O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
A disseminação do coronavírus eleva a aversão ao risco nos mercados financeiros, derrubando o Ibovespa e fazendo o dólar romper a marca de R$ 4,20. Todas as ações do índice operam em queda, em especial as ligadas ao setor de commodities, como Vale, Petrobras e siderúrgicas
O estresse toma conta das bolsas globais nesta segunda-feira (27), com os investidores mostrando-se apreensivos quanto à disseminação do coronavírus no mundo. O Ibovespa opera em queda firme e já aparece na faixa dos 115 mil pontos, num movimento em linha com o visto no exterior.
Por volta de 15h00, o principal índice acionário do Brasil recuava 2,72%, aos 115.154,80 pontos — um nível que não era visto desde o fim do ano passado. Nos Estados Unidos, o Dow Jones (-1,23%), o S&P 500 (-1,27%) e o Nasdaq (-1,54%) caem em bloco; na Europa, as principais praças também exibiram um tom amplamente negativo.
O mercado de câmbio não fica para trás: no mesmo horário, o dólar à vista subia 0,69%, a R$ 4,2133 — na máxima, chegou a bater os R$ 4,2318 (+1,13%), o maior nível desde 2 de dezembro. Lá fora, a sessão marcada pela valorização da moeda americana em relação às demais divisas de países emergentes.
Esse salto na aversão ao risco se deve à percepção de que o coronavírus está se espalhando num ritmo mais veloz que o esperado — os esforços globais para conter a doença parecem não estar surtindo muito efeito.
Somente na China, já são 80 mortos e cerca de cinco mil pessoas contaminadas. No restante do mundo, ao menos 14 países já registraram casos da doença misteriosa.
Em meio ao avanço do vírus, o governo chinês tem adotado medidas drásticas. Na semana passada, as autoridades de Pequim isolaram diversas cidades do país, incluindo a metrópole Wuhan, epicentro da doença. E, agora, está em estudo a prorrogação do recesso do Ano Novo Lunar até o próximo domingo (2), como modo de diminuir a circulação de pessoas.
Leia Também
O noticiário, assim, traz enorme cautela aos mercados, que já começam a temer os eventuais impactos econômicos de um surto global do coronavírus. Já há estimativas de que a doença poderá provocar uma queda de um ponto percentual no PIB chinês no primeiro trimestre de 2020.
A cautela atinge especialmente as ações de empresas do setor de commodities e que exportam para a China. É o caso de Vale ON (VALE3), em queda de 5,15%; CSN ON (CSNA3), em baixa de 5,23%; Gerdau PN (GGBR4), com perda de 5,54%; e Usiminas PNA (USIM5), recuando 5,55%.
Os papéis da Petrobras também caem forte — lá fora, o petróleo desvaloriza mais de 2%, tanto o Brent quanto o WTI. Nesse cenário, as ações ON da estatal (PETR3) operam em queda de 3,38%, enquanto as PNs (PETR4) têm baixa de 3,86%.
Em meio à cautela global, os investidores optam por fugir dos ativos mais arriscados e correm para as opções mais seguras. E, no mercado de câmbio, isso se traduz num aumento na demanda por dólares.
O índice DXY, que mede o desempenho da moeda americana em comparação a uma cesta com as principais divisas do mundo — como o euro, o iene e a libra — sobe 0,13% no momento.
O movimento é mais drástico em relação às moedas de países emergentes: o dólar tem alta firme ante o peso mexicano, o rublo russo, o peso chileno, o rand sul-africano e o peso colombiano, entre outras — o real, assim, fica em linha com seus pares globais.
Mas, apesar da alta do dólar à vista, as curvas de juros com vencimentos mais curtos têm uma manhã tranquila, operando em leve baixa.
Por aqui, o mercado aumentou as apostas num novo corte da Selic na reunião do Copom em fevereiro — o presidente do BC, Roberto Campos Neto, minimizou as preocupações com a pressão inflacionária gerada pela alta nos preços das carnes.
Veja abaixo como estão os principais DIs no momento:
Poucas ações do Ibovespa conseguem sustentar desempenhos positivos hoje. No momento, são apenas três no azul: Telefônica Brasil ON (VIVT4), com ganho de 1,25%, Tim ON (TIMP3), em alta de 0,98%, e as units do Santander Brasil (SANB11), com valorização de 0,25%.
Confira os cinco papéis de pior desempenho do índice nesta segunda-feira:
Gerido por gestora próxima ao agro, novo Fiagro negociado na bolsa brasileira pretende levar o setor para mais perto dos investidores comuns; conheça
O que determina que empresas petroleiras vão ganhar mais com esse conflito não é só o preço da commodity; entenda
Greg Abel defende quatro empresas norte-americanas favoritas que devem continuar na carteira por décadas — e cinco empresas japonesas que também compõem o portfólio
Escalada no Oriente Médio fez os preços do petróleo subirem e levou junto as petroleiras no B3; ouro terminou o dia com alta de mais de 1%, enquanto a prata caiu
Fluxo estrangeiro impulsiona a bolsa brasileira, mas resultados fracos e endividamento pesado derrubam algumas ações no mês; veja os destaques
Se o risco virar escassez real, o barril pode mudar de patamar; entenda os três fatores que o mercado monitora e o possível efeito sobre a Petrobras
A agência de classificação de risco não descarta novos rebaixamentos para a Cosan (CSAN3) e a ação liderou as quedas do Ibovespa nesta sexta (27)
Apesar da queda de 2,7% após o balanço do 4º trimestre de 2025, analistas recomendam compra para as ações da Axia (AXIA3)
Em até 60 dias, a Bradsaúde pode estrear na B3 — mas antes precisa passar por assembleias decisivas, concluir a reorganização societária e obter o aval da ANS e da CVM
Retomada das ofertas ainda enfrenta incertezas, diz Vinicius Carmona ao Money Times; entenda o que falta para o caminho abrir de vez
O novo preço-alvo para a empresa de saneamento tem uma projeção de queda de 41,95% no valor da ação em relação ao último fechamento
Mudança afeta ações, opções e contratos futuros de índice após o fim do horário de verão no exterior
Analistas afirmam que a Aura Minerals é uma ‘oportunidade dourada’ graças à exposição ao ouro, ao crescimento acelerado e forte geração de caixa
Em painel no BTG Summit, especialistas falam sobre o crescimento dos ETFs no Brasil e as diferenças desses ativos para os demais investimentos
No médio prazo, o principal índice da bolsa pode buscar os 250 mil pontos, patamar correspondente ao topo de alta de longo prazo
Analistas dizem quais são as expectativas para o balanço de cada um dos frigoríficos com os efeitos do mercado chinês, ciclo do frango e estoques
Investimentos para defender liderança pressionam margens e derrubam as ações na Nasdaq, mas bancos veem estratégia acertada e mantêm recomendação de compra, com potencial de alta relevante
A plataforma registrou lucro líquido de US$ 559 milhões, abaixo das expectativas do mercado e 12,5% menor do que o mesmo período de 2024. No entanto, frete gratis impulsionou vendas no Brasil, diante das preocupações do mercado, mas fantasma não foi embora
Empresa de eletrodomésticos tem planos de recapitalização que chegam a US$ 800 milhões, mas não foram bem aceitos pelo mercado
Relatório do BTG mostra a mudança na percepção dos gestores sobre o Ibovespa de novembro para fevereiro