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Julia Wiltgen

Julia Wiltgen

Jornalista formada pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) com pós-graduação em Finanças Corporativas e Investment Banking pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Trabalhou com produção de reportagem na TV Globo e foi editora de finanças pessoais de Exame.com, na Editora Abril. Hoje é editora-chefe do Seu Dinheiro.

Vídeo

Como investir em um IPO?

O procedimento para investir em ações num IPO – uma oferta pública inicial – é diferente daquele adotado para comprar ações na bolsa; saiba como investir numa empresa que está abrindo o capital

Julia Wiltgen
Julia Wiltgen
11 de janeiro de 2020
5:52 - atualizado às 7:53
capa vídeo como investir em IPO
Imagem: Montagem Andrei Morais/Seu Dinheiro

IPO é a sigla em inglês pra Oferta Pública Inicial, que é como a gente chama a primeira oferta de ações que uma empresa aberta faz ao mercado via bolsa de valores. Os IPOs podem ser feitos para a companhia captar recursos para as suas atividades ou então para algum dos sócios realizar lucros e até mesmo sair do negócio. Ao abrir o capital, a companhia passa a ter ações negociadas em bolsa e precisa atender a uma série de regras de transparência e prestação de contas ao mercado e aos órgãos reguladores.

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Ao entrar num IPO, o investidor tem a oportunidade de comprar ações de uma empresa novata antes mesmo de elas começarem a ser negociadas na bolsa. Se for um bom negócio, ele vai poder aproveitar o retorno desde o comecinho. Só que comprar ações em um IPO é um processo bem diferente de comprar ações na bolsa. No vídeo a seguir, eu vou explicar como participar de um IPO:

A primeira coisa que você precisa fazer para investir num IPO é abrir conta numa corretora que esteja participando da oferta. As corretoras geralmente comunicam aos seus clientes, por e-mail, telefone ou pelo seu site, quando tem alguma oferta pública disponível.

Caso você se interesse por comprar ações de uma companhia num IPO, é fundamental analisá-la com certa profundidade. Leia o prospecto da oferta e todas as informações que a companhia divulgar sobre a sua saúde financeira, seus projetos futuros, e o que ela pretende fazer com os recursos captados na oferta. As corretoras que participam do IPO não podem recomendar a compra das ações pelos clientes. Mas instituições financeiras não participantes e casas de análise independentes podem avaliar o negócio, e os seus relatórios são bons pontos de partida.

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Depois de decidir que você vai mesmo participar de um IPO, você precisa reservar a sua compra pelo home broker da sua corretora. Você vai ter que dizer quanto deseja investir e qual o preço máximo que aceita pagar pela ação. Além disso, deve deixar uma garantia, em dinheiro ou ativos, correspondente a um percentual do valor reservado.

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Existe um prazo para os investidores fazerem isso, o chamado período de reserva. É nele que acontece o processo chamado de bookbuilding, a formação do livro de ofertas. Terminado esse prazo, a companhia divulga o preço da ação no IPO, com base nos valores e quantidades ofertados pelos investidores interessados. Depois do período de reserva não é mais possível cancelar a sua ordem.

Só quem aceitou um preço igual ou superior ao preço estipulado é que vai ser atendido. Investidores que sugeriram preço máximo inferior ao preço de oferta são descartados. Se a demanda for maior que a oferta, acontece um rateio. Então não existe garantia de que o seu pedido vai ser atendido integralmente. Você pode não conseguir comprar tantas ações quanto gostaria. A compra de ações em IPO é isenta de taxa de corretagem.

Os investidores então recebem as suas ações, e a companhia estreia na bolsa, naquela clássica cerimônia em que os executivos tocam a campainha de abertura do pregão. Ou seja, para participar de um IPO, é importante que o investidor reserve as suas ações antes de elas começarem a ser negociadas.

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As ações das empresas novatas na bolsa costumam oscilar bastante nos primeiros dias de negociação. No dia da estreia, por exemplo, elas podem subir ou cair muito, porque muitos investidores aproveitam para vender os seus papéis logo no primeiro dia de negociação. Eles são chamados de flippers, e essa estratégia é chamada de flipar.

Para evitar que as ações tenham alta volatilidade no início das negociações, algumas companhias estabelecem uma cláusula de lock-up nos seus IPOs, que consiste em dar preferência na reserva para quem topar não vender as suas ações por um prazo mínimo.

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