🔴 ONDE INVESTIR 2026: ESTRATÉGIAS DE ALOCAÇÃO, AÇÕES, DIVIDENDOS, RENDA FIXA, FIIS e CRIPTO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Felipe Saturnino

Felipe Saturnino

Graduado em Jornalismo pela USP, passou pelas redações de Bloomberg e Estadão.

sessão tensa

Ibovespa afunda com bancos, exterior e fim de trégua política e perde 100 mil; dólar dispara

Declaração do presidente da Câmara, Rodrigo Maia, de que base do governo é que obstrui andamento de reformas pesa no sentimento do investidor. Juros sobem na véspera do Copom

Ibovespa queda bolsa fundos imobiliários
Imagem: Shutterstock

Foi um dia tenso nos mercados.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Não tenso como os que vimos em março, com direito a circuit breakers a rodo e pânico global. Comparar qualquer coisa com aquele tombo histórico é difícil, convenhamos.

Mas foi uma sessão em que a cautela externa, relacionada ao coronavírus, como se via naquele mês, persistiu. E, no cenário doméstico, o desempenho dos bancos pesou muito, por ocasião dos balanços do terceiro trimestre.

A novidade, que nem é tão nova assim, já que estava apenas em stand-by, foi o risco político, que azedou o humor dos investidores no meio da tarde após uma declaração do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia — fazendo também o dólar disparar.

O índice começou o dia no azul, mas virou de sinal pouco após a primeira meia hora de pregão, seguindo a abertura das bolsas americanas. Após oscilar, se definiu no campo negativo no início da tarde, quando já perigava perder os 100 mil pontos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Daí em diante só houve perdas. No fim do dia, de fato o Ibovespa não manteve os 100 mil: encerrou a sessão caindo 1,4%, aos 99.605,54 pontos.

Leia Também

Os gatilhos

Por aqui, o balanço bom de um banco foi um gatilho para a queda dos bancos em geral — e, consequentemente, o do índice.

O Santander registrou um lucro acima das estimativas, mas predominou a visão de que o balanço já estava precificado na ação. Por isso, o papel caiu hoje.

"O resultado foi bom, mas não espetacular, e vemos ainda alguma fragilidade para frente com relação à inadimplência, principalmente", diz Victor Hasegawa, gestor de ações da Infinity Asset. "Os bancos começaram a realizar com isso."

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

No fim do dia, papéis como os preferenciais do Bradesco (BDDC4) e do Itaú (ITUB4), além dos ordinários do Banco do Brasil (BBAS3), terminaram a sessão caindo mais de 3%.

Outro peso-pesado do índice, as ações da Ambev (ABEV3) caíram quase 4%.

Lá fora, o cenário continua não ajudando.

A alta no número de casos nos Estados Unidos e na Europa, conjugado a balanços fracos nos EUA e ausência de estímulos fiscais, também foram pressões de baixa para a bolsa brasileira.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

As bolsas americanas terminaram mistas. O índice S&P 500 terminou caindo 0,3%, e o Dow Jones, 0,8%, refletindo balanços negativos de duas empresas componentes do índice, a Caterpillar e a 3M.

Enquanto isso, o Nasdaq é o único que fechou no azul hoje, subindo 0,64%, com ajuda de ações de big techs que divulgam seus balanços nesta semana, como Amazon, Apple, Facebook e Alphabet (dona do Google).

"O mercado está começando a se ajustar para possíveis efeitos negativos", diz Igor Cavaca, analista da Warren, citando a antecipação do mercado à redução da mobilidade e à consequente redução de consumo de petróleo em meio a uma possível segunda onda da covid.

Hoje, ações de CCR (CCRO3) e EcoRodovias (ECOR3), concessionárias de rodovias, marcaram perdas fortes no índice, caindo no mínimo 3%.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Como se o caldo já não fosse negativo o suficiente, o golpe de misericórdia nos mercados veio da política.

