Ibovespa sobe mais de 3% na semana e dólar cai a R$ 5,31; dados positivos se sobrepõem à cautela
Indicadores econômicos mais fortes no mundo, somados a novas injeções de recursos pelos BCs e governos, levaram o Ibovespa às máximas em quase um mês e permitiram um alívio no dólar à vista

O primeiro semestre ficou para trás — e o cenário catastrófico visto nas bolsas em março parece cada vez mais distante. Ok, o Ibovespa ainda tem um longo caminho pela frente e ainda amarga perdas expressivas desde o começo de 2020, sem dúvidas. Mas também é verdade que o nível de 60 mil pontos visto no momento de maior pânico já não parece mais palpável.
Nesta semana, o índice brasileiro se afastou um pouco mais das mínimas do ano — sendo preciso, o Ibovespa acumulou ganhos de 3,12% no período, encerrando o pregão desta sexta-feira (3) aos 96.764,87 pontos. É o maior nível desde 8 de junho.
Um alívio mais ou menos semelhante foi visto no mercado de câmbio: desde segunda-feira, o dólar à vista acumulou queda de 2,59%, terminando a semana cotado a R$ 5,3191 — nos últimos dias, a moeda americana até chegou a ficar abaixo da marca de R$ 5,30, mas sempre acabou voltando ao andar superior.
- O podcast Touros e Ursos desta sexta-feira já está no ar! Eu e a Julia Wiltgen falamos sobre o panorama para os investimentos no segundo semestre do ano e fizemos um balanço do desempenho de diversas aplicações nos primeiros seis meses de 2020:
De certa maneira, o exterior ditou o rumo das negociações por aqui nos últimos dias, tanto para o lado positivo quanto para o negativo. E, novamente, tivemos uma equação cujas variáveis incluíam dados econômicos, sinalizações do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) e notícias sobre o coronavírus.
Considerando a recuperação vista nos mercados, você já deve imaginar que os fatores de otimismo se sobrepuseram aos pontos de cautela — ou, em outras palavras: o avanço da pandemia ficou em segundo plano perto da possível recuperação da economia global.
Leia Também
E, de fato, a rodada de indicadores econômicos dos últimos dias foi bastante animadora: na Ásia, na Europa e nos EUA, tivemos números mostrando uma melhoria sequencial no nível de atividade — e até o Brasil teve alguns dados mais fortes, sinalizando que, ao menos, a fase da deterioração econômica pode estar terminando.
[captacao]
Recuperação?
E quais foram os indicadores econômicos mais firmes?
Bem, em destaque apareceu o resultado do mercado de trabalho dos EUA em junho, com a criação de 4,77 milhões de novos postos — um resultado que surpreendeu os analistas, que projetavam a abertura de menos de 4 milhões de vagas.
Vale lembrar que esse foi o segundo mês consecutivo em que o payroll contraria as expectativas: em maio, quando todos esperavam o fechamento de vagas, foram abertos 2,5 milhões de novos empregos.
Com isso, a taxa de desocupação dos EUA caiu para 11,1%, ante 13,3% em maio. São níveis ainda bastante elevados para a média americana, mas que mostram uma evolução gradual da dinâmica do mercado de trabalho do país — e que aumentam a esperança quanto a uma recuperação em 'V' da economia do país e do mundo.
Dados de vendas de imóveis nos EUA e de atividade do setor industrial no mundo também mostraram uma recuperação mais firme que a antecipada pelo mercado, reduzindo a percepção de risco do investidor global — um quadro que dá impulso às bolsas e tira força do dólar, um ativo de viés mais defensivo.
E, mesmo no Brasil, os dados de produção industrial em maio mostraram um avanço de 7% em relação a abril. Claro, as bases de comparação estavam bastante baixas e a indústria doméstica está longe de retornar aos patamares vistos antes da crise. Mas, ainda assim, é uma notícia bem-vinda.
Por fim, tivemos também novas indicações do Fed e do governo dos EUA que contribuíram para animar os investidores: o BC americano anunciou que irá comprar mais títulos de dívida corporativa no mercado primário, enquanto autoridades em Washington sinalizaram o lançamento de programas de investimento, sobretudo em infraestrutura.
Ou seja: mais recursos serão injetados na economia — e parte desse dinheiro já está sendo direcionado aos mercados financeiros, o que ajuda a explicar o bom desempenho das bolsas globais mesmo em meio à pandemia de coronavírus.
Desta maneira, o Ibovespa, o dólar e as bolsas globais tiveram uma semana positiva, por mais que os números de novas contaminações pela Covid-19 tenham acelerado no mundo — e, em particular, nos EUA. Um risco que permanece no radar dos investidores, mas que, ao menos por enquanto, é mitigado pelos estímulos econômicos e pelos indicadores mais fortes.
TOUROS E URSOS #292
Juros altos vieram para ficar? Gestor da XP diz que investidor terá de reaprender a investir em um novo mundo
16 de outubro de 2026 - 12:17TARDE DEMAIS?
Casas Bahia (BHIA3) paga aluguel ao HSLG11, mas segue devendo ao FII; entenda como fica a ação de despejo
16 de outubro de 2026 - 10:38ALOCAÇÃO TÁTICA
Adeus ao CDI fácil: UBS rebaixa renda fixa pós-fixada e vê espaço para a bolsa brasileira saltar até 25%
15 de outubro de 2026 - 18:07TURNAROUND DA CARTEIRA
BC Fund (BRCR11) ganha força na bolsa com dividendos e mudanças no portfólio no radar; entenda os planos do FII
15 de outubro de 2026 - 17:30Conteúdo Empiricus
Opções: Como driblar o principal desafio deste mercado e buscar oportunidades com potencial de multiplicar o capital investido
15 de outubro de 2026 - 14:00MUDANÇAS EM CURSO
Os ETFs estão fazendo com os fundos o que os fundos fizeram com as ações há mais de 20 anos
15 de outubro de 2026 - 12:45TANQUE CHEIO NA BOLSA
Petrobras (PETR4) bate R$ 800 bilhões em valor de mercado pela primeira vez. O que está por trás do novo recorde?
14 de outubro de 2026 - 16:27O PÓDIO MUDOU
A Vale ficou para trás: BTG Pactual (BPAC11) toma o lugar de VALE3 no pódio das empresas mais valiosas da bolsa
14 de outubro de 2026 - 15:56DE OLHO NO AGRO
FII do agronegócio fecha venda milionária de fazenda e estima impacto positivo de R$ 5,78 por cota
14 de outubro de 2026 - 11:58É HORA DE COMPRAR?
Próxima parada do Ibovespa: 220 mil pontos. A visão dos gestores sobre a bolsa depois do 2º turno das eleições
13 de outubro de 2026 - 18:00O PESO DA INADIMPLÊNCIA
Crise das Casas Bahia (BHIA3) pesa sobre o HSLG11: FII pede despejo após calote, e cotas caem mais de 4%
13 de outubro de 2026 - 13:02SEM FOLGA EM NOVA YORK
Nasdaq leva uma queda e puxa S&P 500 para o vermelho; confira o que movimentou os mercados lá fora
12 de outubro de 2026 - 17:10HORA DE COMPRAR?
Flávio Bolsonaro eleito? Expectativa após 1° turno derruba dólar abaixo dos R$ 5 e coloca estas 4 ações no radar dos bancões
12 de outubro de 2026 - 13:01AÇÕES
5 ações para buscar ganhos na bolsa e superar o Ibovespa nesta semana, segundo Terra Investimentos
11 de outubro de 2026 - 11:00AÇÕES SE DESTACARAM
Ibovespa bate recorde após eleições e sobe 8,82% na semana; veja quem ganhou e quem perdeu
10 de outubro de 2026 - 11:25VISÃO DO GESTOR
Fundo Verde, de Stuhlberger, vê espaço para novo rali da bolsa com o ‘trade Flávio’ — mas faz alerta para risco lá fora
9 de outubro de 2026 - 17:15OPORTUNIDADE NO RADAR
A janela dos fundos imobiliários está fechando, e o BTG Pactual revela os FIIs para surfar a onda enquanto há tempo
9 de outubro de 2026 - 16:35UM OLHO NA URNA E OUTRO NA BOLSA
Ibovespa renova máxima no dia e dólar cai abaixo de R$ 5, mas IPCA lembra: a conta dos juros ainda não fechou
9 de outubro de 2026 - 12:43RADAR DE FIIS
BTLG11 quer levantar até R$ 1,2 bilhão com nova emissão de cotas; veja quem pode participar
8 de outubro de 2026 - 10:47MERCADOS