O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
O Ibovespa perdeu força e voltou aos 98 mil pontos, repercutindo o aumento na percepção de risco após a Califórnia anunciar o fechamento de restaurantes e outros tipos de estabelecimentos por causa do aumento de casos do coronavírus no estado. O dólar também foi afetado e subiu a R$ 5,38
Os recém-conquistados 100 mil pontos do Ibovespa tiveram vida curta: o índice bem que tentou sustentar os três dígitos nesta segunda-feira (13), operando em alta durante boa parte do pregão. Mas, na fase final das negociações, uma onda de cautela abalou as bolsas americanas — e o índice brasileiro acabou cedendo a um movimento de correção.
Durante a manhã, o Ibovespa chegou a subir 0,83%, aos 100.857,68 pontos — e, em linhas gerais, manteve-se no campo positivo sem maiores dificuldades até o meio da tarde. E esse tom positivo visto por aqui apenas refletia o comportamento das bolsas externas: nos EUA e na Europa, os mercados avançavam sem dificuldades.
Mas, pouco antes das 15h30, Wall Street começou a perder força — um movimento que também foi sentido na B3, com o Ibovespa começando a escorregar. Os 100 mil pontos foram perdidos, as perdas foram aumentando e, ao fim do dia, o índice brasileiro estava nas mínimas da sessão.
No fechamento, o Ibovespa marcava 98.697,06 pontos, em queda de 1,33% — nos EUA, o S&P 500 (-0,94%), o Nasdaq (-2,13%) e o Dow Jones (+0,04%) tiveram trajetória semelhante, encerrando perto das mínimas da sessão.
No mercado de câmbio, a cautela também se fez sentir: o dólar à vista, que apresentava ganhos moderados durante a manhã, acelerou e terminou em alta de 1,25%, a R$ 5,3885 — lá fora, a divisa americana se valorizou em relação às moedas de países emergentes.
Um ponto interessante da sessão desta segunda é que o pano de fundo para as negociações permaneceu o mesmo durante o dia todo: os investidores reagiram ao aumento dos casos de coronavírus nos EUA. Então, o que aconteceu no meio da tarde para que a percepção de risco dos investidores aumentasse tanto?
Leia Também
Um dado preocupante ganhou as manchetes dos principais jornais do mundo no fim de semana: somente no sábado, a Flórida registrou mais de 15 mil novos casos de coronavírus, um novo recorde para um estado americano num período de 24 horas.
Para se ter uma dimensão melhor do que esse número representa: a Coreia do Sul inteira tem menos de 14 mil ocorrências da doença desde o início da pandemia.
Vale lembrar que a Flórida é um dos estados em que a flexibilização das regras de isolamento social ocorreu de maneira mais intensa — até mesmo os parques da Disney voltaram a funcionar durante o fim de semana.
Assim, a união dessas informações aponta para uma mesma direção: se a reabertura tiver ocorrido cedo demais e tivermos uma nova explosão no total de casos, é possível termos retrocessos no processo de normalização nos EUA — o que, naturalmente, provocaria um impacto à recuperação da economia do país e do mundo.
Dito isso, os investidores não se mostravam tão abalados por esse dado durante a manhã: havia alguma cautela — o que ajuda a explicar a pressão vista no câmbio —, mas, em linhas gerais, o otimismo em relação à economia dos EUA era predominante. E, afinal de contas, não havia qualquer menção concreta a uma nova onda de fechamentos.
Pois é: não havia. E, para a surpresa do mercado, a iniciativa não partiu da Flórida: quem decidiu retroceder no processo de reabertura foi o governador da Califórnia, o democrata Gavin Newsom:
"Os novos casos de Covid-19 continuam aumentando num ritmo alarmante. A Califórnia determina o fechamento das operações em ambientes fechados de restaurantes, vinícolas, cinemas, zoológicos, museus e salas de jogos. Os bares devem fechar todas as operações", comunicou o governador.
A curva de contágio na Califórnia também teve um salto: nas últimas 24 horas, foram mais de 8 mil novos casos no estado — desde o início da pandemia, já são mais de 7 mil mortes na região. Em alguns condados, também foi determinado o fechamento de salões de beleza e academias.
A notícia mexeu com os ânimos dos investidores, que começam a ver uma eventual segunda onda da doença nos EUA ficando cada vez mais palpável. E, com isso, aumenta a percepção de risco quanto ao futuro da economia do país: uma nova onda de fechamentos pode afetar fortemente o nível de atividade no país.
Já o mercado de juros futuros apresentou um viés de estabilidade nesta segunda, aguardando novos dados de inflação a serem divulgados por aqui ao longo da semana. O IBC-Br de maio, com publicação prevista para amanhã, também pode mexer com as curvas:
Veja abaixo os cinco papéis de melhor desempenho do Ibovespa nesta segunda-feira. O setor de mineração e siderurgia apareceu entre os destaques positivos, impulsionado pela alta de quase 4% do minério de ferro na China — a commodity ultrapassou a marca de US$ 110 a tonelada no porto de Qingdao.
| CÓDIGO | NOME | PREÇO (R$) | VARIAÇÃO |
| IRBR3 | IRB ON | 9,72 | +5,65% |
| CSNA3 | CSN ON | 11,67 | +3,92% |
| EGIE3 | Engie ON | 44,00 | +2,47% |
| CVCB3 | CVC ON | 22,52 | +2,36% |
| BRAP4 | Bradespar PN | 38,15 | +1,57% |
Confira também as cinco maiores baixas do dia:
| CÓDIGO | NOME | PREÇO (R$) | VARIAÇÃO |
| ABEV3 | Ambev ON | 14,00 | -5,72% |
| CYRE3 | Cyrela ON | 26,54 | -5,32% |
| NTCO3 | Natura ON | 39,90 | -5,07% |
| YDUQ3 | Yduqs ON | 33,98 | -4,42% |
| UGPA3 | Ultrapar ON | 17,70 | -4,38% |
Even (EVEN3), Cyrela (CYRE3), Direcional (DIRR3) e Lavvi (LAVV3) divulgaram prévias operacionais na noite de ontem (15), e o BTG avaliou cada uma delas; veja quem se destacou positivamente e o que os números indicam
As incertezas típicas de um ano eleitoral podem abrir janelas de oportunidade para a compra de fundos imobiliários — mas não é qualquer ativo que deve entrar na carteira
Resultado preliminar dos últimos três meses de 2025 superou as projeções de lucro e endividamento, reforçou a leitura positiva de analistas e fez a companhia liderar as altas da bolsa
Analistas dos dois bancos indicam onde investir em 2026 antes que os juros mudem o jogo; confira as estratégias
Banco elevou a recomendação para compra ao enxergar ganho de eficiência, expansão de margens e dividend yield em torno de 8%, mesmo no caso de um cenário de crescimento mais moderado das vendas
No começo das negociações, os papéis tinham a maior alta do Ibovespa. A prévia operacional do quarto trimestre mostra geração de caixa acima do esperado pelo BTG, desempenho sólido no Brasil e avanços operacionais, enquanto a trajetória da Resia segue como principal desafio para a companhia
A companhia aérea conseguiu maioria em assembleias simultâneas para acabar com as suas ações preferenciais, em um movimento que faz parte do processo de recuperação judicial nos Estados Unidos
O fundo multimercado superou o CDI no acumulado de 2025, com destaque para os ganhos em bolsa local e no real
Para entender as projeções para este ano, o Seu Dinheiro conversou com a analistas da EQI Research e da Empiricus Research, além de gestores de fundos imobiliários da Daycoval Asset e da TRX
Uma nova rodada de indicadores tanto no Brasil como nos Estados Unidos deve concentrar a atenção dos investidores, entre eles, os dados da inflação norte-americana
Depois dos recentes eventos ligados à Venezuela, uma nova fonte de tensão promete colocar mais lenha na fogueira das commodities; entenda como isso mexe com o seu bolso
A bolsa brasileira avançou apesar de ruídos políticos e incertezas globais, mas a semana foi marcada por forte seletividade: Cogna subiu embalada por revisões positivas, enquanto C&A sentiu o peso de um cenário mais desafiador para o varejo
Após um tombo histórico e uma diluição bilionária, os papéis dam um salto em um movimento técnico, enquanto o mercado segue avaliando os efeitos do aumento de capital e da reestruturação da companhia
A saída do executivo que liderava a desalavancagem e as negociações fiscais aumentou a percepção de risco do mercado e pressionou as ações da varejista
Analistas veem impacto positivo para a cadeia de carnes com a abertura do mercado europeu, mas alertam que o acordo não é suficiente para substituir a China no curto prazo
Em meio a incertezas políticas e sobre juros, BTG Pactual vê utilities como o melhor setor e lista empresas de saneamento e energia com potencial
O imóvel ainda está em fase de construção e será composto por quatro torres comerciais de padrão classe “A”
Uma fila parece ter começado a se formar em direção ao mercado norte-americano. PicPay, Agibank e Abra sinalizaram planos para ofertas de ações por lá, enquanto a B3 segue em jejum de IPOs há quatro anos
A emissão de cotas do FII segue uma tendência do mercado, que encontrou no pagamento em cotas uma solução para adquirir ativos de peso em meio às altas taxas de juros
Embora já tenha registrado alta de 8,95% em 2025, o fundo contou com três recomendações entre os nove bancos e corretoras consultados pelo Seu Dinheiro