Uma declaração do presidente da Câmara, Rodrigo Maia, de que base do governo é que obstrui andamento de reformas, pesou no sentimento do investidor, fazendo o dólar disparar. Os juros chegaram a disparar.

"Não sou eu que estou obstruindo, é a base do governo", disse Maia, referindo-se às reformas. "Se o governo não tem interesse nas medidas provisórias, eu não tenho o que fazer. Eu pauto, a base obstrui, eu cancelo a sessão. Infelizmente, é assim", disse.

Top 5

O Santander teve um lucro líquido gerencial de R$ 3,902 bilhões — uma alta de 82,7% se comparado ao trimestre anterior —, um valor muito acima da estimativa de mercado.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Os analistas que cobrem o banco, assim como o mercado, não questionam o quão positivo foram os números. No entanto, apresentam dúvidas sobre a sustentabilidade deles nos próximos trimestres. Leia na matéria do Vinícius Pinheiro. Veja as maiores quedas percentuais do índice hoje:

CÓDIGOEMPRESA PREÇOVARIAÇÃO
EMBR3Embraer ONR$ 6,45 -6,25%
SANB11Santander Brasil unitsR$ 33,27-4,73%
B3SA3B3 ONR$ 52,75-4,06%
COGN3 Cogna ON R$ 4,62 -3,75%
VVAR3 Via Varejo ONR$ 18,88-3,72%

Veja também as maiores altas:

CÓDIGOEMPRESAPREÇOVARIAÇÃO
CSAN3 Cosan ON R$ 70,17 2,81%
RENT3Localiza ONR$ 64,57 2,67%
GGBR4Gerdau PNR$ 23,612,39%
GOAU4 Metalúrgica Gerdau PN R$ 10,51 2,34%
RADL3Raia Drogasil ONR$ 26,08 1,99%

Dólar dispara e juros sobem antes do Copom

O dólar começou o dia também instável, tendo marcado queda de 0,3% cedo na mínima da sessão, para R$ 5,6005.

No entanto, logo reverteu a baixa e durante toda a sessão passou a renovar máximas. Fechou cotado em forte alta de 1,2%, a R$ 5,6827.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A fala de Maia teve pronunciado efeito na divisa, por volta das 15h20.

O parlamentar acusou a base governista de obstrução de reformas. Maia ressaltou que conversou com os partidos da esquerda sobre fazer com que a PEC da reforma administrativa possa avançar sem passar pela Comissão de Constituição e Justiça, parada desde o ano passado.

Maia encerrou a sessão de hoje sem votar medidas provisórias e convocou nova sessão para 3 de novembro.

"Espero que, naquilo que for urgente, possa ter maioria na Casa para que o Brasil não entre no ano que vem com inflação subindo, com ainda câmbio a sete reais, taxa de juros a longo prazo subindo 15% a 20%, relação dívida-PIB de 100%", disse Maia.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O temor do mercado é de que a declaração ressuscite o desentendimento político entre o Congresso e o governo, dificultando a aprovação de projetos que reduzam o gasto público.

"A falta de perspectiva de encaminhamento das reformas e medidas no Congresso explica o comportamento do dólar", diz Camila Abdelmalack, economista da Veedha Investimentos.

"Também temos um problema fiscal e um problema de inflação, a moeda vale pouco em um contexto assim", diz Hideaki Iha, operador de câmbio da Fair.

Os juros futuros também tiveram um momento de disparada. No fim do dia, encerraram a sessão em alta firme, às vésperas do Copom.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A expectativa é que o comitê faça avaliações mais duras sobre a inflação, mas que também enderece a gravidade do risco fiscal em um cenário de paralisia da apreciação das reformas.

"O IPCA-15 pressionou bastante a curva no dia que saiu, na sexta, mas o que está por trás da parte longa mais pressionada é o fiscal", diz Adauto Lima, economista da Western Asset Management. "Se não há sinalização de que o teto vai ser mantido, essas taxas longas vão continuar subindo."

  • Janeiro/2021: de 1,96% para 1,95%
  • Janeiro/2022: de 3,39% para 3,44%
  • Janeiro/2023: de 4,84% para 4,93%
  • Janeiro/2025: de 6,57% para 6,67%

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
DESCE E SOBE

Fundo imobiliário TGAR11 cai 14% em três dias, mas BB-BI diz que não é hora de vender — entenda o que pode impulsionar o FII na bolsa agora

30 de janeiro de 2026 - 12:55

O analista André Oliveira, do BB-BI, reitera a recomendação de compra, especialmente para os investidores mais arrojados

NA ROTA DO CRESCIMENTO

FIIs driblam juros altos com troca de cotas, mas há riscos para os cotistas? O BTG Pactual responde

29 de janeiro de 2026 - 15:21

O banco avalia que a estratégia de aquisição via troca de cotas veio para ficar e, quando bem executada, tem potencial de geração de valor

BUSCA POR SEGURANÇA

Ibovespa dispara no ano, mas investidores brasileiros estão receosos e tiram dinheiro da bolsa, diz XP

29 de janeiro de 2026 - 14:15

Uma fatia menor da carteira dos brasileiros está em ativos na bolsa, como ações, ETFs, FIIs e outros, e cresce a proporção dos investidores que pretende reduzir sua exposição à renda variável

VIROU PASSEIO

Ouro ultrapassa os US$ 5.500 pela 1ª vez e faz BTG elevar preço-alvo da Aura (AURA33) para US$ 87; Ibovespa alcança inéditos 186 mil pontos

29 de janeiro de 2026 - 12:39

Apetite dos BC, fuga do dólar e incertezas no Japão impulsionaram os metais preciosos a recordes, enquanto por aqui, o principal índice da bolsa brasileira reverberou a sinalização do Copom, dados e balanços nos EUA

A VISÃO DO GESTOR

BTRA11 e BTAL11: por que o BTG está convertendo esses FIIs em fiagros — e como isso pode turbinar os seus dividendos

29 de janeiro de 2026 - 6:04

Tiago Lima, sócio e head de distribuição da BTG Pactual Asset Management, conta ao Seu Dinheiro que a mudança é um marco de modernização e destravará dividendos para os cotistas

GLOW UP NA BOLSA

A troca de look da Riachuelo: Guararapes define data para a estreia do novo ticker na B3

28 de janeiro de 2026 - 19:52

Segundo a varejista, a iniciativa busca aproximar o código de negociação do nome pelo qual a marca é amplamente reconhecida pelo público

BOLSA E CÂMBIO

Uma Super Quarta nos mercados: Ibovespa bate novo recorde aos 184 mil pontos e ouro atinge marca histórica; dólar fica estável a R$ 5,20

28 de janeiro de 2026 - 19:25

Índice supera 185 mil pontos intradia em dia de decisão sobre juros nos EUA e no Brasil; Vale e Petrobras puxam ganhos, enquanto Raízen dispara 20%

REFORÇO FINANCEIRO

Raízen (RAIZ4) dispara 20% com expectativa por aumento de capital de R$ 1 bilhão; ação volta a valer mais de R$ 1

28 de janeiro de 2026 - 17:55

A forte valorização desta quarta-feira começou no dia anterior (27), em meio à expectativa de que a companhia realize uma reestruturação financeira

BOLSA EM FESTA

Recorde do Ibovespa é fichinha: bolsa brasileira pode ir a 300 mil pontos — e o investidor brasileiro pode chegar atrasado

28 de janeiro de 2026 - 17:02

Com fluxo estrangeiro forte e juros ainda altos, gestores alertam para o risco de ficar fora do próximo ciclo da bolsa

BOLSA E CÂMBIO

Dólar leva tombo e fecha a R$ 5,20 — o menor nível desde maio de 2024 — graças a empurrão de Trump 

27 de janeiro de 2026 - 20:04

Ibovespa volta a renovar máxima durante a sessão e atinge os inéditos 183 mil pontos; mas não é só o mercado brasileiro que está voando, outros emergentes sobem ainda mais

ALOCAÇÃO GLOBAL

Mesmo em recorde, a bolsa brasileira segue barata para o gringo — e fiscal não apavora o estrangeiro, diz UBS

27 de janeiro de 2026 - 17:30

Na avaliação de Ulrike Hoffmann e Arend Kapteyn, mesmo com incertezas fiscais, ações brasileiras seguem atraentes no cenário global

FOGUETE NÃO TEM RÉ

Ibovespa bate mais um recorde, e mérito não é (só) do Brasil; veja as ações preferidas dos estrangeiros

27 de janeiro de 2026 - 12:31

As ações que compõem o Ibovespa são bastante buscadas, já que muitas compras ocorrem por meio do próprio índice ou ETF do índice

NEM TUDO QUE RELUZ...

Nem ouro, nem prata: metais ‘diferentões’ como platina, paládio e ródio chegam a altas de mais de 120%, mas não são para todo mundo 

26 de janeiro de 2026 - 6:04

Investir nesse tipo de ativo não é óbvio e exige um olhar atento às características específicas de cada metal; o Seu Dinheiro te dá o passo a passo, conta os riscos e vantagens desse tipo de investimento

FORA DO CONSENSO

Santander diz que o mercado minimiza os riscos do Banco do Brasil (BBAS3) e ignora outras boas ações; veja quais

25 de janeiro de 2026 - 12:52

Relatório do Santander destaca ações fora do consenso e aponta onde o mercado pode estar errando na precificação

ONDE INVESTIR 2026

Onde investir em 2026? Tudo que você precisa saber para montar sua carteira para este ano

25 de janeiro de 2026 - 8:00

Evento do Seu Dinheiro traz estratégias para investir em ações, FIIs, criptoativos, renda fixa e ativos internacionais neste ano

MERCADOS NA SEMANA

Bolsa brasileira nas alturas: Cogna (COGN3) lidera altas do Ibovespa, enquanto só uma dupla de ações fecha semana no vermelho

24 de janeiro de 2026 - 12:10

Nesta semana, o Ibovespa superou os 180 mil pontos pela primeira vez. Entenda o que esteve por trás da performance positiva da bolsa nos últimos dias

ONDE INVESTIR 2026

Não basta escolher o ativo perfeito: o segredo para ganhar dinheiro com investimentos é outro — veja a fórmula para 2026

24 de janeiro de 2026 - 10:00

No evento Onde Investir 2026, do Seu Dinheiro, Marcelo Bolzan, da The Hill Capital, fala o segredo para surfar um ano de corte de juros em 2026 e proteger sua carteira de riscos desnecessários

FAZENDO HISTÓRIA TODO DIA

Fome do estrangeiro pela bolsa brasileira leva o Ibovespa aos 180 mil pontos na máxima do dia; dólar vai a R$ 5,2862 

23 de janeiro de 2026 - 18:44

Na semana, o principal índice da bolsa brasileira acumulou ganho de 8,53%; já o dólar à vista perdeu 1,61% nos últimos cinco dias

OS FIIS DE EXTREMA À FARIA LIMA

Vacância em queda e aluguéis em alta: lajes corporativas e galpões logísticos aqueceram em 2025 — e isso é só o começo

23 de janeiro de 2026 - 17:05

A perspectiva para os setores é que sigam com uma dinâmica favorável aos proprietários, por conta da restrição de oferta nas regiões mais nobres e da demanda consistente

VEJA OS DADOS DE 2025

Surpresa até para a Anbima: mercado de capitais bate recorde de R$ 838,8 bilhões em 2025, puxado pela renda fixa, com FDICs em destaque

22 de janeiro de 2026 - 18:05

Volume recorde foi puxado pela renda fixa, com avanço dos FIDCs, debêntures incentivadas e maior liquidez no mercado secundário, enquanto a bolsa seguiu travada. Veja os dados da Anbima

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar