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Angela Bittencourt
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Angela Bittencourt
é jornalista e editora da Empiricus
2019-06-12T12:00:45-03:00
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‘Vazamento’ nas redes – Moro lidera citações

Troca de mensagens entre Moro e Dallagnol mobiliza 1,52 milhão de menções no Twitter em 18h de repercussão após divulgação de informações pelo “Intercept”, diz FGV DAPP

12 de junho de 2019
12:00
Sérgio Moro
Sérgio Moro - Imagem: Sérgio Castro/Estadão Conteúdo

Os diálogos entre o então juiz Sergio Moro, hoje ministro da Justiça e Segurança Pública, e o procurador Deltan Dallagnol revelados no domingo (9) pelo site “The Intercept” provocou uma batalha no Twitter, mas o confronto entre as hashtags #vazajato e #euapoioalavajato durou pouco. A #vazajato acompanhou a evolução do debate provocado pela divulgação da troca de mensagens e, às 23h de domingo, justificou o pico de 8,2 mil postagens, perdeu fôlego durante a madrugada e foi superada pela hashtag #euapoioalavajato – em defesa da operação conjunta do Ministério Público e Polícia Federal – na manhã de segunda-feira (10), informa a Diretoria de Análise de Políticas Públicas da Fundação Getulio Vargas (FGV DAPP) que analisou a mobilização nas redes sociais desde às 18h de domingo, 9 de junho, até às 12h da segunda-feira, 10 de junho.

Quando a #vazajato atingiu o pico de 8,2 mil postagens no domingo à noite, a #euapoioalavajato respondia por 1 mil postagens. Na manhã de segunda-feira, a relação era de cerca de 3 mil postagens da #vazajato para 3,5 mil da #euapoioalavajato.

Das 18h de domingo às 12h de segunda-feira, a troca de mensagens entre Moro, e Dallagnol mobilizou 1,52 milhão de menções no Twitter. A repercussão esteve concentrada no atual ministro da Justiça – o ator mais mencionado pelos internautas – seguido pelo ex-presidente Lula e por Dallagnol.

No horário de pico das postagens no Twitter, às 23h de domingo, as menções a Moro alcançaram 17,5 mil, Lula 7 mil, Dallagnol 7,8 mil e o presidente Jair Bolsonaro respondia por 2,3 mil menções.

O boletim Análise Estratégica de Redes Sociais da FGV DAPP informa que o grupo principal de debate à esquerda teve 6,3% de interações suspeitas de ação de robôs, enquanto o grupo pró-governo à direita teve 3% de participação de retuítes de contas automatizadas; perfis venezuelanos também foram identificados em compartilhamentos de postagens pró-Lula com indícios de ação de robôs.

Esquerda x Direita

Os dados da Diretoria de Análise de Políticas Públicas da FGV mostram que 18,9% dos perfis atuantes no período de monitoramento do Twitter eram da esquerda partidária, repercutindo as reportagens principalmente a partir de contas de políticos e atores influentes da esquerda nas redes sociais. Esse grupo fez 37,6% das interações que somaram o total de 838.706 retuítes.

A base de apoio ao governo federal, em defesa de Moro, Dallagnol e da Lava Jato, promoveu 36,6% das interações, com críticas ao acesso da reportagem às mensagens privadas dos envolvidos na notícia. Esse grupo era mais expressivo, em número de perfis (24,7% do total) se comparado ao grupo da esquerda.

O terceiro grupo por número de retuítes (19,6% do total e o mais numeroso em perfis com 32,3%) teve como base de interação veículos de imprensa – inclusive o portal “The Intercept” – e, principalmente, da conta pessoal de jornalistas.

A repercussão em espanhol da troca de mensagens entre Sergio Moro e Deltan Dallagnol – nas 18h seguintes à divulgação – contou com 0,8% dos retuítes e envolveu 2,2% do total de perfis monitorados. Nesse caso, os internautas eram de esquerda da América Latina. Esse grupo inclui o perfil da ex-presidente Dilma Rousseff, segundo a FGV DAPP.

As 300 notícias com maior engajamento no Facebook e Twitter acumularam, desde a noite de domingo, mais de 7,4 milhões de interações – entre curtidas, compartilhamentos e comentários. O monitoramento realizado pela FGV DAPP mostra que até a manhã de segunda-feira, o link do site “The Intercept”com a troca das mensagens entre Moro e Dallagnol já havia ultrapassado 402 mil interações.

Nas primeiras 18h de repercussão das informações do “Intercept”, o debate esteve concentrado no “vazamento” por supostos “hackers”. Possíveis consequências como eventual “renúncia” de Sergio Moro tiveram menor destaque.

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