O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Em artigo, gestora do renomado Luis Stuhlberger detalha o que poderia ser o novo normal da economia brasileira
Dólar alto, juro baixo e inflação comportada. Esse seria o “novo normal”, ou a configuração do “desta vez é diferente” para a economia brasileira na avaliação da equipe de gestão da Verde Asset Management.
Em artigo, a gestora faz uma discussão sobre os impactos da mudança da política fiscal e do ganho de credibilidade do Banco Central (BC) no comportamento da taxa de câmbio e da inflação.
“Sob este aspecto, o Brasil está se tornando um país mais normal. É prudente levar isso em conta no processo de construção de portfólio”, conclui a gestora.
O que era anormal era a nossa relação histórica de aumento do gasto público pressionando a inflação e tornando o câmbio e os juros as únicas variáveis de ajuste. Ou como diz a gestora: “No passado, fazia com que a taxa de juros só pudesse cair quando o câmbio se valorizava e que tinha de subir sempre que o câmbio desvalorizava.”
A Verde Asset faz uma provocação no título do artigo: “This time is different! Será?”, em alusão a uma das frases mais perigosas no mundo dos investimentos.
Sendo uma casa conhecida pela cautela, a leitura do estudo não traz uma resposta afirmativa, mas sugere que “quase” podemos afirmar que “desta vez é diferente” ou que estamos no caminho. Segundo o próprio texto da asset, assumir que tudo permanece igual, sempre, pode ser igualmente arriscado.
Leia Também
"Nosso papel é buscar sempre uma visão correta da realidade, sem dogmas, e estar preparados para aceitar um cenário diferente daquele ao qual estamos acostumados."
O ponto central é que em virtude dos avanços em termos de política economia há muito mais espaço para política contra-cíclica do que no passado, mesmo com a ocorrência de choques externos. Em suma, uma alta do dólar não vai obrigar o BC a subir juro correndo para conter a inflação, prejudicando, assim, o ciclo de crescimento.
Na medida em que a taxa de juros cai, é razoável esperar que a própria taxa de câmbio se mantenha mais desvalorizada.
“Mas isso não deveria vir carregado de um sentimento negativo sobre a evolução da economia, dado que a associação automática de desvalorização cambial e problemas domésticos deixou de prevalecer.”
A gestora pondera que não está advogando a hipótese de que não haja sensibilidade da taxa de juros local a choques externos. Existe um nível de choque externo grande o suficiente que contamine a política monetária doméstica.
A Verde também apresenta mais um hedge (proteção) às suas ponderações dizendo que: “também não está defendendo a ideia de que tal estabilidade exista a despeito do arcabouço institucional vigente, muito pelo contrário. Ela é completamente condicionada à manutenção de uma pseudo-normalidade política, da perspectiva de uma política fiscal sensata e de um banco central independente para exercer seu mandato.”
“Nosso ponto aqui, por ora, é restrito à observação de que enquanto tivermos um hiato de produto largo, credibilidade do Banco Central e perspectiva de estabilidade fiscal, os impactos de choques sobre os ativos domésticos serão muito mais sentidos no câmbio e na renda variável do que nas taxas de juros curtas.”
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADECONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Para o time da Verde, temos “uma nova realidade no fundamento para a inflação no país”. Essa realidade foi criada com a mudança de patamar na credibilidade do regime monetário, fiscal e parafiscal, bem como a restrição do crescimento de gastos possibilitado pelo teto de gastos e pela reforma da Previdência, que deverá ser complementado com uma reforma administrativa (controle de gasto obrigatório).
Também é ponderado o efeito da recessão provocada pela má gestão de política econômica de governos anteriores. Mas vale notar, diz o estudo, que mesmo com uma economia em recessão profunda, em 2015 e 2016, a inflação permaneceu elevada.
“Apenas quando os demais fatores mudaram é que o potencial desinflacionário do hiato se fez sentir sobre os preços.”
Retomando e qualificando a afirmação de que houve mudança no fundamento da inflação, a gestora faz uma avaliação na relação entre câmbio, preço das commodities e inflação recentemente.
O gráfico abaixo nos conta que as expectativas de inflação não se elevaram em relação à meta de 2017 em diante, mesmo diante de várias adversidades (câmbio e commodities em reais com variações muito significativas ao longo de 2018, greve de caminhoneiros, volatilidade eleitoral), e a despeito da queda das metas de inflação.

Todo o ponto do texto é mostrar que a relação taxa de câmbio e inflação não é tão mecânica quanto no passado.
“O conjunto da obra se traduz num repasse cambial mais baixo do que o histórico.”
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADECONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Para encerrar, podemos dizer que essa discussão sobre um "novo normal" no Brasil não é nova e que naturalmente nem todos concordam ou apostam que as correlações históricas entre câmbio e inflação foram definitivamente rompidas. Apresentei uma visão complementar neste texto. Neste link aqui está a íntegra para o artigo da Verde. A hora da verdade chegará quando tivermos o único elemento dessa equação que ainda não está presente: crescimento econômico forte.
Escalada no Oriente Médio pressiona insumos, eleva custos do agro e pode marcar início de novo ciclo de commodities, que abre oportunidade de ganhos para quem quer se expor ao segmento
Proposta eleva o limite de peso dos automóveis conduzidos por motoristas habilitados na categoria B da CNH
Banco Central (BC) esclarece em nota enviada à redação do Seu Dinheiro que, desde que a plataforma entrou no ar em 2020, o pix nunca foi suspenso
Martin Iglesias, líder em recomendação de investimentos no Itaú, conta no novo episódio do Touros e Ursos sobre como o banco ajustou sua estratégia de alocação diante das incertezas atuais
Nova etapa do Plano Brasil Soberano tem um impacto potencial sobre indústria e pequenas e médias empresas (PMEs)
Investigação aponta uso de empresas de fachada, funcionários de bancos e conversão em criptoativos para ocultar recursos
A refinaria foi privatizada durante o governo de Jair Bolsonaro. Desde a troca de comando da Petrobras, em 2023, a estatal manifesta o desejo de recomprar o ativo
Lotofácil foi a única loteria a ter ganhadores na rodada de terça-feira (24). Além da Mega-Sena, a Quina, a Dia de Sorte e a Timemania também acumularam. +Milionária pode pagar R$ 32 milhões hoje.
A guerra no Oriente Médio é a principal pedra no caminho de uma política monetária mais flexível daqui para a frente
Consumidor poderá comprar medicamentos no supermercado, desde que os remédios estejam dentro de farmácias estruturadas no estabelecimento
Agora, o BC incluiu uma nova variável na análise da conjuntura: além de acompanhar as decisões de outros Bancos Centrais, o comitê avalia os desdobramentos do conflito do Oriente Médio, algo que influencia no preço do barril do petróleo e, consequentemente, da inflação
O pré-candidato citou o aumento de reclamações por qualidade do serviço e também afirmou ter verificado que houve reestatização desses serviços em outros países
Lotofácil foi a única loteria a ter ganhadores na segunda-feira (23). Todas as demais modalidades sorteadas ontem acumularam. Em contrapartida, os prêmios em jogo em cada uma delas aumentaram.
Enquanto importadores pressionam por reajuste, fontes da Reuters dizem que estatal não pretende mexer nos preços agora
As inscrições para o Programa Jovem Aprendiz 2026 da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos são gratuitas; confira os detalhes
Mega-Sena pode não pagar o maior prêmio da semana, mas valor em jogo não é desprezível. Dupla de Páscoa ainda demora para acontecer. Lotofácil e Quina têm sorteios diários.
Veja os resultados da Mega-Sena, Quina, Lotofácil, Timemania e Dia de Sorte neste fim de semana
Greve dos caminhoneiros e incertezas sobre o diesel dominam o noticiário, enquanto coincidência rara na Lotofácil e “prêmio de consolação” milionário no Oscar completam a lista das mais lidas da semana no SD
Escassez de cacau na Europa no início do século 19 levou um doceiro piemontês a misturar avelãs moídas com a intenção de fazer o chocolate render. O resto é história.
O BTG Pactual Prime Hospitalidade deve comprar três hotéis voltados para o público “premium”; o banco destaca a proteção inflacionária do portfólio