Menu
2020-04-23T18:23:56-03:00
Julia Wiltgen
Julia Wiltgen
Jornalista formada pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) com pós-graduação em Finanças Corporativas e Investment Banking pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Trabalhou com produção de reportagem na TV Globo e foi editora de finanças pessoais de Exame.com, na Editora Abril.
Bons tempos

As empresas que mais pagaram dividendos em 2019; bancos lideram ranking

Companhias abertas distribuíram mais de R$ 119 bilhões em proventos no ano passado, o maior volume nominal em dez anos; bancos lideram ranking de maiores pagadoras

23 de abril de 2020
15:59 - atualizado às 18:23
Bancos - Itaú - Santander - Bradesco - Banco do Brasil
Bancos foram os maiores pagadores de dividendos em 2019, mas proventos devem ser mais magros neste ano. Imagem: Montagem Andrei Morais / Estadão Conteúdo / Shutterstock

O volume de dividendos e juros sobre capital próprio (JCP) distribuídos em 2019 pelas empresas abertas em bolsa foi o maior dos últimos dez anos, mostra levantamento da Economatica. O setor que mais distribuiu proventos foi o de bancos, liderado pelo Itaú Unibanco.

O levantamento considerou 234 companhias que tinham histórico de pagamento de proventos na base de dados da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) desde 2010. No ano passado, elas pagaram, no total, R$ 119,2 bilhões em dividendos e JCP a seus acionistas, o maior volume nominal (sem ajuste pela inflação) de todo o período.

Trata-se de um volume 13% maior do que o de 2018. Nos últimos quatro anos, o volume distribuído veio crescendo continuamente, saltando de R$ 67,16 bilhões em 2016 para R$ 119,2 bilhões em 2019, alta de 77,6%. O menor volume nominal da série histórica foi visto em 2010, quando foram distribuídos R$ 59,6 bilhões em proventos.

Os setores que mais pagaram

A Economatica também fez um recorte dos últimos dois anos, no qual figuram 291 empresas. Dentro desse universo, os setores que mais distribuíram dividendos e JCP no ano passado foram, nesta ordem: Bancos (22 empresas e R$ 60,4 bilhões), Petróleo e Gás (8 empresas e R$ 15,1 bilhões), Energia Elétrica (34 empresas e R$ 13 bilhões), Alimentos e Bebidas (10 empresas e R$ 10,3 bilhões) e Serviços Financeiros e Seguros (8 empresas e R$ 9,7 bilhões).

As empresas que mais distribuíram dividendos e JCP em 2019

As 25 empresas que mais distribuíram proventos no ano passado pagaram quase 80% de todo o volume distribuído no ano, R$ 111,4 bilhões.

Isso deve se repetir em 2020?

Segundo a Economatica, considerando-se que os dividendos distribuídos em 2019 são, em sua grande maioria, referentes aos lucros das empresas no em 2018, é de se esperar que em 2020 o volume de proventos distribuídos seja ainda maior que o do ano passado, uma vez que a distribuição se dará com base nos lucros auferidos pelas empresas em 2019.

"O lucro das 25 maiores empresas distribuidoras de dividendos no ano de 2019 é 13,7% superior ao do ano de 2018, o que em teoria representaria um crescimento nos mesmos patamares de dividendos, caso as empresas não mudem a sua política de distribuição de dividendos no ano de 2020 com relação ao ano de 2019."

O problema é que, conforme foi mostrado nesta outra reportagem, a crise desencadeada pela pandemia do coronavírus deve mudar este cenário. Isso porque as companhias têm feito alterações nas suas políticas de distribuição de proventos neste ano, na tentativa de preservar caixa para atravessar esse período difícil.

Os bancos, que costumavam distribuir mais de 60% dos seus lucros, terão que distribuir apenas 25%, por determinação do Banco Central. Os bancos lucraram R$ 91 bilhões em 2019 e o mercado esperava cerca de R$ 74 bilhões em proventos, mas agora o esperado são R$ 18 bilhões.

Além do segmento bancário, pelo menos seis das 25 principais pagadoras de dividendos do país também já afirmaram que devem reduzir os desembolsos ao mínimo ou, na melhor das hipóteses, postergar os pagamentos para o fim do ano.

Comentários
Leia também
UMA OPÇÃO PARA SUA RESERVA DE EMERGÊNCIA

Um ‘Tesouro Direto’ melhor que o Tesouro Direto

Você sabia que existe outro jeito de investir a partir de R$ 30 em títulos públicos e com um retorno maior? Fiz as contas e te mostro o caminho

Insistência incomoda

Ex-presidente do BC Affonso Pastore acredita que ajuste parcial da Selic é insustentável

O economista defende o reconhecimento explícito de que a instituição perseguirá o ajuste integral da taxa básica de juros

Turbulência

Latam reduz prejuízo em 79% e anota perda de US$ 430,8 milhões no 1º trimestre

A receita operacional total da aérea foi de US$ 913,1 milhões no primeiro trimestre, queda de 61,2% sobre o mesmo período de 2020

Bitcoin popular

Goldman Sachs e Citibank anunciam novos investimentos em bitcoin

A ideia é tentar oferecer a maior variedade de serviços e evitar as oscilações, típicas e comuns no mundo das criptomoedas

Movimentação societária

CCR em disparada: por que a saída da Andrade Gutierrez do bloco de controle ajuda as ações?

As ações ON da CCR lideram os ganhos no Ibovespa após a Andrade Gutierrez receber proposta para a venda de sua fatia na companhia

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies