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2020-05-25T17:38:20-03:00
Felipe Saturnino
Felipe Saturnino
Bom cenário para a commodity

XP eleva preços-alvo de Suzano e Klabin com boa perspectiva para celulose

Preços-alvo de Suzano e Klabin foram elevados de R$ 43 para R$ 47 e de R$ 18,50 para R$ 22, respectivamente; XP espera valorização de preço da celulose

25 de maio de 2020
16:10 - atualizado às 17:38
papel e celulose Klabin Suzano
Imagem: Shutterstock

A XP Investimentos manteve a recomendação de compra das ações de Suzano e Klabin com a boa perspectiva oferecida pelos preços da celulose no longo prazo, de acordo com relatório. Os preços-alvo das empresas foram elevados de R$ 43 para R$ 47 e de R$ 18,50 para R$ 22, respectivamente.

Segundo a análise, a normalização de estoques da commodity, a recuperação gradual das margens dos fabricantes de papel e a ocorrência de poucos projetos no futuro sustentam a valorização de preços.

A XP estima que os preços atuais das ações impliquem a celulose em US$ 470/tonelada com o dólar valendo R$ 5,20 no final do ano. A previsão da casa é de que a celulose tenha a média de preço de US$ 500/tonelada neste ano, encerrando 2020 a US$ 530/tonelada.

"Olhando para frente, esperamos que os preços da celulose mantenham a recuperação iniciada em 2020", diz o relatório. "Os principais riscos estão relacionados à resposta da demanda chinesa ao estímulo do governo e um eventual bloqueio de fábricas de celulose contra a Covid-19."

Para a XP, os impactos da pandemia, restringindo o crédito, podem antecipar os fechamentos de capacidade de players de alto custo.

A falta de novos projetos à frente também compensa parcialmente as pressões de curto prazo, vendo um mercado equilibrado no longo prazo.

Na perspectiva da XP, a demanda de celulose de mercado precisará crescer cerca de 0,9mt por ano entre 2020 e 2023 para compensar adições de capacidade (3,6 milhões de toneladas).

Suzano — Preço-alvo da ação: R$ 47

A XP elevou o preço-alvo para a Suzano, de R$ 43 para R$ 47. A projeção de Ebitda da empresa também foi aumentada, de R$ 13,9 bilhões para R$ 15,6 bilhões em 2020, dados os benefícios operacionais advindos do maior preço do dólar — projeção de dólar médio no ano é de R$ 5,30.

Por outro lado, também devido à moeda americana, há estimativa de perda de caixa adicional de R$ 5,7 bilhões (do 2º ao 4º trimestre), com o hedge de fluxos de caixa de curto prazo e de parte da dívida. O índice de liquidez corrente de 1,3% após o trimestre inicial mostra balanço "ainda saudável" da empresa.

A visão positiva da XP sobre a Suzano baseia-se em quatro aspectos:

  1. expectativa sobre sobre a recuperação das margens dos fabricantes de papel na China;
  2. tendência estrutural de alta para a demanda por celulose;
  3. falta de novas capacidades pela frente e
  4. normalização dos estoques neste ano.

A XP enxerga que os preços atuais das ações precificam a celulose em US$ 470/tonelada, com dólar em R$ 5,20 ao final de 2020, frente à previsão de celulose de US$ 500/tonelada, na média.

"Além disso, existem mais sinergias para capturar com a Fibria, em nossa visão", diz o documento. As projeções de dívida líquida/ Ebitda são de 4,2x e 3,3x em 2020 e 2021, respectivamente.

Klabin — Preço-alvo da ação: R$ 22/ação

O preço-alvo do papel da Klabin foi elevado de R$ 18,50 para R$ 22, em meio às "vendas saudáveis" de celulose e papel no primeiro trimestre.

A performance positiva veio mesmo em meio a um dólar mais alto e uma deterioração das condições pela pandemia, embasando a perspectiva da corretora sobre a empresa.

No entanto, permanece um risco no radar: a alavancagem. As estimativas da relação dívida líquida/Ebitda são de 3,7x e 3,4x para 2023 e 2024. A Klabin deverá ter preços de papel/embalagem em níveis saudáveis no futuro, diz a XP.

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