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Caro leitor,
Cada vez mais o cenário atual me lembra os anos de 2010 e 2011, quando o Brasil estava na moda entre os grandes investidores. Naquela época, o Brasil estava no topo da lista de investimentos das multinacionais e os ativos brasileiros atraíam dinheiro dos grandes gestores de recursos estrangeiros.
O que estamos vendo agora é uma sequência de grandes investidores colocando o Brasil entre suas apostas para 2019. O país entrou, por exemplo, na mira do bilionário e vice-presidente do conselho da Blackstone, Byron Wien. Todo início de ano ele faz uma lista das dez maiores surpresas que os investidores devem ter. Para ele, o Brasil será uma surpresa positiva.
Tudo isso é muito bom para você. A melhora das expectativas é o primeiro passo para atrair capital de volta ao Brasil e tirar o país do buraco. O dinheiro chega primeiro no mercado financeiro, mas ele, cedo ou tarde, pinga também na tal da economia real. As empresas ganham confiança para desengavetar planos de investimento e contratar. A geração do emprego traz com ela a renda e, consequentemente, o consumo. E, assim, a roda da economia volta a girar.
Mas o que traz esse bom humor? A repórter Bruna Furlani mostra os motivos apontados por Byron para apostar no Brasil e quais são as outras surpresas na lista do veterano dos mercados nesta reportagem.
O grande destaque do dia é o discurso de Jair Bolsonaro no Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça. Será às 12h30, no horário de Brasília. A expectativa é de uma sinalização ao mercado de que o novo governo brasileiro vai adotar uma agenda econômica liberal.
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O mercado quer ouvir alguma coisa sobre a Previdência. E a população quer alguma explicação sobre as polêmicas envolvendo as movimentações financeiras de seu filho, o senador eleito Flávio Bolsonaro.
O mais provável é que ele faça um discurso genérico pró-mercado, mas sem grandes detalhes. O vice-presidente, Hamilton Mourão, revelou ontem que a reforma da Previdência só será discutida depois das eleições do Congresso. Ou seja, jogou para frente. Leia mais
Depois da troca de governo, as mudanças seguem na Petrobras. A bola da vez é a troca de membros do conselho de administração da empresa, o grupo responsável por aprovar as decisões mais estratégicas da companhia. Ontem foi indicado o nome de Nivio Ziviani para uma das cadeiras do seleto grupo. Ziviani é um nome de peso e possui um extenso currículo acadêmico, além de ser membro da Academia Brasileira de Ciências. Confira aqui os detalhes da indicação.
Depois de trazer más notícias ontem, com o menor crescimento em 28 anos, a China tenta dar uma sinal positivo para os mercados. O governo chinês está preparando uma série de medidas para facilitar a entrada de investidores estrangeiros no país. E o foco de Pequim serão em áreas estratégicas como agricultura, serviços, manufatura, educação, saúde e cultura. As medidas podem ser interpretadas como uma forma de o governo chinês recuperar o fôlego perdido com a desaceleração econômica. Saiba mais
As atenções estão voltadas ao Fórum Econômico de Davos, na Suíça, nesta terça-feira. Com a ausência do presidente dos EUA, Donald Trump, da França, Emmanuel Macron e da primeira-ministra britânica, Theresa May, as atenções estarão todas voltadas a Bolsonaro.
Apesar da expectativa ser alta, Bolsonaro, que já está por lá desde ontem, deixou claro que o discurso será breve e direto em busca de novas parcerias econômicas para o Brasil. Se tudo ocorrer como o esperado, o presidente deve adotar uma linha liberal, defendendo a agenda de reformas (principalmente a da Previdência) e dar um roteiro de privatizações em várias áreas, tanto em infraestrutura quanto em energia.
Nos EUA, o shutdown continua na volta do feriado. Nos bastidores, Trump e os democratas parecem ter dado o primeiro passo para voltar a dialogar em busca de um acordo. No Reino Unido, Theresa May continua correndo contra o tempo para chegar a um novo acordo que agrade o Parlamento.
Ontem, o Ibovespa caiu 0,09%, aos 96.009 pontos. Já o dólar teve a quinta alta seguida, avançando 0,21%, aos R$ 3,76. Consulte A Bula do Mercado para saber como devem se comportar bolsa e dólar hoje
Um grande abraço e ótima terça-feira!
*Colaboraram Luis Ottoni e Fernando Pivetti
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