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Seja na política ou na música, nos negócios ou na literatura, no mercado ou na dramaturgia, carreiras longas, polêmicas persistentes e histórias que se arrastam correm o risco de oscilar entre altos e baixos, sucesso e esquecimento, glamour e decadência, momentos de marasmo e reviravoltas que voltam a atrair os holofotes.
Falando sobre isso com meus colegas hoje na redação, me lembrei logo do Grateful Dead, uma das minhas bandas favoritas, que tem uma das mais longas e prolíficas carreiras da história do rock, mas que nem por isso eu considero inteiramente brilhante. É claro que eu não tenho nem idade para ter acompanhado a carreira dos caras, que começou nos anos 1960 e só terminou com a morte do guitarrista Jerry Garcia em 1995. Mas eu conheci a discografia mais ou menos na ordem (eu tenho essa mania), então os altos e baixos ficaram evidentes para mim.
Os primeiros álbuns, lançados mais ou menos até 1974, eu acho sensacionais. Mas confesso que nunca me empolguei muito com o trabalho deles na segunda metade dos anos 1970. E os fãs devem concordar, já que a fase em que eles mais venderam discos foi de 1969 a 1972. Eu só volto a gostar da fase dos anos 1980, que culminou com o lançamento do excelente “In the Dark” em 1987, quando o Dead experimentou o auge da sua longeva carreira, já com uma base de fãs renovada.
Ultimamente temos visto por aí uma porção de histórias irregulares como essa, que alternam momentos bons e ruins com outros beeeem parados. Mas hoje eu não vim aqui falar de reforma da Previdência, Brexit, leilão da Avianca nem compra da Netshoes, mas sim de uma história que começou agitada lá em 2016, e vem andando em círculos há algum tempo: a venda da Via Varejo pelo Grupo Pão de Açúcar.
O repórter Victor Aguiar comparou esta verdadeira saga a uma daquelas séries que, assim com a carreira do Dead, começam empolgantes, perdem força, mas depois passam por uma reviravolta que torna a coisa toda interessante novamente. É que hoje a novela ganhou um novo capítulo que promete finalmente destravar esse processo de venda. Confira todos os detalhes na matéria do Victor.
Em dia cheio nos mercados, o dólar caiu abaixo de R$ 3,90 pela primeira vez desde meados de abril, acompanhando o movimento da moeda americana frente às principais divisas globais. Internamente, a queda foi reforçada pela confiança de que o governo Bolsonaro voltou às boas com o Congresso Nacional, que segue animando os investidores por aqui. Com forte pressão externa, contudo, o Ibovespa registrou leve queda, fechando o pregão aos 97.020 pontos. O Victor Aguiar explica todos os detalhes sobre os mercados na nossa cobertura especial.
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