Menu
2020-12-28T15:23:57-03:00
Felipe Saturnino
Felipe Saturnino
Graduado em Jornalismo pela USP, passou pelas redações de Bloomberg e Estadão.
quem tem dólar aí?

Dólar chega a superar R$ 5,30 com efeito ‘overhedge’ e remessas, mas desacelera após atuação do BC

Moeda chegou a subir 2,5%, mas atuação do BC alivia pressão; no mês, o dólar ainda cai 1,5%, embora, no acumulado do ano, registre ganhos de 31,3%

28 de dezembro de 2020
15:22 - atualizado às 15:23
Dólar em alta
Imagem: Shutterstock

O dólar destoa da trajetória descendente que tem tido desde novembro — mês em que caiu 7% — e marca uma forte alta na sessão desta segunda-feira (28).

Por volta das 15h15, a moeda avançava 1,7%, cotada aos R$ 5,2662, mas já está distante de seu pico intradiário. Mais cedo, a divisa registrou máxima de 2,5%, para R$ 5,3113.

No mês, o dólar ainda cai 1,5%, embora, no acumulado do ano, registre ganhos de 31,3%.

Há duas razões para a forte alta da moeda hoje: um ajuste das posições dos bancos em dólar (efeito "overhedge") e o envio de remessas internacionais por parte de empresas.

O overhedge refere-se à proteção excessiva dos bancos em moeda estrangeira no exterior a fim de proteger o patrimônio dessas instituições. Isto é, se no exterior os bancos mantêm posições compradas em dólar (vendidas em real), por aqui, elas são vendidas em dólar (compradas em real).

Esse excesso de hedge tem a ver com o fato de as variações cambiais do patrimônio dos bancos lá fora não serem tributadas, mas as sobre ativos e passivos locais em moeda estrangeira, sim — o que força uma compensação ou uma proteção extra.

Segundo a legislação vigente, o overhedge precisa ser reduzido até o fim do ano, permitindo a sua diminuição em até 50% neste ano e 100% no ano que vem. Isso significa que os bancos passaram a reduzir suas posições vendidas em dólar, forçando-os a comprarem a moeda.

"Tivemos um fluxo pesado pela manhã de instituições financeiras realizando compras, o que levou o dólar a R$ 5,30, mas o Banco Central acalmou", diz Jefferson Rugik, diretor-superintendente da Correparti. "Era esperado que ele fizesse isso."

Por volta das 14h10, o BC anunciou a realização de um leilão de dólar no mercado à vista, o que reduziu a pressão pela moeda. Foram vendidos integralmente US$ 530 milhões, com a taxa de corte de R$ 5,2620. Foram aceitas três propostas, segundo o BC.

Segundo Rugik, se os bancos zerarem o overhedge, no entanto, terão ainda de comprar mais US$ 5 bilhões.

Além disso, as remessas corporativas para fora do país, que também tem lugar neste período do ano, também pressionam o dólar, já que diminuem a sua oferta internamente. "A explicação para hoje é overhedge e, também, as remessas em atraso", diz o operador.

Por volta do mesmo horário, o Ibovespa subia 1%, para 118.985 pontos. Acompanhe a cobertura completa de mercados do Seu Dinheiro.

Comentários
Leia também
CUIDADO COM OS ATRAVESSADORES

Onde está o seu iate?

Está na hora de tirar os intermediários do processo de investimento para deixar o dinheiro com os investidores

Explica direito isso aí...

Procon-SP cobra explicações de Gol, Azul, Latam e mais 7 aéreas sobre cancelamentos, remarcações e reembolsos na pandemia

As empresas têm até o dia 10 de maio para responderem questionamentos sobre sua política de comercialização de passagens no período

Melhorias no ar

Azul divulga projeções e aposta em recuperação total no início de 2022

A companhia aérea foi a única das Américas a aumentar seu caixa em 2020 e aposta em um Ebitda de cerca de R$ 4 bilhões no próximo ano

Podcast Tela Azul

CASH3: Conheça a Méliuz, sua estratégia de cashback e saiba por que esta ação tech está bombando

Em entrevista para o Podcast Tela Azul da Empiricus, Lucas Marques, COO da Méliuz, conta sobre a onda da estratégia de cashback e como ela funciona. É falado também do atual foco da companhia em Growth, e dos planos futuros. Entenda o que é o “jabutiCAC”, jargão que surgiu nesta edição.

Desceu redondo

Na Ambev, a venda de cerveja garantiu o happy hour no primeiro trimestre

A Ambev reportou forte crescimento na receita líquida e no lucro no primeiro trimestre, impulsionada pelas vendas de cerveja no Brasil

cardápio dos balanços

Balanços de Copel, Braskem, Azul e outros mexem com o mercado nesta quinta; veja os destaques

Só no Ibovespa, foram ao menos cinco companhias que revelaram os resultados do primeiro trimestre entre esta quarta e quinta; desempenho mexe com os papéis das companhias

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies