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2019-10-07T12:20:27-03:00
Bruna Furlani
Bruna Furlani
Jornalista formada pela Universidade de Brasília (UnB). Fez curso de jornalismo econômico oferecido pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). Tem passagem pelas editorias de economia, política e negócios de veículos como O Estado de S.Paulo, SBT e Correio Braziliense.
De olho no balanço

Citigroup eleva ações da Uber para compra e papéis têm alta em Nova Iorque

Entre os motivos apontados pelos analistas estão a expectativa mais positiva com os resultados do terceiro trimestre deste ano. Segundo eles, os números devem indicar uma melhora nos fundamentos da gigante do setor de transportes por aplicativo

7 de outubro de 2019
12:18 - atualizado às 12:20
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Imagem: Shutterstock

Depois de uma certa frustração tomar conta dos investidores que apostavam nos papéis da Uber (código UBER) após a abertura de capital na bolsa, o Citigroup emitiu um sinal que gerou certo alívio ao mercado. As informações são do site Market Watch.

Em relatório divulgado hoje (7), os analistas do banco elevaram a recomendação dos papéis da companhia de neutro para compra. Mas optaram por manter o preço-alvo da ação em US$ 45, o que significaria uma alta de 51,4% em relação ao preço de fechamento da última sexta-feira (4).

E o mercado gostou do que viu. Por volta das 12h06, as ações da Uber apresentavam alta de 2,90%, cotadas em US$ 30,53.

Entre os motivos apontados pelos analistas estão a expectativa mais positiva com os resultados do terceiro trimestre deste ano. Segundo eles, os números devem indicar uma melhora nos fundamentos da gigante do setor de transportes por aplicativo.

E não é só isso. Na visão dos analistas, um dos pontos que podem ajudar a valorizar a ação é a avaliação que o mercado fez da Uber Eats, que funciona como um serviço de entrega de comida. Eles destacam que o valor dela ainda não está refletido no atual preço dos papéis da Uber.

Números da companhia

Ainda que a expectativa seja de melhora no balanço do próximo trimestre, os resultados do segundo trimestre deste ano não trouxeram informações muito animadoras para os seus acionistas.

Na ocasião, a empresa reportou um prejuízo líquido de US$ 5,24 bilhões. A cifra é muito maior que a verificada no mesmo período do ano passado, quando a perda foi de US$ 878 milhões.

Ainda que boa parte do prejuízo tenha sido por conta de compensações de despesas relacionadas ao processo de abertura de capital, que chegaram a US$ 3,9 bilhões. Descontado esse efeito, a Uber teria registrado perdas de US$ 1,3 bilhão no trimestre.

O resultado implicaria num prejuízo por ação de US$ 4,72, mais que o dobro do registrado em igual intervalo de 2018, de US$ 2,01. O número ficou aquém da expectativa do mercado — a média das estimativas compiladas pela Bloomberg apontava para um prejuízo por ação de US$ 3,23, já considerando as despesas com o IPO.

O aumento nas perdas teve como principal fator o crescimento de 12% da receita líquida na mesma base de comparação, para US$ 2,87 bilhões. Além dos custos ligados ao IPO, a Uber reportou crescimentos expressivos nas despesas gerais e administrativas e nos gastos com vendas e marketing.

Outro fator que também decepcionou foi a receita líquida. Segundo dados compilados pela Bloomberg, o mercado projetava que essa linha atingiria US$ 3,05 bilhões neste trimestre.

As reservas brutas — ou seja o valor total arrecadado pela Uber em todas as suas modalidades de serviço — também não foram muito atraentes e somaram US$ 15,75 bilhões no trimestre. A cifra representa um crescimento de 31% na base anual, mas também ficou abaixo das expectativas dos analistas.

Agora, um fator que surpreendeu foi a evolução no número de usuários ativos por mês nas diferentes plataformas da empresa, que alcançou 99 milhões de usuários entre abril e junho deste ano, ante 76 milhões no segundo trimestre. Tais números representam um salto de 30%.

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