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NAVE (E AÇÕES) NO CHÃO

Primeiro foguete comercial lançado pelo Brasil explode no céu; ações de empresa sul-coreana derretem

Após uma série de adiamentos, o Hanbit-Nano explodiu logo após a decolagem no Centro de Lançamento de Alcântara e derrubou as ações da fabricante Innospace

Foguete explodindo
Operação Spaceward mobiliza cerca de 400 profissionais brasileiros e sul-coreanos e marca um passo inédito do Brasil no mercado de lançamentos comerciais.Imagem: Reprodução Innospace

Após diversos atrasos e trocas de datas, o primeiro foguete comercial brasileiro enfim foi lançado ontem à noite. Pouco depois da decolagem, no entanto, o Hanbit-Nano foi envolto por uma bola de fogo e explodiu no ar. Após a nave despencar para o chão, as ações da Innospace, empresa fabricante, também entraram em queda livre.

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Assista a partir de 1:13:10

Segundo a FAB (Força Área Brasileira), após a saída da plataforma, "o veículo iniciou sua trajetória conforme o previsto. No entanto, houve uma anomalia no veículo que o fez colidir com o solo", diz trecho da nota oficial.

O voo não era tripulado e durou pouco mais de um minuto antes que a transmissão fosse interrompida.

Ainda segundo a nota da FAB, “uma equipe da FAB e do Corpo de Bombeiros do CLA já foi enviada ao local para análise dos destroços e da área de colisão. Todas as ações sob responsabilidade da FAB para coordenação da operação, que envolvem segurança, rastreio e coleta de dados foram cumpridas exatamente conforme planejado, garantindo um lançamento controlado e dentro dos parâmetros internacionais do setor espacial”.

A missão fazia parte da Operação Spaceward e foi desenvolvida pela FAB em parceria com a empresa sul-coreana Innospace. O lançamento era considerado um marco para o Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão, e mobilizava cerca de 400 profissionais, entre militares e civis brasileiros, além de técnicos sul-coreanos.

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Hoje, as ações da empresa responsável pelo lançamento fecharam em queda de 28,60% na bolsa sul-coreana.

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Hanbit-Nano, primeiro foguete comercial brasileiro - Agência Brasil

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Os diversos atrasos do lançamento espacial brasileiro

O lançamento do HANBIT-Nano passou por uma série de reprogramações. A data inicial era 21 de novembro, mas a missão foi adiada na véspera para ajustes adicionais no veículo e uma avaliação mais detalhada do desempenho esperado em voo.

A nova tentativa foi marcada para 17 de dezembro, quando um novo problema interrompeu a operação. Durante a inspeção final, os técnicos identificaram uma anomalia no dispositivo de resfriamento do sistema de fornecimento de oxidante do primeiro estágio, o que levou ao cancelamento da decolagem.

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Após a substituição dos componentes afetados, o lançamento foi remarcado para sexta-feira (19). No entanto, os contratempos continuaram. O horário inicial, às 15h34, foi adiado para 17h por causa do tempo nublado em Alcântara. Mais tarde, uma nova mudança empurrou a tentativa para 21h, após a identificação de um problema no fornecimento de energia elétrica em solo no local de lançamento.

Mesmo assim, a contagem regressiva não avançou, e a missão acabou sendo adiada mais uma vez, desta vez para segunda-feira (22).

Por afim, o lançamento ocorreu às 22h13.

O foguete brasileiro

O HANBIT-Nano LiMER era um foguete de dois estágios projetado para lançar nanossatélites em órbitas baixas.

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Apesar de compacto, o veículo representava uma classe de lançadores de rápido crescimento: foguetes menores, mais baratos e voltados ao mercado de satélites de baixa massa, um dos segmentos que mais avançam no setor espacial.

A bordo ele transportava cinco satélites e três experimentos tecnológicos, produzidos por instituições e empresas do Brasil e da Índia.

Dentre eles, o Jussara-K, nanossatélite que foi desenvolvido pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA) em parceria com startups e instituições locais. Ele carrega consigo sensores para monitoramento ambiental em áreas remotas e será responsável por comunicações com estações terrestres distribuídas pela região de Alcântara.

Imagem: FAB
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