Títulos do Tesouro que vencem nos próximos 5 anos devem impulsionar ações de dividendos, diz Itaú
Segundo relatório da Itaú Corretora, recursos aplicados em títulos públicos que devem vencer nos próximos cinco anos podem migrar para a bolsa, sobretudo para as ações que pagam bons dividendos; confira as sugestões da corretora de ações com esse perfil

Os títulos públicos do Tesouro Nacional que vencem nos próximos cinco anos devem dar um senhor impulso ao mercado de ações brasileiro, sobretudo àquelas ações que são boas pagadoras de dividendos, diz relatório da Itaú Corretora divulgado a clientes nesta segunda-feira (30).
Segundo o relatório, o Brasil tem atualmente R$ 2,9 trilhões em títulos do governo que vencem dentro deste prazo. Destes, R$ 1,3 trilhão está investido em títulos atrelados à Selic (Tesouro Selic ou LFT) e tem grande chance de ser reinvestido, uma vez que sua remuneração já vem acompanhando a queda da Selic.
[captacao]
O R$ 1,6 trilhão restante, porém, está investido em títulos prefixados ou atrelados à inflação que pagavam taxas de juros mais altas quando foram adquiridos pelos investidores. Com o vencimento desses papéis, seus detentores não conseguirão renová-los por taxas semelhantes, uma vez que a Selic vem numa trajetória de queda.
Para os analistas do Itaú, isso significa que essa quantia de quase R$ 2 trilhões tem grande potencial de migrar, nos próximos anos, para outros tipos de investimento, em busca de melhores retornos.
Os mais promissores, segundo o relatório, são as ações que pagam bons dividendos, uma vez que elas têm menos volatilidade que as ações de empresas em crescimento e compartilham, com os títulos públicos, a característica de gerar renda para o investidor.
Leia Também
Apenas nesta terça-feira (1º), R$ 100 bilhões já serão despejados no mercado com o vencimento de um título prefixado tipo LTN. No Tesouro Direto, a LTN é negociada como Tesouro Prefixado, mas o título com vencimento em 2019 não está disponível na plataforma de negociação on-line de títulos públicos, apenas no mercado secundário, onde atuam os investidores institucionais.
- Veja mais: Investidores comuns estão aprendendo como antecipar o movimento das ações com um dos maiores analistas técnicos do país. VAGAS LIMITADAS. Corra. Entre aqui.
Momento é perfeito para a migração da renda fixa para a renda variável
Ainda segundo os analistas da Itaú Corretora, nunca houve momento melhor que o atual para ocorrer essa migração de recursos dos títulos públicos para as ações. A relação entre earnings yields (retornos com os lucros das ações) e os bonds yields (retornos dos títulos) está mais favorável para a renda variável desde 2017.
Os juros mais baixos no mundo e a perspectiva de novas quedas para a taxa Selic tendem a aumentar essa diferença.
"Acreditamos que alguns efeitos de vencimento de títulos do Tesouro serão observados no mercado de ações, uma vez que no grande vencimento de maio [R$ 88 bilhões referentes ao vencimento de um título indexado à inflação] foi possível observar um aumento das entradas nos fundos de ações", diz o relatório.
Os analistas lembram, porém, que essa conversão de renda fixa para ações não deve ser imediata, porque muitos investidores demoram a realocar sua carteira adequadamente.
Por que as ações de dividendos seriam as melhores opções?
Segundo os analistas da Itaú Corretora, essas ações pertencem a empresas com elevada geração de caixa e ótimo histórico de pagamento de dividendos, apresentando também baixa volatilidade e menor risco operacional. Elas são descritas como ações "bond-like", por terem características similares aos títulos públicos prefixados e atrelados à inflação (bonds).
Investidores acostumados a investimentos seguros e com os altos retornos como os que a renda fixa brasileira apresentava no passado provavelmente seriam os primeiros a migrarem para estas ações que apresentam menor volatilidade, diz o relatório.
Além disso, elas funcionam também como porta de entrada desses investidores no mercado de ações.
Boas pagadoras de dividendos se saíram melhor que as NTN-B
Ainda de acordo com o relatório da Itaú Corretora, as companhias boas pagadoras de dividendos vêm apresentando, neste ano, retorno maior que o das NTN-B, os títulos públicos atrelados à inflação.
Enquanto estes renderam, em média, 27,2% em 2019 - mais que o Ibovespa, que subiu 19,8% até agora -, as boas pagadoras de dividendos apresentaram um retorno de 36,0% no ano.
As baixas taxas de juros e novas quedas na Selic devem ajudar ainda mais essas ações.
E quais ações de dividendos a Itaú Corretora indica?
Entre as ações com esse perfil para receber os investimentos de quem hoje está com o dinheiro aplicado em títulos públicos prefixados e atrelados à inflação, a Itaú Corretora indica CPFL (CPFE3), Copasa (CSMG3), Multiplan (MULT3) e Rumo (RAIL3).
O portfólio de ações brasileiras recomendadas pela Itaú Corretora tem hoje 40% em ações "bond-like", contra apenas 9% da composição do Ibovespa. As demais ações da carteira são Bradesco, Cyrela, Hapvida e Randon (que devem se beneficiar da melhora do ciclo doméstico) e Vale (considerada barata).
MAIS INCERTEZA COM 'ONDA AZUL'
A guerra no Irã vai acabar? O que as eleições nos EUA podem mudar no preço do petróleo
5 de novembro de 2026 - 19:37DA FESTA AO ENTERRO
‘Onda azul’ na urna, ‘onda vermelha’ na bolsa: o fantasma que derrubou Wall Street após a vitória democrata
5 de novembro de 2026 - 19:09PROMOÇÃO?
Fundos imobiliários vivem maior desconto da história. Pechincha ou armadilha?
5 de novembro de 2026 - 18:01AÇÃO DO MÊS
É hora de ser defensivo: veja a ação mais recomendada para proteger a sua carteira no pós-eleição
5 de novembro de 2026 - 11:57REFORÇO NO CAIXA
Fundo imobiliário pode embolsar R$ 160 milhões com venda de fatias de shoppings; veja ganho por cota
5 de novembro de 2026 - 9:15REAÇÃO AO RESULTADO
Nem todo mundo quer comprar Itaú: por que ITUB4 ainda não convenceu todos os analistas após o 3T26
4 de novembro de 2026 - 16:23VIRADA HISTÓRICA
‘Onda azul’ faz Wall Street disparar, mas vitória democrata pode trazer nova dor de cabeça para Trump
4 de novembro de 2026 - 14:01VISÃO DO GESTOR
O mercado desistiu do Brasil? Gestores reduzem apostas em bolsa e reforçam dólar antes do Copom
4 de novembro de 2026 - 13:15CHAVES NA MÃO
Fundo imobiliário BTLG11 embolsa R$ 56 milhões com venda de fatia de galpão; veja lucro por cota e detalhes da operação
4 de novembro de 2026 - 9:56BOLSA SOB PRESSÃO
Depois de tombo de 10%, XP fica mais cautelosa com a bolsa brasileira, mas aponta 10 ações para investir
3 de novembro de 2026 - 14:02SD ENTREVISTA
Dólar dispara, bolsa cai e Itaú muda a estratégia: chefe de recomendações do banco diz onde investir após as eleições
3 de novembro de 2026 - 13:29REDUÇÃO DA ALAVANCAGEM
Alívio na dívida? CSN (CSNA3) sobe 4% com avanço na venda da divisão de cimentos — mas ainda há desafios no radar
3 de novembro de 2026 - 12:49EX-PACMAN DOS FIIS?
Após onda de compras, ‘Pacman dos FIIs’ coloca imóveis à venda por R$ 530 milhões; veja lucro por cota
3 de novembro de 2026 - 9:39FIM DA GUERRA?
Petróleo fecha em queda de mais de 7% com expectativa de acordo para encerrar guerra no Oriente Médio
2 de novembro de 2026 - 16:19TOUROS E URSOS
Como será o amanhã? As perspectivas para seus investimentos após a eleição e a sangria dos mercados
2 de novembro de 2026 - 13:05CONFIRA
Atenção, investidor: B3 amplia horário de negociação a partir de terça-feira (3)
31 de outubro de 2026 - 18:07ENTENDA O CENÁRIO
JP Morgan faz alerta sobre o Banco do Brasil (BBAS3) e aponta desafio para o próximo trimestre
31 de outubro de 2026 - 13:15ENTRE MORTOS E FERIDOS
Sangria na bolsa deixa varejo e construção civil entre os setores mais castigados, mostra EQI
31 de outubro de 2026 - 9:15SANGRIA NOS MERCADOS
Ibovespa tem pior semana desde março de 2020 e arrasta desempenho mensal para vermelho, com um feito inesperado
30 de outubro de 2026 - 18:23ZERO A ZERO?