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Felipe Saturnino

Felipe Saturnino

Graduado em Jornalismo pela USP, passou pelas redações de Bloomberg e Estadão.

sessão tensa

Ibovespa afunda com bancos, exterior e fim de trégua política e perde 100 mil; dólar dispara

Declaração do presidente da Câmara, Rodrigo Maia, de que base do governo é que obstrui andamento de reformas pesa no sentimento do investidor. Juros sobem na véspera do Copom

Felipe Saturnino
Felipe Saturnino
27 de outubro de 2020
18:25
Ibovespa queda bolsa fundos imobiliários
Imagem: Shutterstock

Foi um dia tenso nos mercados.

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Não tenso como os que vimos em março, com direito a circuit breakers a rodo e pânico global. Comparar qualquer coisa com aquele tombo histórico é difícil, convenhamos.

Mas foi uma sessão em que a cautela externa, relacionada ao coronavírus, como se via naquele mês, persistiu. E, no cenário doméstico, o desempenho dos bancos pesou muito, por ocasião dos balanços do terceiro trimestre.

A novidade, que nem é tão nova assim, já que estava apenas em stand-by, foi o risco político, que azedou o humor dos investidores no meio da tarde após uma declaração do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia — fazendo também o dólar disparar.

O índice começou o dia no azul, mas virou de sinal pouco após a primeira meia hora de pregão, seguindo a abertura das bolsas americanas. Após oscilar, se definiu no campo negativo no início da tarde, quando já perigava perder os 100 mil pontos.

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Daí em diante só houve perdas. No fim do dia, de fato o Ibovespa não manteve os 100 mil: encerrou a sessão caindo 1,4%, aos 99.605,54 pontos.

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Os gatilhos

Por aqui, o balanço bom de um banco foi um gatilho para a queda dos bancos em geral — e, consequentemente, o do índice.

O Santander registrou um lucro acima das estimativas, mas predominou a visão de que o balanço já estava precificado na ação. Por isso, o papel caiu hoje.

"O resultado foi bom, mas não espetacular, e vemos ainda alguma fragilidade para frente com relação à inadimplência, principalmente", diz Victor Hasegawa, gestor de ações da Infinity Asset. "Os bancos começaram a realizar com isso."

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No fim do dia, papéis como os preferenciais do Bradesco (BDDC4) e do Itaú (ITUB4), além dos ordinários do Banco do Brasil (BBAS3), terminaram a sessão caindo mais de 3%.

Outro peso-pesado do índice, as ações da Ambev (ABEV3) caíram quase 4%.

Lá fora, o cenário continua não ajudando.

A alta no número de casos nos Estados Unidos e na Europa, conjugado a balanços fracos nos EUA e ausência de estímulos fiscais, também foram pressões de baixa para a bolsa brasileira.

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As bolsas americanas terminaram mistas. O índice S&P 500 terminou caindo 0,3%, e o Dow Jones, 0,8%, refletindo balanços negativos de duas empresas componentes do índice, a Caterpillar e a 3M.

Enquanto isso, o Nasdaq é o único que fechou no azul hoje, subindo 0,64%, com ajuda de ações de big techs que divulgam seus balanços nesta semana, como Amazon, Apple, Facebook e Alphabet (dona do Google).

"O mercado está começando a se ajustar para possíveis efeitos negativos", diz Igor Cavaca, analista da Warren, citando a antecipação do mercado à redução da mobilidade e à consequente redução de consumo de petróleo em meio a uma possível segunda onda da covid.

Hoje, ações de CCR (CCRO3) e EcoRodovias (ECOR3), concessionárias de rodovias, marcaram perdas fortes no índice, caindo no mínimo 3%.

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Como se o caldo já não fosse negativo o suficiente, o golpe de misericórdia nos mercados veio da política.

Uma declaração do presidente da Câmara, Rodrigo Maia, de que base do governo é que obstrui andamento de reformas, pesou no sentimento do investidor, fazendo o dólar disparar. Os juros chegaram a disparar.

"Não sou eu que estou obstruindo, é a base do governo", disse Maia, referindo-se às reformas. "Se o governo não tem interesse nas medidas provisórias, eu não tenho o que fazer. Eu pauto, a base obstrui, eu cancelo a sessão. Infelizmente, é assim", disse.

Top 5

O Santander teve um lucro líquido gerencial de R$ 3,902 bilhões — uma alta de 82,7% se comparado ao trimestre anterior —, um valor muito acima da estimativa de mercado.

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Os analistas que cobrem o banco, assim como o mercado, não questionam o quão positivo foram os números. No entanto, apresentam dúvidas sobre a sustentabilidade deles nos próximos trimestres. Leia na matéria do Vinícius Pinheiro. Veja as maiores quedas percentuais do índice hoje:

CÓDIGOEMPRESA PREÇOVARIAÇÃO
EMBR3Embraer ONR$ 6,45 -6,25%
SANB11Santander Brasil unitsR$ 33,27-4,73%
B3SA3B3 ONR$ 52,75-4,06%
COGN3 Cogna ON R$ 4,62 -3,75%
VVAR3 Via Varejo ONR$ 18,88-3,72%

Veja também as maiores altas:

CÓDIGOEMPRESAPREÇOVARIAÇÃO
CSAN3 Cosan ON R$ 70,17 2,81%
RENT3Localiza ONR$ 64,57 2,67%
GGBR4Gerdau PNR$ 23,612,39%
GOAU4 Metalúrgica Gerdau PN R$ 10,51 2,34%
RADL3Raia Drogasil ONR$ 26,08 1,99%

Dólar dispara e juros sobem antes do Copom

O dólar começou o dia também instável, tendo marcado queda de 0,3% cedo na mínima da sessão, para R$ 5,6005.

No entanto, logo reverteu a baixa e durante toda a sessão passou a renovar máximas. Fechou cotado em forte alta de 1,2%, a R$ 5,6827.

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A fala de Maia teve pronunciado efeito na divisa, por volta das 15h20.

O parlamentar acusou a base governista de obstrução de reformas. Maia ressaltou que conversou com os partidos da esquerda sobre fazer com que a PEC da reforma administrativa possa avançar sem passar pela Comissão de Constituição e Justiça, parada desde o ano passado.

Maia encerrou a sessão de hoje sem votar medidas provisórias e convocou nova sessão para 3 de novembro.

"Espero que, naquilo que for urgente, possa ter maioria na Casa para que o Brasil não entre no ano que vem com inflação subindo, com ainda câmbio a sete reais, taxa de juros a longo prazo subindo 15% a 20%, relação dívida-PIB de 100%", disse Maia.

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O temor do mercado é de que a declaração ressuscite o desentendimento político entre o Congresso e o governo, dificultando a aprovação de projetos que reduzam o gasto público.

"A falta de perspectiva de encaminhamento das reformas e medidas no Congresso explica o comportamento do dólar", diz Camila Abdelmalack, economista da Veedha Investimentos.

"Também temos um problema fiscal e um problema de inflação, a moeda vale pouco em um contexto assim", diz Hideaki Iha, operador de câmbio da Fair.

Os juros futuros também tiveram um momento de disparada. No fim do dia, encerraram a sessão em alta firme, às vésperas do Copom.

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A expectativa é que o comitê faça avaliações mais duras sobre a inflação, mas que também enderece a gravidade do risco fiscal em um cenário de paralisia da apreciação das reformas.

"O IPCA-15 pressionou bastante a curva no dia que saiu, na sexta, mas o que está por trás da parte longa mais pressionada é o fiscal", diz Adauto Lima, economista da Western Asset Management. "Se não há sinalização de que o teto vai ser mantido, essas taxas longas vão continuar subindo."

  • Janeiro/2021: de 1,96% para 1,95%
  • Janeiro/2022: de 3,39% para 3,44%
  • Janeiro/2023: de 4,84% para 4,93%
  • Janeiro/2025: de 6,57% para 6,67%

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