Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Victor Aguiar

Victor Aguiar

Jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero e com MBA em Informações Econômico-Financeiras e Mercado de Capitais pelo Instituto Educacional BM&FBovespa. Trabalhou nas principais redações de economia do país, como Bloomberg, Agência Estado/Broadcast e Valor Econômico. Em 2020, foi eleito pela Jornalistas & Cia como um dos 10 profissionais de imprensa mais admirados no segmento de economia, negócios e finanças.

Mais um recorde

R$ 5,84: com os juros cada vez mais baixos, o dólar subiu forte e chegou a níveis inéditos

O dólar à vista rompeu o nível de R$ 5,80 pela primeira vez, com os investidores ajustando-se à perspectiva de continuidade no ciclo de cortes na Selic

Victor Aguiar
Victor Aguiar
7 de maio de 2020
18:20
Dólar subindo
Imagem: Shutterstock

O Copom surpreendeu duplamente o mercado na noite de quarta-feira (7): cortou a Selic de maneira mais agressiva que o esperado e sinalizou que o ciclo de baixas na taxa básica de juros ainda não acabou. Dito isso, pode-se afirmar tudo sobre a nova disparada do dólar à vista, menos que ela foi surpreendente.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A moeda americana já vinha de uma sequência de quatro fortes altas, o que não inibiu uma quinta valorização consecutiva nesta quinta-feira (7). Pelo contrário: o salto de hoje foi ainda mais intenso que o visto nas últimas sessões.

No momento de maior pressão, a divisa chegou a ser negociada a R$ 5,8768 (+3,06%). Ao fim do dia, os ganhos foram ligeiramente menores: "apenas" 2,43% de alta, a R$ 5,8409 — um novo recorde de fechamento em termos nominais para o dólar à vista.

  • Eu gravei um vídeo para explicar um pouco da dinâmica por trás da escalada do dólar nesta quinta-feira. Veja abaixo:

Com a nova rodada de ganhos desta quinta-feira, a moeda americana já acumula valorização de 7,40% apenas nesta semana — desde o início de 2020, os ganhos já chegam a 45,59%.

O comportamento do mercado doméstico de câmbio chama ainda mais a atenção porque, no exterior, a sessão de hoje foi marcada pelo enfraquecimento do dólar em relação às divisas de países emergentes. Moedas como o peso mexicano, o rublo russo e o peso chileno se valorizaram hoje — o real foi o ativo que destoou do grupo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Mas, novamente: não há grandes surpresas. Afinal, considerando as perspectivas de juros cada vez mais baixos no país, é quase natural que o dólar à vista tenha se valorizado com intensidade — e, para completar o quadro de pressão cambial, ainda temos um ambiente político doméstico bastante conturbado.

Leia Também

Juro para baixo, dólar para cima

Boa parte dessa nova onda de estresse no câmbio se deve às surpresas do mercado com a decisão de juros do Banco Central (BC). A autoridade monetária cortou a Selic em 0,75 ponto, ao nível de 3% ao ano — a maioria dos investidores apostava numa redução mais branda, de 0,50 ponto.

Mas essa não foi a única novidade: no comunicado, o Copom deixou claro que poderá promover mais um corte de até 0,75 ponto na próxima reunião, o que levaria a taxa básica de juros a 2,25% ao ano — e, considerando a baixa inflação e a contração no PIB por causa do coronavírus, esse passou a ser o cenário-base de muitos analistas.

Essa disposição indicada pelo Banco Central, dando a entender que não vê problemas numa Selic cada vez mais baixa mostrando-se despreocupado com eventuais pressões da alta do dólar sobre a inflação, contribui para dar ainda mais força a escalada da moeda americana ante o real.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Em linhas gerais, cortes na Selic acabam reduzindo o chamado diferencial de juros entre o Brasil e os Estados Unidos — a subtração entre os juros dos dois países. Com a baixa de ontem, esse gap ficou ainda menor.

Isso mexe com o câmbio porque, quanto menor o diferencial, menor é o apelo do Brasil para os investidores que buscam apenas a rentabilidade fácil dos juros. Claro, trata-se de um capital especulativo e que pouco contribui para o desenvolvimento econômico.

