Broadcast e Valor Econômico. Em 2020, foi eleito pela Jornalistas & Cia como um dos 10 profissionais de imprensa mais admirados no segmento de economia, negócios e finanças.

Dia negativo nas bolsas

A cautela pesou: Ibovespa acompanha o exterior e cai mais de 1%; dólar sobe pelo terceiro dia

Dados fracos da economia americana, queda do petróleo, incerteza no cenário político local: tudo conspirou para o Ibovespa fechar em queda e o dólar à vista subir a R$ 5,24

Victor Aguiar
Victor Aguiar
15 de abril de 2020
17:54 - atualizado às 19:03
Selo Mercados FECHAMENTO Ibovespa dólar
Imagem: Montagem Andrei Morais / Shutterstock

No início da tarde, o Ibovespa deu um sinal de que poderia ir contra tudo e todos nesta quarta-feira (15): apesar do tom negativo visto nas bolsas globais e das preocupações no cenário doméstico, o índice chegou a colocar um pé no campo positivo — na máxima, subiu 0,15%, aos 80.034,78 pontos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

No entanto, a maré se mostrou forte demais: o Ibovespa não conseguiu se sustentar contra a corrente e, em pouco tempo, voltou ao vermelho — de onde não mais saiu. Ao fim do dia, marcava 78.831,46 pontos, em baixa de 1,36%.

Nos Estados Unidos, o Dow Jones (-1,86%), o S&P 500 (-2,20%) e o Nasdaq (-1,44%) também recuaram, fazendo coro a uma sessão majoritariamente negativa nas bolsas globais: as principais praças da Europa e da Ásia já tinham encerrado o dia com baixas firmes.

  • Eu gravei um vídeo para explicar melhor a dinâmica dos mercados nesta quarta-feira. Veja abaixo:

O mercado de câmbio também seguiu a mesma toada: o dólar à vista passou o dia sob pressão, fechando em alta de 0,99%, a R$ 5,2416 — foi o terceiro dia consecutivo de ganhos da moeda americana, que já acumula valorização de 3,36% nesta semana.

E de fato, não faltaram motivos para os investidores assumirem uma postura mais defensiva na sessão de hoje. Tanto no exterior quanto no Brasil, o noticiário esteve carregado de fatores preocupantes e que inspiravam cautela às negociações.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Todos esses pontos de estresse possuem alguma relação com o surto de coronavírus. Seja no front econômico ou político, a pandemia continua gerando instabilidade e aumentando a aversão ao risco por parte dos agentes financeiros.

Leia Também

Queda brusca

Em primeiro plano, apareceu a forte queda de 8,7% nas vendas no varejo nos Estados Unidos em março, o maior recuo mensal da série histórica do Departamento do Comércio do país.

Trata-se de mais um indicador que evidencia o forte impacto que o surto de coronavírus está causando à economia americana. Mais cedo, o índice de atividade industrial Empire State despencou a -78,2 em abril, um desempenho muito pior que o projetado pelos analistas.

A fraqueza demonstrada pela economia dos EUA faz jus à visão pessimista do FMI para a atividade global em meio à pandemia. A instituição prevê uma baixa de 3% no PIB mundial em 2020 — em janeiro, a estimativa era de crescimento de 3,3% neste ano.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Petróleo sofre

O viés mais defensivo também foi visto no mercado de petróleo: o Brent recuou 6,45%, a US$ 27,69, enquanto o WTI caiu 1,19%, a US$ 19,87 — é a primeira vez desde 2002 que esse contrato fecha abaixo dos US$ 20.

Esse ajuste mais intenso se deve à visão pessimista quanto ao consumo global da commodity. Em relatório, a Agência Internacional de Energia (AIE) prevê uma baixa na demanda mundial de 9,3 milhões de barris por dia em 2020 — um cenário que, naturalmente, afeta as cotações do produto.

A baixa no petróleo afetou diretamente as ações da Petrobras: os papéis PN (PETR4) terminaram o dia em baixa de 2,09%, enquanto os ONs (PETR3) caíram 3,26%, ambos entre as maiores quedas do Ibovespa.

Olhos atentos

O cenário doméstico também inspirou cuidado: por aqui, os investidores acompanharam de perto as movimentações do governo, dados os rumores cada vez mais intensos de que o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, será demitido ainda nesta semana.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O titular da pasta vem se desentendendo com o presidente Jair Bolsonaro há algumas semanas — enquanto Mandetta defende o isolamento social para combater o coronavírus, Bolsonaro alega que o nível de atividade precisa ser retomado o mais rápido possível, de modo a não impactar a economia de maneira mais severa.

No fim de semana, o ministro da Saúde deu entrevista à TV Globo cobrando um discurso único por parte das autoridades, o que teria gerado descontentamento dentro do governo.

Além disso, o mercado também está atento às movimentações de bastidores no Congresso, dadas as discussões acaloradas envolvendo o pacote de auxílio emergencial a Estados e municípios — o projeto foi aprovado pelo plenário da Câmara e agora segue para votação no Senado.

O texto poderá causar um impacto de cerca de R$ 100 bilhões às contas públicas e, por isso, vem sendo chamado de 'bomba fiscal' — economistas ouvidos pelo Seu Dinheiro temem que a aprovação da pauta poderá forçar uma elevação nos juros.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Esse cenário, somado à pressão vista na bolsa e no câmbio, fez os DIs mais curtos fecharem em leve alta. Esses ajustes positivos, no entanto, não enfraquecem a percepção de que a taxa Selic continuará sendo cortada para dar estímulo à economia:

  • Janeiro/2021: de 3,04% para 3,05%;
  • Janeiro/2023: de 4,77% para 4,72%;
  • Janeiro/2025: de 6,38% para 6,27%.

Top 5

Veja abaixo os cinco papéis de melhor desempenho do Ibovespa hoje:

CÓDIGONOMEPREÇO (R$)VARIAÇÃO
GOLL4Gol PN12,28+7,16%
NTCO3Natura ON31,80+6,78%
COGN3Cogna ON5,25+5,85%
SMLS3Smiles ON14,53+5,67%
BTOW3B2W ON62,80+5,55%

Confira também as maiores quedas do índice:

CÓDIGONOMEPREÇO (R$)VARIAÇÃO
BRML3BR Malls ON9,31-4,12%
SANB11Santander Brasil units26,92-4,10%
BBDC3Bradesco ON19,00-3,94%
ITUB4Itaú Unibanco PN23,40-3,70%
BRAP4Bradespar PN28,91-3,60%

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
ÚLTIMA CHAMADA?

A Selic vai cair e ficar parado no CDI pode custar caro. Veja as apostas do BTG e do Santander para ações, renda fixa, crédito e FIIs em 2026

14 de janeiro de 2026 - 19:04

Analistas dos dois bancos indicam onde investir em 2026 antes que os juros mudem o jogo; confira as estratégias

ENTENDA

Lojas Renner: combo de dividendos e despesas ‘na rédea’ fazem Citi elevar recomendação para LREN3 para compra

14 de janeiro de 2026 - 12:40

Banco elevou a recomendação para compra ao enxergar ganho de eficiência, expansão de margens e dividend yield em torno de 8%, mesmo no caso de um cenário de crescimento mais moderado das vendas

MAIOR ALTA DO IBOVESPA

MRV (MRVE3): caixa volta a respirar na prévia operacional do 4T25 e BTG vê mais sinais positivos do que negativos. Hora de comprar?

14 de janeiro de 2026 - 10:52

No começo das negociações, os papéis tinham a maior alta do Ibovespa. A prévia operacional do quarto trimestre mostra geração de caixa acima do esperado pelo BTG, desempenho sólido no Brasil e avanços operacionais, enquanto a trajetória da Resia segue como principal desafio para a companhia

BYE-BYE, AZUL4

AZUL4 já era: por que a Azul acabou com essas ações, e o que muda para o acionista

13 de janeiro de 2026 - 12:01

A companhia aérea conseguiu maioria em assembleias simultâneas para acabar com as suas ações preferenciais, em um movimento que faz parte do processo de recuperação judicial nos Estados Unidos

ESTRATÉGIA DO GESTOR

Fundo Verde, de Luis Stuhlberger, zera posição em cripto e começa o ano apostando em real e ações brasileiras

12 de janeiro de 2026 - 17:03

O fundo multimercado superou o CDI no acumulado de 2025, com destaque para os ganhos em bolsa local e no real

PERSPECTIVAS PARA O ANO

FIIs de galpões logísticos têm rentabilidade de quase 30% em 2025, mas o que vem depois da alta? Veja o que esperar para o setor em 2026 

12 de janeiro de 2026 - 6:04

Para entender as projeções para este ano, o Seu Dinheiro conversou com a analistas da EQI Research e da Empiricus Research, além de gestores de fundos imobiliários da Daycoval Asset e da TRX

MERCADOS

De olho na carteira: confira o que promete sacudir o Ibovespa, as bolsas lá fora e o dólar na semana 

11 de janeiro de 2026 - 13:00

Uma nova rodada de indicadores tanto no Brasil como nos Estados Unidos deve concentrar a atenção dos investidores, entre eles, os dados da inflação norte-americana

INVESTIDORES EM ALERTA

Irã na berlinda: como um novo conflito com Israel e EUA pode mexer com o preço do petróleo, com as ações e com a bolsa

