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2019-04-05T10:40:57-03:00
Estadão Conteúdo
Consequências de Brumadinho

Escritórios de advocacia dos Estados Unidos preparam ação coletiva contra a Vale

Ação visa reparar as perdas causadas a investidores pelo rompimento da barragem da mineradora

28 de janeiro de 2019
20:02 - atualizado às 10:40

Quatro escritórios norte-americanos de advocacia anunciaram nesta segunda-feira, 28, que pretendem entrar com ações coletivas contra a Vale na Justiça dos Estados Unidos após as perdas causadas aos investidores pelo rompimento da barragem da mineradora em Brumadinho (MG), na sexta-feira, 25.

"A Rosen Law está preparando uma ação coletiva para recuperar as perdas sofridas pelos investidores da Vale", afirma comunicado dos advogados enviado a investidores. O escritório afirma estar investigando se a mineradora brasileira pode ter "emitido ao público informações de negócios materialmente falsas".

O escritório Tha Schall afirma estar investigando se a mineradora soltou "informações falsas e enganosas" aos investidores, que omitiam os riscos com a barragem e, por isso, burlam as regras do mercado acionário dos EUA.

Mais tarde, o Wolf Popper e o Bronstein, Gewirtz & Grossman anunciaram que pretendem abrir ação coletiva contra a Vale em Nova York.

Além das dezenas de mortos e do estrago ambiental, o comunicado do escritório ressalta que o American Depositary Receipt (ADR) da empresa - recibos de ações negociadas na Bolsa de Nova York - despencou após a notícias do acidente, caindo 8% na sexta e 16% na tarde desta segunda.

As ações ON da Vale também acumularam perdas nesta segunda na Bolsa de São Paulo, com queda de 24,5% no dia.

O ADR da Vale é nesta segunda-feira o papel mais negociado em toda a Bolsa de Nova York, com 84 milhões de negócios até as 14h45, superando grandes empresas americanas, como a General Eletric (40 milhões de negócios), PG&G (22 milhões) e Bank of America (21 milhões).

A Vale já foi alvo de dois processos semelhantes nos EUA em 2015 após o rompimento de barragem da Samarco em Mariana (MG). Na sexta-feira, analistas já haviam alertado o Estadão/Broadcast do risco de a companhia ser processada novamente nos EUA por causa do acidente.

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