Ainda assim, a ausência desse tipo de agente financeiro diminui a entrada de dólares no país, pressionando o câmbio.

Risco político

Além disso, o clima no Brasil ainda é de cautela e apreensão. Por aqui, os investidores seguem atentos ao cenário político: ontem, a Câmara aprovou o pacote de auxílio financeiro emergencial a Estados e municípios, não cedendo às contrapartidas solicitadas pelo ministro da Economia, Paulo Guedes.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Assim, as movimentações do governo e do Congresso continuaram sendo monitoradas de perto, considerando a forte deterioração nas relações entre as partes — e a percepção de que uma bomba pode explodir a qualquer momento contribuiu para estressar os investidores.

Isso ajuda a explicar o tom instável assumido pelo Ibovespa nesta quinta-feira: o índice oscilou entre os 78.061,44 pontos (-1,27%) e os 80.061,19 pontos (+1,26%), fechando o dia em baixa de 1,20%, aos 78.118,57 pontos — somente nesta semana, acumula perda de 2,97%.

Exterior tranquilo

O desempenho do Ibovespa só não foi pior porque, lá fora, o dia foi positivo nas bolsas: na Europa, as principais praças avançaram mais de 1% nesta quinta-feira, tom semelhante ao visto nos EUA, com o Dow Jones (+0,89%), o S&P 500 (+1,15%) e o Nasdaq (+1,41%) também subindo.

Esse bom humor externo se deve, em grande parte, aos dados mais fortes da balança comercial chinesa: as exportações subiram 3,5% em abril, enquanto as importações recuaram 14,2% — ambos os resultados superaram as expectativas dos analistas.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Os números vindos da China aumentam a esperança de que a retomada econômica na Europa e nos EUA após a fase mais crítica do surto de coronavírus poderá ocorrer de maneira mais intensa que o inicialmente planejado — vale lembrar que, no país asiático, o pico dos casos ocorreu em janeiro e fevereiro.

O otimismo em relação às perspectivas de retomada da atividade se sobrepõe aos dados mais preocupantes vistos nos Estados Unidos, onde os dados de desemprego continuam crescendo. E mesmo os recentes atritos entre os governos americano e chinês não trazem maiores preocupações aos investidores.

E os juros?

Após o corte mais agressivo da Selic e as indicações de que o ciclo de ajustes negativos tende a continuar, o mercado de juros futuros fechou em queda na ponta curta, ajustando-se às sinalizações emitidas ontem:

  • Janeiro/2021: de 2,74% para 2,54%;
  • Janeiro/2022: de 3,53% para 3,34%;
  • Janeiro/2023: de 4,66% para 4,57%.

Balanços e dólar

No front corporativo, os investidores reagiram de maneira contida ao balanço do Banco do Brasil no primeiro trimestre deste ano: a instituição fez provisões de R$ 2 bilhões para se preparar para o impacto do coronavírus e, como resultado, fechou o período com queda de 20% no lucro, para R$ 3,39 bilhões — os papéis ON (BBAS3) tiveram baixa de 2,70%.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ainda no lado dos resultados trimestrais, Ambev ON (ABEV3) caiu 2,45%, Totvs ON (TOTS3) teve baixa de 7,52% e NotreDame Intermédica ON (GNDI3) avançou 4,11% — veja aqui o resumo dos balanços das três empresas.

Em termos de desempenho no Ibovespa, destaque para as exportadoras Suzano ON (SUZB3) e Klabin units (KLBN11), com ganhos de 7,50% e 10,93%, nesta ordem — empresas que vendem ao exterior se beneficiam com o nível mais elevado do dólar.

Veja abaixo as cinco ações de melhor desempenho do Ibovespa nesta quinta-feira:

CÓDIGONOMEPREÇO (R$)VARIAÇÃO
KLBN11Klabin units20,61+10,93%
SUZB3Suzano ON45,01+7,50%
MRFG3Marfrig ON13,62+7,33%
BEEF3Minerva ON13,82+7,30%
GGBR4Gerdau PN12,45+6,96%

Confira também as maiores quedas do índice:

CÓDIGONOMEPREÇO (R$)VARIAÇÃO
RENT3Localiza ON29,77-8,40%
TOTS3Totvs ON18,21-7,52%
AZUL4Azul PN13,66-7,52%
IGTA3Iguatemi ON27,66-7,46%
CCRO3CCR ON11,42-7,08%

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
FLUXO GLOBAL

Brasil é o emergente preferido dos estrangeiros na América Latina — mas a bolsa que mais dispara em 2026 fica do outro lado do mundo

20 de abril de 2026 - 13:05

Apesar do fluxo bilionário para o Ibovespa, uma bolsa na Ásia já disparou mais de 50% no ano e lidera o ranking global entre os emergentes

ATÉ MAIS TARDE

O bitcoin não dorme — e a B3 quer acompanhar: bolsa estende pregão de criptomoedas e ouro até 20h

20 de abril de 2026 - 9:54

Com cripto operando 24/7 lá fora, mudança busca aproximar o investidor local do ritmo global do mercado; veja o que muda na prática

MERCADOS HOJE

Petróleo salta com nova escalada no Oriente Médio e pressiona bolsas globais. Por que o mercado entrou em alerta?

20 de abril de 2026 - 9:21

Escalada das tensões reacende temor sobre oferta da commodity e pressiona ativos globais na abertura da semana; veja o que mexe com os mercados hoje

BULL MARKET

A tendência de alta do Ibovespa é consistente e o índice de ações pode ultrapassar os 225 mil pontos, segundo o Daycoval

18 de abril de 2026 - 10:45

A posição do Brasil no contexto geopolítico, de guerra e pressão inflacionária, favorece a entrada de mais investidores globais nos próximos meses

PATINHO FEIO

Ibovespa voa, mas Small Caps ficam para trás — e distância entre um índice e outro é a maior em 20 anos

17 de abril de 2026 - 19:01

O índice das ações medianas não entrou no apetite dos estrangeiros e, sem os locais, os papéis estão esquecidos na bolsa

NÃO É QUALIDADE

Fleury (FLRY3): os dois motivos que fizeram o BTG desistir da recomendação de compra — e quem é a queridinha do setor

17 de abril de 2026 - 18:18

Embora o banco veja bons resultados para a companhia, há outras duas ações do setor de saúde que são as preferidas para investir

OPERAÇÃO BILIONÁRIA

O mercado parou para ler: carta de Bill Ackman detalha a estratégia por trás do IPO duplo da Pershing Square

17 de abril de 2026 - 17:31

Conhecido como “discípulo de Warren Buffet”, ele reforça que o modelo da Pershing Square se baseia em investir no longo prazo em poucas empresas de alta qualidade, com forte geração de caixa e vantagens competitivas duráveis

MERCADOS

Petrobras (PETR4) no olho do furacão: a trégua que virou pesadelo para as petroleiras, drenou o Ibovespa e fez o dólar flertar com os R$ 5,00 

17 de abril de 2026 - 12:54

O cessar-fogo no Líbano e a abertura do Estreito de Ormuz pelo Irã derrubaram o petróleo, que já chegou a cair 14% nesta sexta-feira (17), e mexeu com as bolsas aqui e lá fora

ENCHEU O CARRINHO

Vai cair na conta? FII da XP compra 6 galpões logísticos por R$ 919 milhões; veja como ficam os dividendos

17 de abril de 2026 - 11:22

Com as aquisições, o XPLG11 passa a ter um patrimônio líquido de aproximadamente R$ 5,4 bilhões, distribuído em 31 empreendimentos

EXPANSÃO DO PORTFÓLIO

Patria Malls (PMLL11) abocanha fatias de 5 shoppings enquanto tenta destravar fusão com outro FII; entenda o que está em jogo

17 de abril de 2026 - 10:55

O fundo imobiliário está a caminho de aumentar ainda mais o portfólio. A gestora vem tentando aprovar a fusão do PML11 com o RBR Malls FII

FIIS HOJE

BTG Pactual Logística (BTLG11) aumenta dividendos em maior nível em 15 meses; confira quando o dinheiro cai na conta dos cotistas

16 de abril de 2026 - 14:41

O novo rendimento tem como referência os resultados apurados pelo fundo em março, que ainda não foram divulgados

UMA NOVA MARCA PARA A B3

Bolsa ‘quebra a banca’ com R$ 120 bilhões e bate recorde em cinco anos — e uma ação rouba a cena

16 de abril de 2026 - 12:44

O vencimento de Opções sobre o Ibovespa movimentou R$ 81 bilhões, funcionando como o grande motor que empurrou a bolsa para o um novo topo operacional

SD ENTREVISTA

Dólar a R$ 4,90? Os dois motivos que explicam a queda da moeda — e por que isso não deve durar, segundo gestor especialista em câmbio

16 de abril de 2026 - 6:30

Em entrevista ao Seu Dinheiro, Alfredo Menezes, CEO e CIO da Armor Capital, detalhou os motivos por trás da forte desvalorização do dólar e por que esse movimento pode estar perto do fim

NOVO TETO?

Ibovespa acima dos 220 mil pontos? O que dizem gestores com US$ 72 bilhões sob gestão

15 de abril de 2026 - 19:10

Gestores entrevistados pelo BofA seguem confiantes com a bolsa brasileira, porém alertam para riscos com petróleo e juros nos EUA

LUCROS COM ESG

Figurinha carimbada: B3 (B3SA3) é a favorita das carteiras recomendadas de ESG (de novo) – o que chama a atenção na ‘dona da bolsa’?

15 de abril de 2026 - 15:02

Para os analistas, a B3 tem buscado a liderança na agenda de sustentabilidade; a ação divide o pódio de recomendações com uma varejista que pode valorizar até 44%

MOVIMENTAÇÃO

MBRF (MBRF3) tomba quase 10% na bolsa após venda de ações em bloco por fundo árabe; entenda

15 de abril de 2026 - 14:48

No começo da semana, a companhia anunciou a ampliação de seu acordo de fornecimento de carne com a subsidiária do fundo soberano da Arábia Saudita, além de avanços nas aprovações para um possível IPO da Sadia Halal

DOS FIIS AOS ETFS

O gringo também gosta de FIIs: fluxo estrangeiro chega aos fundos imobiliários, e isso é bom para os cotistas; saiba quais ativos estão na mira

15 de abril de 2026 - 6:03

Volume estrangeiro nos primeiros dois meses do ano cresceu 60% em relação a 2025; só em fevereiro, gringos representaram 24% do volume negociado de fundos imobiliários

MERCADOS HOJE

200 mil pontos logo ali: Ibovespa se aproxima de novo recorde, mas Petrobras (PETR4) joga contra

14 de abril de 2026 - 16:01

Bolsa brasileira segue o bom humor global com o alívio das tensões no Oriente Médio, mas queda do preço do petróleo derruba as ações de empresas do setor; dólar também recua

NOVO PREÇO-ALVO

Não tem mais potencial? BofA e Safra rebaixam recomendação de Usiminas (USIM5) e ação recua até 3%; confira o que dizem os analistas

13 de abril de 2026 - 18:42

Apesar de preço mais alto para o aço, o valuation da empresa não é mais tão atraente, e potenciais para a empresa já estão precificados, dizem os bancos

GANHOS PARA O BOLSO

Dividendos de 12%: BTG reforça compra para Allos (ALOS3) após acordo com a Kinea

13 de abril de 2026 - 18:10

O novo fundo imobiliário comprará participações em sete shoppings de propriedade da Allos, com valor de portfólio entre R$ 790 milhões e R$ 1,97 bilhão, e pode destravar valor para os acionistas

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar
Jul.ia
Jul.ia
Jul.ia

Olá, Eu sou a Jul.ia, Posso te ajudar com seu IR 2026?

FAÇA SUA PERGUNTA
Dúvidas sobre IR 2026?
FAÇA SUA PERGUNTA
Jul.ia
Jul.ia