Menu
2019-04-02T15:20:57-03:00
Bruna Furlani
Bruna Furlani
Jornalista formada pela Universidade de Brasília (UnB). Fez curso de jornalismo econômico oferecido pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). Tem passagem pelas editorias de economia, política e negócios de veículos como O Estado de S.Paulo, SBT e Correio Braziliense.
Opções mais interessantes

Para BTG, uma oferta primária ou um M&A teriam sido melhores opções para a Stone

Na prática, ao realizar esse tipo de oferta, os acionistas podem vender suas participações e o papel pode ganhar maior liquidez na bolsa. Mas, como são eles mesmos que decidem colocar as suas ações à venda no mercado, o valor arrecadado não vai para o caixa da companhia e sim para quem vendeu a ação, ou seja, os acionistas

2 de abril de 2019
15:20
maquininha-balcao-stone
Maquininha de cartões da Stone -

Menos de seis meses depois de abrir capital na Nasdaq em Nova Iorque, a Stone (STNE) anunciou ontem (1) que fará uma oferta secundária de ações (follow-on). Mas, segundo analistas do banco BTG, o melhor teria sido fazer uma oferta primária de ações ou um processo de fusão e aquisição para aumentar o capital da empresa e prepará-la para um cenário cada vez mais desafiador. Mesmo assim, eles reiteraram a recomendação de compra e estabeleceram o preço-alvo em 12 meses é de US$ 35.

Na prática, ao realizar esse tipo de oferta, os acionistas podem vender suas participações e o papel pode ganhar maior liquidez na bolsa. Mas, como são eles mesmos que decidem colocar as suas ações à venda no mercado, o valor arrecadado não vai para o caixa da companhia e sim para quem vendeu a ação, ou seja, os acionistas.

Por essa razão, em relatório divulgado pelo banco, os especialistas ressaltaram que "consideram que o dinheiro captado não será nada além do comum, especialmente porque o IPO da companhia teve baixa oferta secundária. Por conta disso, é possível que os acionistas minoritários reajam de forma mais negativa à notícia. Uma oferta 100% secundária talvez passe uma mensagem negativa ao mercado. Por isso, acreditamos que uma oferta primária ou um processo de fusões e aquisições (M&A) teria sido uma opção melhor para aumentar o capital da Stone para se preparar para desafios mais agressivos".

Os analistas ainda fizeram uma observação. Eles disseram que alguns acionistas que podiam vender a ação, optaram por não fazê-lo.

Ontem a ação fechou cotada em US$ 42,93, sendo que cerca de um mês atrás ela estava sendo negociada a US$ 33,85.

Resultados muitos bons

Ainda assim, os especialistas ressaltaram que a prévia dos resultados do primeiro quartil foi muito boa, mesmo se considerarmos a agressividade e o aumento da competição no mercado de pagamentos.

Na opinião deles, todos os outros números vieram em linha ou ficaram acima das expectativas. O único dado mais negativo foi que houve uma diminuição no crescimento do volume total de pagamentos (TPV), mas os analistas atribuíram o valor a um problema de sazonalidade.

Segundo os analistas, um dos pontos mais interessantes da empresa é que ela continua a oferecer cada vez mais serviços e está melhorando ainda mais a sua plataforma.

Como destaque eles colocaram que a companhia lançou em fevereiro uma solução de crédito que já possui 143 clientes. Além disso, destacaram que a Stone está testando uma solução de banco digital para 2,5 mil clientes que vai permitir a realização de transações, o recebimento e envio de dinheiro, geração de boletos e o pagamento de contas.

Oferta subsequente

A credenciadora de cartões Stone anunciou ontem (1) que fará uma oferta secundária de ações (follow-on). A oferta original, de 17,950 milhões de ações ordinárias classe A, poderá movimentar mais de US$ 770 milhões, considerando o valor de fechamento da ação na segunda-feira, a US$ 42,93. Na oferta inicial (IPO, na sigla em inglês), as ações foram vendidas a US$ 24,00. Além disso, a quantidade poderá ser elevada em até 2.692.500 ações.

Por ser oferta secundária, não haverá ingresso de recursos no caixa da credenciadora. Goldman Sachs & Co, J.P. Morgan Securities, Morgan Stanley & Co. e Citigroup Global Markets são os coordenadores globais.

Além de anunciar a oferta subsequente, a Stone divulgou números preliminares do primeiro quartil. A companhia  fechou o primeiro trimestre deste ano com um número de clientes ativos entre 305,9 mil e 307,4 mil, quase o dobro dos 160,7 mil de março de 2018.

O volume total de pagamentos (TVP, em inglês) previsto pela empresa é de R$ 26,4 bilhões a R$ 26,5 bilhões, um crescimento de aproximadamente 60% em relação aos R$ 16,5 bilhões de 31 de março.

As receitas totais esperadas estão entre R$ 530 milhões e R$ 533 milhões, 84,7% e 86,8%, respectivamente. Os valores são maiores do que a receita de R$ 286,9 milhões de março do ano passado.

O lucro líquido ajustado deve ficar entre R$ 180 milhões e R$ 184 milhões, também acima dos R$ 26,5 milhões de março de 2018. A margem líquida ajustada esperada é de 34% a 34,5%, aproximadamente 2.500 pontos-base acima de março do ano passado.

Além disso, a Stone anunciou investimentos em duas empresas de software, a VHSYs e a Tablet Cloud.

Comentários
Leia também
A REVOLUÇÃO 3.0 DOS INVESTIMENTOS

App da Pi

Aplique de forma simples, transparente e segura

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Mudaram as estações, mas nada mudou na bolsa

Quem olha para o saldo do Ibovespa na semana pode achar que os últimos dias foram um marasmo. O índice, afinal, ficou praticamente estável — uma quase desprezível queda de 0,13%. “Mas eu sei que alguma coisa aconteceu / tá tudo assim, tão diferente”, já dizia a música. E é verdade: nada mudou na bolsa, […]

Fechamento da semana

Inflação americana e minério de ferro vivem ‘dias de luta e dias de glória’, monopolizando a semana; dólar avança e bolsa recua no período

O minério de ferro puxou Vale e siderúrgicas para cima – mas depois derrubou. A inflação americana também assustou, mas conseguiu acalmar o ânimo dos investidores. Confira tudo o que movimentou a semana

Engordando o caixa

Petrobras gera US$ 2,5 bilhões com desinvestimentos em 2021; venda mais recente é para fundo árabe

E a estatal não deve parar por aí, pois o diretor financeiro da empresa já reafirmou a intenção de continuar com o programa de venda de ativos

Em evento do BofA

Presidente do BC revela preocupação com análise de autonomia no STF e planos para PIX internacional

Campos Neto e o ministro da Economia, Paulo Guedes, têm conversado com ministros da Corte sobre os questionamento acerca do tema

Confiança em alta

Casa Branca não vê fator gerador de inflação que Fed não possa controlar

A presidente do Conselho de Consultores Econômicos do governo ressaltou que é importante focar nas tendências para os índices ao invés de oscilações semanais ou mensais

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies