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ARREPENDIDO?

Lenda do basquete, Magic Johnson deixou US$ 2 bilhões na mesa, mas deu a volta por cima e hoje é bilionário

Antes de se transformar em um dos atletas mais bem-sucedidos também nos negócios, Magic Johnson deixou escapar uma fortuna bilionária entre os seus dedos.

Magic Johnson, jogador de basquete do Los Angeles Lakers.
Magic Johnson, jogador de basquete do Los Angeles Lakers. - Imagem: Galeria de fotos do Los Angeles Lakers/www.nba.com/lakers/photogallery

É irrefutável o quanto Magic Johnson soube dominar as quadras de basquete pelo Los Angeles Lakers entre as décadas de 1980 e 1990. Afinal, além de ser considerado por muitos o maior armador da história da NBA, ele conquistou cinco títulos da liga, três prêmios de MVP da temporada e três troféus de MVP das Finais. Tudo isso com jogadores do porte de Michael Jordan e Larry Byrd como adversários.

Mas nem todas as decisões mais importantes da vida de Magic Johnson foram guiadas pela mesma certeza. Em uma delas, em particular, o ex-atleta abriu mão do que mais tarde se transformaria em uma fortuna de quase US$ 2 bilhões.

E o motivo teria sido algo que o ex-jogador, aos 19 anos, talvez nunca pudesse prever: recusar uma oferta de patrocínio da Nike quando ainda jogava pelo Michigan State Spartans na NCAA.

Atualmente, Johnson é o terceiro esportista mais rico do mundo, com uma fortuna estimada em US$ 1,6 bilhão. Ainda assim, é difícil não imaginar o quanto esse patrimônio poderia ser maior caso ele tivesse aceitado a proposta.

Magic Johnson recusa a Nike

O que faria um atleta recusar um patrocínio da Nike? Para quem conhece a história de Michael Jordan, outra lenda do basquete americano, a decisão parece difícil de entender.

Mas foi exatamente isso que Magic Johnson fez em 1979, quando ainda era universitário. Abordado por três marcas que tentavam ganhar espaço no basquete, Converse, Adidas e Nike, o jogador optou pela Converse.

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A empresa já reunia nomes como Larry Byrd, Julius Erving, Isiah Thomas e Bernard King, alguns dos maiores ícones do esporte na época. O cachê oferecido também chamava atenção: cerca de US$ 100 mil em dinheiro por ano.

A Nike, ainda longe de se tornar o império que é hoje, também ofereceu US$ 100 mil — mas em uma parcela única de suas próprias ações.

Em entrevista a Jimmy Kimmel, Magic Johnson contou sobre o episódio no qual foi abordado por Phil Knight, da Nike, quando ainda jogava na liga universitária.

"Eu não conhecida aquele loirinho cabeludo chamado Phil Knight. A Converse me ofereceu mais dinheiro. A Adidas prometeu menos. Aí veio o Phil e disse que não podia oferecer tanto quanto a Converse porque a empresa ainda estava no começo, mas podia me oferecer ações".

Johnson recusou a proposta da Nike e fechou com a Converse. Décadas depois, aquelas ações valeriam hoje quase US$ 2 bilhões.

De menino pobre a atleta bilionário

Alguns podem enxergar a decisão de Magic Johnson como motivo de arrependimento. Mas sua trajetória sugere o contrário.

Criado em uma família de baixa renda, dividindo uma pequena casa com os pais e nove irmãos, o ex-jogador via no pagamento em dinheiro uma oportunidade de ajudar quem estava ao seu redor. Em troca, bastaria calçar os tênis Weapon durante toda a carreira.

Magic Johnson e Larry Byrd.
Magic Johnson e Larry Byrd, patrocinados pela Converse e calçando o tênis Weapon. Imagem: www.nba.com/lakers/photogallery

Além disso, ele não possuía qualquer familiaridade com o mercado financeiro. Tampouco poderia prever que a Nike se tornaria uma das maiores empresas de material esportivo, com valor de mercado na casa das dezenas de bilhões de dólares hoje.

Até os mais craques aprendem

Magic Johnson não se deixou abalar pela situação. Atualmente com 67 anos, o ex-jogador construiu uma fortuna bilionária graças a uma estratégia de diversificação, que o consolidou como referência em empreendedorismo e investimentos.

Ao longo das últimas décadas, investiu em franquias do Starbucks, cinemas, equipes esportivas, filantropia e no mercado imobiliário, transformando-se em um dos empresários mais bem-sucedidos do esporte.

Ainda assim, isso não significa que a história tenha deixado de incomodá-lo. Segundo o próprio Magic Johnson, entrar hoje em uma loja da Nike é um lembrete do acordo bilionário que deixou escapar.

*Sob supervisão de Ricardo Gozzi.

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