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Toda vez que ouço alguém repetir que no Brasil a taxa de câmbio é flutuante, me lembro da famosa cantada usada por Andy Garcia no filme Coisas Para Fazer em Denver Quando Você Está Morto:
“A maioria das garotas só anda. Você flutua”, ele diz à personagem vivida pela atriz Gabrielle Anwar.
No último mês, a flutuação do real em relação ao dólar rendeu mais sustos do que suspiros. Nas máximas, a moeda norte-americana chegou a flertar com o patamar de R$ 4,20, quando o Banco Central decidiu intervir no mercado com uma venda surpresa de dólares.
A alta recente traz preocupações não apenas para quem fez ou pretende fazer viagens ao exterior (como eu). O maior receio é que esse movimento contamine a inflação, já que uma série de produtos tem custos atrelados ao câmbio.
Quando você é presidente do BC, algumas ferramentas podem ou não estar a sua disposição para conter os impactos do câmbio na inflação. A principal delas é a taxa de juros.
Em 1999, quando o real experimentou sua primeira desvalorização, o BC então comandado por Arminio Fraga chegou a elevar a Selic para 45%(!) ao ano.
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O movimento recente do dólar nem de longe lembra o de duas décadas atrás. Mesmo assim, despertou o risco de que o atual ciclo de queda dos juros no país seja menor e menos duradouro.
Mas o que pensa o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto? Ele esteve hoje em um evento em Brasília e falou sobre o assunto. Quem traduz para você os sinais que ele deu sobre o futuro da taxa de juros nas próximas reuniões do Copom é o Eduardo Campos.
Em muitos países ela é considerada uma arte, mas para o mercado hoje a negociação esteve mais para combustível. A China e os Estados Unidos baixaram um pouco a guarda e anunciaram uma nova rodada de negociações para pôr fim à guerra comercial. Se a bolsa fosse um jogo de Tetris (quem se lembra?), a novidade de hoje seria aquela peça que surge do nada e se encaixa perfeitamente. O Victor Aguiar traz os detalhes do pregão que recolocou o Ibovespa acima dos 102 mil pontos.
Muita gente gosta de se aventurar pelo mercado e assumir grandes riscos em troca da perspectiva de retornos polpudos para a carteira. O mundo das criptomoedas é um típico exemplo de aventura, mas se você não souber trilhar os caminhos certos provavelmente vai perder dinheiro. O Fausto Botelho conta no vídeo de hoje algumas dicas para garimpar boas oportunidades e fugir das ciladas do mercado.
Quem está disposto a se expor mais é o badalado fundo Verde, de Luis Stuhlberger. Na sua carta mensal, a gestora informa que aumentou a aposta em ações brasileiras. Ou seja, o fundo aproveitou a queda em agosto para entrar um pouco mais na bolsa. As questões que mexeram no mercado, como o agravamento da guerra comercial e o resultado nas prévias das eleições na Argentina, seguem no radar do Verde. Mas os gestores acreditam que a perspectiva de melhora da economia brasileira ainda não está devidamente refletida no preço das ações. Saiba mais sobre a estratégia do fundo.
Dentre todos os recuos que Jair Bolsonaro já teve que dar desde que assumiu a Presidência, o de hoje sem dúvida foi o que mais trouxe alívio para a economia. O capitão parece que resolveu ouvir os conselhos de Paulo Guedes e abandonou a perigosa ideia de mexer no teto de gastos. Como já comentei com você, a pauta tinha um grande poder explosivo, mas parece que a força tática do ministro da Economia conseguiu desativá-la a tempo.
A MRV Engenharia quer viver o sonho americano, mas o mercado não gostou. Os papéis da construtora líder no programa Minha Casa Minha Vida despencaram mais de 6% ontem depois que a empresa anunciou um investimento de até US$ 255 milhões (R$ 1 bilhão) nos EUA. Além da incerteza sobre o negócio, o fato de a empresa americana que receberá o aporte ser dos principais acionistas da MRV não pegou bem. Nesta matéria eu conto para você os detalhes do negócio e a recomendação dos analistas que cobrem as ações da empresa.
Um conhecido veterano de guerra do setor financeiro (herói para muitos) está de casa nova. Ainda neste mês, o ex-presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, assume a cadeira de presidente do conselho do Credit Suisse no Brasil. O banco viu no currículo do economista, que já atuou como consultor do FMI e das Nações Unidas, as atribuições para contribuir na análise de oportunidades de investimento e desenvolvimento de novos produtos. Mas há outros planos da instituição suíça.
Este artigo foi publicado primeiramente no "Seu Dinheiro na sua noite", a newsletter diária do Seu Dinheiro. Para receber esse conteúdo no seu e-mail, cadastre-se gratuitamente neste link.
*Colaboração de Fernando Pivetti
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