11 de janeiro de 2026 - 11:55

Depois dos recentes eventos ligados à Venezuela, uma nova fonte de tensão promete colocar mais lenha na fogueira das commodities; entenda como isso mexe com o seu bolso

DESTAQUES DA BOLSA

Cogna (COGN3) fez bem a lição de casa: ação é a maior alta do Ibovespa na semana e C&A (CEAB3) é a que mais caiu. Veja destaques

10 de janeiro de 2026 - 17:03

A bolsa brasileira avançou apesar de ruídos políticos e incertezas globais, mas a semana foi marcada por forte seletividade: Cogna subiu embalada por revisões positivas, enquanto C&A sentiu o peso de um cenário mais desafiador para o varejo

DISPAROU

Azul (AZUL54) sobe 200%: o que explica a ação ter triplicado na bolsa em um dia?

9 de janeiro de 2026 - 18:15

Após um tombo histórico e uma diluição bilionária, os papéis dam um salto em um movimento técnico, enquanto o mercado segue avaliando os efeitos do aumento de capital e da reestruturação da companhia

POR QUE É TÃO RUIM?

Maior queda do Ibovespa: saída de CFO do Pão de Açúcar (PCAR3) deixa CEO novato com “bombas” na mão

9 de janeiro de 2026 - 17:21

A saída do executivo que liderava a desalavancagem e as negociações fiscais aumentou a percepção de risco do mercado e pressionou as ações da varejista

SUBINDO NA BOLSA

Alívio para Minerva (BEEF3): Sinal verde para acordo entre UE e Mercosul abre portas depois de a China cortar asinhas do Brasil

9 de janeiro de 2026 - 12:49

Analistas veem impacto positivo para a cadeia de carnes com a abertura do mercado europeu, mas alertam que o acordo não é suficiente para substituir a China no curto prazo

UM PORTO-SEGURO NA BOLSA?

Banco revela um dos setores mais promissores da bolsa em 2026; descubra as ações preferidas dos analistas

8 de janeiro de 2026 - 19:02

Em meio a incertezas políticas e sobre juros, BTG Pactual vê utilities como o melhor setor e lista empresas de saneamento e energia com potencial

NO CORAÇÃO DO BRASIL

Fundo imobiliário anuncia compra bilionária em um dos maiores empreendimentos do país

8 de janeiro de 2026 - 10:13

O imóvel ainda está em fase de construção e será composto por quatro torres comerciais de padrão classe “A”

EM BUSCA DE CAPITAL

PicPay, Agibank e Abra querem IPO nos EUA. Por que Wall Street está mais atraente para abrir capital do que o mercado brasileiro?

7 de janeiro de 2026 - 6:16

Uma fila parece ter começado a se formar em direção ao mercado norte-americano. PicPay, Agibank e Abra sinalizaram planos para ofertas de ações por lá, enquanto a B3 segue em jejum de IPOs há quatro anos

GIGANTE VERDE

SNEL11 se torna o maior FII de energia renovável da B3 após captar mais de R$ 620 milhões; entenda a operação

6 de janeiro de 2026 - 13:00

A emissão de cotas do FII segue uma tendência do mercado, que encontrou no pagamento em cotas uma solução para adquirir ativos de peso em meio às altas taxas de juros

FII DO MÊS

BTLG11 (de novo) no topo: FII de galpões logísticos volta a ser o favorito em janeiro com expectativa de corte de juros; veja o ranking completo

6 de janeiro de 2026 - 6:07

Embora já tenha registrado alta de 8,95% em 2025, o fundo contou com três recomendações entre os nove bancos e corretoras consultados pelo Seu Dinheiro

FRIGORÍFICOS

Minerva (BEEF3): existe um atalho para escapar das tarifas chinesas, mas o buraco é mais embaixo. O que esperar?

5 de janeiro de 2026 - 17:35

Com forte exposição ao mercado chinês, o frigorífico pode apelar para operação no resto do continente para enviar carne bovina ao gigante asiático, mas essa não é a bala de prata

DE OLHO NA SEGURANÇA

Nem Petrobras (PETR4) nem PRIO: veja qual ação brasileira está em alta após invasão da Venezuela pelos EUA

5 de janeiro de 2026 - 17:29

Tradicional ativo de proteção, o ouro sobe em meio ao aumento das tensões globais, intensificadas pela invasão da Venezuela, e uma ação pode ganhar com esse movimento

VAI CAIR?

Com invasão dos EUA na Venezuela, como fica o preço do petróleo e o que pode acontecer com a Petrobras (PETR3) e junior oils

5 de janeiro de 2026 - 16:09

Empresas petroleiras brasileiras menores, como Brava (BRAV3) e PetroRio (PRIO3), sofrem mais. Mas a causa não é a queda do preço do petróleo; entenda

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar