Menu
2019-06-07T18:42:55-03:00
Seu Dinheiro
Seu Dinheiro
Após desastre de Brumadinho

Vale redefine suas 3 principais prioridades: segurança, pessoas e reparação

Mudanças ocorrem após a mineradora revelar os impactos financeiros do desastre, que resultou em um prejuízo de R$ 6,4 bilhões no primeiro trimestre. Veja também as reações dos analistas ao balanço

10 de maio de 2019
14:56 - atualizado às 18:42
Terminal da Vale
Terminal da Vale - Imagem: Reprodução/Vale

Em sua primeira apresentação a investidores como presidente efetivo da Vale, o executivo Eduardo Bartolomeo buscou reforçar o seu papel de liderança no momento mais desafiador da companhia.

Segundo ele, após o rompimento da barragem de Brumadinho (MG), a empresa passou a se apoiar em três pilares básicos estratégicos: segurança, pessoas e reparação.

Na quinta-feira, a mineradora revelou os impactos financeiros do desastre, que resultou em um prejuízo de R$ 6,4 bilhões no primeiro trimestre, com um total de R$ 17,1 bilhões em provisões - mas que ainda podem aumentar.

"Gostaria de pedir desculpa à sociedade pela tragédia de Brumadinho. Assumo o compromisso de liderar a Vale durante o momento mais desafiador de sua história. As três palavras que vão pontuar as prioridade da Vale daqui em diante são segurança, pessoas e reparação", afirmou o executivo, nesta sexta-feira, durante a abertura da teleconferência com analistas e investidores, em relação a um dos maiores acidentes ambientais e trabalhistas da história do País.

"Queremos transformar a Vale na empresa de mineração mais segura e confiável do mundo", disse, acrescentando que a companhia tem demonstrado que "não poupará esforços, nem recursos para reparar os danos". "Gostaria de ver Brumadinho renascendo e com novas vocações econômicas", completou.

Segundo ele, a empresa vem apoiando e dando transparência às investigações, que devem revelar as causas do acidente.

"Instauramos duas investigações internas independentes, uma delas solicitada pelo conselho de administração da Vale".

Além disso, destacou que a empresa está criando uma diretoria de segurança e excelência operacional. "Essa diretoria vai manter um canal de reporte direto ao CEO e ao conselho de administração", disse.

Bartolomeu destacou uma série de estratégias que a companhia vai adotar de agora em diante, como a maximização do flight-to-quality no minério de ferro; disciplina na alocação de capital; e transformação de metais básicos. "Manteremos nosso foco na disciplina de alocação de capital, com ênfase em segurança dos ativos, a fim de maximizar o valor do nosso portfólio de produtos premium", destacou.

Outra iniciativa que a empresa busca é a de melhorar a regulamentação brasileira na área de mineração, "elevando os padrões e as práticas atuais".

Segundo ele, um órgão regulador único precisa trazer mais visibilidade para o monitoramento das barragens consideradas críticas.

Além disso, é necessário que se crie uma série de normas técnicas detalhadas, baseadas nas melhores práticas, com às do Canadá e da Austrália, evitando sobreposições na regulamentação sobre o setor mineral.

Mercado tem "mix" de sensações

Em meio ao balanço e à alta das cotações do minério de ferro no exterior, o saldo foi positivo para as ações da Vale (VALE3), que fecharam em alta de 1,90% no pregão de hoje, cotadas a R$ 49,46. Confira também a nossa cobertura completa de mercados.

Os analistas que acompanham a mineradora estão otimistas com as ações, mas digeriram de diferentes maneiras o balanço e as provisões sobre o desastre envolvendo a mineradora.

Em relatório distribuído a clientes, a XP Investimentos coloca a "cautela" como palavra de ordem quando o assunto é Vale. Citando a falta de números sobre os danos ambientais e coletivos sobre Brumadinho, a XP afirma que a situação da companhia fica indefinida até que todas as contas sejam feitas.

"Mantemos recomendação de compra, mas esperamos pressão nas ações no curto prazo", escrevem os analistas.

Já o Itaú BBA, que tem recomendação "outperform" (compra), interpretou o balanço como positivo, destacando o sólido desempenho da empresa no 1º trimestre mesmo com os problemas envolvendo o desastre ambiental.

O Bradesco BBI, por sua vez, chamou os resultados de "mais fracos do que o esperado" e sinalizou que seu foco continuará no desenrolar dos prejuízos relativos a Brumadinho. Os analistas indicam a compra dos papéis (outperform).

Apesar do sentimento misto, as ações da Vale operam em forte alta nesta sexta-feira, 10. No meio da tarde, os papéis eram negociados em alta de 1,83%, mas chegaram a subir 2,5% ao longo do pregão.

*Com Estadão Conteúdo.

Comentários
Leia também
DINHEIRO QUE PINGA NA SUA CONTA

Uma renda fixa pra chamar de sua

Dá para ter acesso a produtos melhores do que encontro no meu banco? (Spoiler: sim).

Caixa vai fazer “road show” de IPO da Caixa Seguridade em todos os Estados

O banco pretende fazer a abertura de capital das subsidiárias de seguridade e de cartões neste ano. As outras duas unidades – loterias e gestora de fundos – devem demorar um pouco mais

martelo batido

CVM fecha acordo de R$ 450 mil em caso envolvendo executivos da Biosev

Processo era movido contra três ex-executivos da processadora de cana-de-açúcar; cada um vai ter que pagar R$ 150 mil

pingos os is

Investigação não encontrou irregularidades e não há mais nada a esclarecer, diz presidente do BNDES

Auditoria custou R$ 42,7 milhões; investigações internas do banco não encontraram nenhuma irregularidade nas operações

hora do balanço

Bancos liberam mais crédito no Brasil, mas custo segue elevado

Taxas de juros cobradas de empresas e famílias seguiram em níveis elevados. segundo dados do BC

Painel com gestores

Stuhlberger vê bolha se formando na bolsa, mas segue aplicado

Lendário gestor da Verde Asset diz que “olha porta de saída” da bolsa, mas vê boas perspectivas com avanço do PIB de consumo

olho nos números

Taxa do cheque especial cai para 302,5% em dezembro

Desde julho de 2018, os bancos estão oferecendo um parcelamento para dívidas no cheque especial. A opção vale para débitos superiores a R$ 200.

balanço

Crise do 737 Max faz Boeing ter o primeiro ano de prejuízo desde 1997

Empresa perdeu US$ 636 milhões em 2019, após apresentar prejuízo de US$ 1,01 bilhão no quarto trimestre – analistas esperavam por lucro de US$ 636 milhões no período

Títulos públicos

Veja os preços e as taxas do Tesouro Direto nesta quarta-feira

Confira os preços e taxas de todos os títulos públicos disponíveis para compra e resgate

Expectativa

Ibovespa cai e acompanha a cautela global antes da decisão de juros nos EUA; dólar sobe a R$ 4,20

Sem tirar o coronavírus do radar, o Ibovespa acompanha o exterior e opera em leve alta, aguardando o parecer do Federal Reserve em relação à taxa de juros nos EUA

no balanço

Santander Brasil tem lucro de R$ 14,5 bilhões em 2019, e aumenta a participação nos ganhos do grupo

Filial brasileira divulgou resultados do quarto trimestre; lucro chegou a R$ 3,7 bilhões, avançando 9,49%; retorno sobre patrimônio bate 21,3%

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu
Advertisements