Quando a música para de tocar
Está com saudades dos tempos em que a renda fixa garantia retornos de 1% ao mês? E se eu lhe dissesse que havia uma aplicação no mercado que dava uma rentabilidade mensal de 5%, e com risco praticamente zero? CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE Eu sei, está com cara daquelas pirâmides financeiras, […]

Está com saudades dos tempos em que a renda fixa garantia retornos de 1% ao mês? E se eu lhe dissesse que havia uma aplicação no mercado que dava uma rentabilidade mensal de 5%, e com risco praticamente zero?
Eu sei, está com cara daquelas pirâmides financeiras, mas os ganhos eram bem reais. Essa era a taxa que as empresas de maquininhas de cartão chegaram a cobrar dos lojistas para antecipar o dinheiro das vendas realizadas no cartão de crédito, que normalmente demoram 30 dias para cair na conta.
A taxa da antecipação de recebíveis era alta porque os comerciantes em geral estavam com a corda no pescoço e não tinham outra opção a não ser aceitar o desconto. E o risco para a maquininha era mínimo porque o devedor na outra ponta é o banco emissor do cartão que aprovou a venda.
Quem quisesse participar dessa festa podia comprar as ações das empresas de maquininhas na bolsa e ganhar com os dividendos. Escrevo isso no pretérito imperfeito porque a mina de ouro do negócio da antecipação de recebíveis sofreu um baque com a decisão da Rede, empresa da maquininhas do Itaú Unibanco, de zerar a taxa para antecipar nas vendas realizadas nas compras com cartão de crédito à vista.
O banco não fez isso porque é bonzinho, mas porque foi forçado a isso diante do aumento da competição no setor. Ou seja, a música da festa já vinha diminuindo de volume, e agora parou de tocar.
O movimento da Rede foi um duro golpe na guerra das maquininhas e fez estrago nas ações da Cielo, Stone e PagSeguro hoje aqui e em Nova York, como eu mostro nesta matéria.
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