💸 Você pode receber R$ 120 para investir; veja como solicitar o depósito aqui

Cotações por TradingView
2019-04-03T17:48:29-03:00
Estadão Conteúdo
Travado

Tragédia de Brumadinho paralisa venda de ativo de R$ 1 bilhão da Usiminas

Avaliada em cerca de R$ 1 bilhão, a venda da Mineração Usiminas (Musa) é uma das prioridades da companhia mineira para reduzir seu pesado endividamento, de R$ 5,9 bilhões

7 de fevereiro de 2019
8:49 - atualizado às 17:48
Funcionários da Usiminas
Imagem: Divulgação

As negociações para a venda do negócio de mineração da siderúrgica Usiminas travaram, apurou o 'Estado' com fontes a par do assunto. As conversas foram interrompidas na semana passada, poucos dias após o rompimento da barragem Córrego do Feijão, em Brumadinho (MG), que pertence à Vale.

Avaliada em cerca de R$ 1 bilhão, a venda da Mineração Usiminas (Musa) é uma das prioridades da companhia mineira para reduzir seu pesado endividamento, de R$ 5,9 bilhões. No ano passado, o grupo contratou o BTG Pactual para vender os 70% da participação que detém na Musa. Os outros 30% pertencem ao conglomerado japonês Sumitomo.

Entre os potenciais interessados no ativo estão a ArcelorMittal e a Ferrous, que foi comprada pela Vale no fim do ano passado. O banco estava na fase de recebimento das propostas. A expectativa era concluir as negociações até julho. O grupo Sumitomo, que adquiriu sua participação na Musa em 2010, tem o direito de preferência pela compra do ativo, mas não manifestou interesse pelo negócio.

Fontes ouvidas pelo jornal 'O Estado de S. Paulo' acreditam que a venda de ativos de mineração em Minas Gerais deverá ser interrompida por tempo indeterminado por causa da insegurança jurídica criada após o episódio de Brumadinho. "O setor agora está em xeque. Investidores querem entender os riscos para fechar negócio", afirma Pedro Galdi, analista da gestora Mirae Asset.

Localizada em Serra Azul, na região conhecida como Quadrilátero Ferrífero de Minas Gerais, a Musa está próxima aos negócios da ArcelorMittal e da Ferrous. Adquirida pela Usiminas no início dos anos 2000, a empresa tem capacidade de produção estimada em 12 milhões de toneladas de minério de ferro.

Embora o volume de produção seja considerado pequeno - a capacidade da Vale é de cerca de 400 milhões de toneladas anuais -, a produção da Musa é tida como estratégica para alimentar o consumo de matéria-prima das indústrias siderúrgicas de Minas Gerais.

Vallourec

O BTG Pactual também tinha o mandato, até o ano passado, para a venda da mina Pau Branco, que pertence à francesa Vallourec. O ativo, avaliado à época em cerca de US$ 500 milhões, chegou a ser estudado pela ArcelorMittal e Vale, mas o grupo francês decidiu suspender o processo de venda.
Tanto a mina da Vallourec quanto a da Musa são consideradas mais seguras do que a da Vale, em Brumadinho. No caso da Musa, a barragem de rejeitos da mineração é construída no modelo conhecido como alteamento à jusante (em que o dique é separado por argila compactada), enquanto a extração da Vallourec é a seco.

O movimento de verticalização das empresas siderúrgicas - que passaram a ser donas de minas para baratear a produção de aço - começou a se intensificar nos anos 2000. Mas, desde 2015, com o excesso de oferta de minério, as siderúrgicas do País começaram a se desfazer de ativos para reforçar o caixa.

A CSN não descartava até pouco tempo atrás a entrada de um sócio na CSN Mineração, dona da mina Casa de Pedra, em Minas Gerais. No entanto, o rearranjo acertado com o grupo de siderúrgicas asiáticas sócio da mineradora esfriou a necessidade de buscar um novo investidor para o negócio, segundo fontes próximas à empresa.

Procurada, a Usiminas informou que "o processo de avaliação estratégica do ativo com o BTG Pactual segue em andamento e que não há, neste momento, fatos novos relativos às negociações". Arcelor Mittal, Vale e Vallourec não comentaram. A Sumitomo não retornou os pedidos de entrevistas

Comentários
Leia também
ENCRUZILHADA FINANCEIRA

Confissões de um investidor angustiado

Não vou mais me contentar com os ganhos ridículos que estou conseguindo hoje nas minhas aplicações. Bem que eu queria ter alguém extremamente qualificado – e sem conflito de interesses – para me ajudar a investir. Só que eu não tenho o patrimônio do Jorge Paulo Lemann. E agora?

MARKET MAKERS

O preço importa: em momentos de incerteza, como saber se o pessimismo já está precificado — e um exemplo prático disso

6 de dezembro de 2022 - 10:05

Meu trabalho como analista de ações é entender o quanto desse cenário pessimista já está incorporado no preço das ações

REESTRUTURAÇÃO

Eletrobras (ELET3) define condições para incorporar ações PNA e subsidiárias

6 de dezembro de 2022 - 9:44

A ex-estatal convocou uma assembleia de acionistas para o dia 5 de janeiro para discutir as operações; veja os detalhes das operações

DE OLHO NAS REDES

Lula pode até tentar, mas não deve conseguir “enquadrar” o Banco do Brasil — para o Goldman Sachs, ele está blindado e ações podem subir 40%

6 de dezembro de 2022 - 8:28

O presidente eleito já deixou claro que não está feliz com o lucro do Banco do Brasil, mas é improvável que ele consiga mudara estrutura; entenda

CAÇADOR DE TENDÊNCIAS

Day trade na B3: Oportunidade de lucro acima de 5% com ações da Metalúrgica Gerdau (GOAU4); veja a recomendação

6 de dezembro de 2022 - 8:14

Após o fechamento do último pregão, identifiquei uma oportunidade de compra dos papéis da Metalúrgica Gerdau (GOAU4)

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Alerta de zebra na Copa: Espanha e Portugal em perigo, PEC, Copom e entrevista exclusiva

6 de dezembro de 2022 - 8:07

Possível zebra à parte, investidores estão de olho nas alterações que a PEC da Transição deve sofrer durante seu trâmite-relâmpago pelo Congresso

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies