Algumas verdades sobre o Ibovespa
A verdade é que não há verdade, já dizia Pablo Neruda. Mas eu vou cometer a ousadia de discordar do poeta chileno. Foi do outro lado da Cordilheira, onde passei os últimos nove dias, que acompanhei a formação da tempestade que ameaça desabar sobre os mercados globais. CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE […]

A verdade é que não há verdade, já dizia Pablo Neruda. Mas eu vou cometer a ousadia de discordar do poeta chileno. Foi do outro lado da Cordilheira, onde passei os últimos nove dias, que acompanhei a formação da tempestade que ameaça desabar sobre os mercados globais.
Poesia parece não rimar nada com recessão, a palavra tão temida pelos investidores no mundo todo. Mas é justamente de momentos ruins que os bons artistas costumam tirar seus melhores versos. Nos investimentos acontece o mesmo.
O Ibovespa novamente abaixo dos 100 mil pontos pode representar aquela oportunidade de entrada para quem acredita no potencial da bolsa. Ou então o começo do fim de um ciclo de alta que começou em 2016, quando o principal índice da B3 ainda estava abaixo dos 50 mil. Qual a sua verdade?
Existe de fato um risco nada desprezível de a festa nos mercados terminar se a disputa entre Estados Unidos e China se agravar e a economia global ir para o vinagre.
Mas uma eventual crise internacional vai encontrar o Brasil em uma situação fiscal menos frágil com a aprovação aparentemente encaminhada da reforma da Previdência. Isso sem falar na boa situação das reservas e contas externas.
Caso o país continue por essa trilha, tem boas chances de sair do outro lado ileso ou ainda mais fortalecido. Isso sem contar na possibilidade de o pior cenário para a economia global não se confirmar.
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Até que a visibilidade melhore, contudo, o melhor a fazer é apertar os cintos e contar sempre com um pedaço da carteira protegido das oscilações bruscas de curto prazo. E, claro, acompanhar sempre de perto o sobe e desce das ações para separar o ruído do fundamento. Vale a pena então conferir o relato do Victor Aguiar sobre mais esse dia nada poético nos mercados.
Quem te viu, quem te vê
O cenário financeiro internacional não vai nada bem, mas um mercado em específico está chamando a atenção por sua capacidade de resistir a toda essa pressão que está rolando: o Brasil. Isso mesmo, você não leu errado! Mesmo com a bolsa acumulando perdas nos últimos dias, tem gente grande no mercado apostando boas fichas na nossa economia e dando bons argumentos para esse otimismo. Quem conta essa história é o Eduardo Campos.
Quem te viu, quem te vê (2)
Quem decolou na bolsa hoje foi a JBS. As ações da companhia subiram forte após a divulgação do balanço do segundo trimestre, que para muita gente foi considerado excepcional. Mas quais os motivos para toda essa euforia? O que os analistas viram de tão potencial nos números da empresa? A resposta você confere esta matéria.
Não foi possível completar sua chamada
Se a JBS parece cada dia mais distante dos tempos de “Joesley Day”, a Oi reviveu seus piores momentos depois de divulgar seus resultados trimestrais. Um único número traduz a reação dos investidores: a queda de quase 18% das ações no pregão de hoje da B3. E aí você deve estar se perguntando: seria a hora de pular fora e vender de uma vez os papéis da operadora de telefonia? Saiba qual a recomendação dos analistas do BTG Pactual nesta matéria da Bruna Furlani.
Não é bem assim
Os prazos estabelecidos pelos líderes do Senado para aprovar a reforma da Previdência correm risco de ficarem só no papel. Isso porque uma série de outras pautas estão “furando a fila” e ganhando prioridade nos debates dentro da Casa. A maioria delas versa justamente sobre pacotes de ajuda a Estados e municípios, entes que ficaram de fora da reforma e que foram pontos sensíveis durante a tramitação na Câmara. Entenda como esse jogo de xadrez no Senado pode dificultar o andamento da proposta.
Não faltou ninguém
Para terminar, uma pergunta para você: o que Odebrecht, Ambev, Pão de Açúcar, Banco Safra, Votorantim, BTG Pactual, Itaú e Bradesco têm em comum? Todos os bancos e empresas foram citados na delação do ex-ministro Antonio Palocci. O ex-cacique petista fala em uma "organização criminosa" do partido que supostamente teria atuado por pelo menos 12 anos (2002-2014). Saiba de todos os detalhes e valores envolvidos nesta matéria.
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