Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Victor Aguiar

Victor Aguiar

Jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero e com MBA em Informações Econômico-Financeiras e Mercado de Capitais pelo Instituto Educacional BM&FBovespa. Trabalhou nas principais redações de economia do país, como Bloomberg, Agência Estado/Broadcast e Valor Econômico. Em 2020, foi eleito pela Jornalistas & Cia como um dos 10 profissionais de imprensa mais admirados no segmento de economia, negócios e finanças.

Depois do balanço

Ações da JBS chegam ao nível de R$ 21 pela primeira vez na história

As ações do frigorífico já acumulavam ganhos expressivos no ano, mas a divulgação do balanço trimestral deu ainda mais ânimo ao mercado — e levaram os papéis a um nível inédito

Victor Aguiar
Victor Aguiar
14 de maio de 2019
20:04 - atualizado às 21:08
Logo da JBS na parte externa de um prédio
Papéis da JBS subiram forte e atingiram um nível inédito de preço - Imagem: Divulgação

As ações ON da JBS (JBSS3) lideraram os ganhos do Ibovespa na terça-feira (14), avançando mais de 8%. Os papéis do frigorífico têm o melhor desempenho do índice em 2019 e, com a alta do último pregão, atingiram uma marca histórica: pela primeira vez, chegaram ao nível de R$ 21,00.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ao fim da sessão, os ativos da JBS contabilizavam alta de 8,36%, a R$ 21,39, novo recorde de preço para os papéis. O Ibovespa teve desempenho mais modesto: avançou 0,4%, aos 92.092,44 pontos.

O nível inédito chama ainda mais a atenção ao lembrarmos que, há cerca de dois anos, as ações da JBS entraram em colapso: em maio de 2017, vieram a publico os áudios da delação do empresário Joesley Batista que envolviam diretamente o então presidente Michel Temer.

Pouco antes do "Joesley Day", os papéis do frigorífico oscilavam perto dos R$ 11, mas, nos dias seguintes, chegaram cair ao patamar de R$ 5,00. As ações da empresa só voltariam a superar os R$ 10,00 em janeiro de 2018.

Os ganhos desta terça-feira vieram na esteira dos resultados trimestrais da JBS, divulgados na noite de segunda-feira (13). E, embora os analistas tenham feito algumas ressalvas quanto ao balanço apresentado pelo frigorífico, o tom foi unânime: as perspectivas para a empresa são bastante positivas.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Rali

Desde o início do ano, as ações da JBS acumulam alta de 84,6% — ao fim de 2018, os papéis eram negociados na faixa de R$ 11. O que aconteceu de lá para cá?

Leia Também

Bom, é preciso lembrar que o Ibovespa e a bolsa brasileira como um todo passaram por uma onda de euforia no começo de 2019, em meio à percepção de que a reforma da Previdência seria uma das prioridades do governo Jair Bolsonaro e teria rápido encaminhamento no Congresso.

Esse otimismo "macro" chegou ao ápice em 18 de março, quando o Ibovespa fechou aos 99.993,93 pontos — um ganho acumulado de 13,7% desde o fim de 2018. Na mesma data, JBS ON terminou cotada a R$ 15,55, uma alta de 33,4% na mesma base de comparação.

Mas, desde então, as dificuldades enfrentadas pela reforma no Congresso, a falta de articulação política do governo e o reaquecimento da guerra comercial entre Estados Unidos e China, entre outros fatores, reduziram a força do Ibovespa.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Hoje, o índice encontra-se ao redor dos 92 mil pontos, acumulando ganho de menos de 5% no ano. Então, qual foi o segredo da JBS para ir na contramão do restante do mercado e continuar avançando?

Comportamento das ações ON da JBS (JBSS3) desde o início do ano
Comportamento das ações ON da JBS (JBSS3) desde o início do ano

Negócio da China

Paralelamente às dificuldades enfrentadas pelo governo a partir de março, um novo fator entrou em cena para o setor de frigoríficos: o surto de febre suína na China, que levantou a possibilidade de aumento nas exportações de carne para o gigante asiático.

Embora não seja possível determinar exatamente qual a extensão do problema nos rebanhos chineses, o alto consumo per capita de carne de porco na China dá uma ideia do potencial do mercado chinês para as empresas brasileiras.

De acordo com dados da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), o consumo per capita de carne de porco da China chegava a 30,6 quilos por ano em 2018, o terceiro maior índice do mundo — atrás apenas do Vietnã e da União Europeia.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Assim, as notícias a respeito do surto de febre suína deram forte impulso aos papéis da JBS num momento em que o restante da bolsa patinou. E o balanço trimestral da empresa foi a cereja no bolo.

Consumo per capita de carne de porco em 2018 (em quilos) (Fonte: OCDE)
Consumo per capita de carne de porco em 2018 (em quilos) (Fonte: OCDE) - Imagem: OCDE

E como foi o balanço?

A JBS encerrou o primeiro trimestre deste ano com lucro líquido de R$ 1,092 bilhão, mais que o dobro dos R$ 506,5 milhões registrados no mesmo período do ano passado. É claro que um crescimento dessa magnitude no lucro sempre é bem recebido, mas é preciso prestar atenção a outros dados do balanço.

Em primeiro lugar, a própria JBS reconhece que os números do primeiro trimestre foram ajudados pelo efeito do câmbio sobre as operações no exterior e sobre as exportações.

Em segundo, um efeito positivo de mais de R$ 780 milhões na linha de "imposto de renda e contribuição social" foi fundamental para a expansão do lucro.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Assim, um termômetro melhor para o resultado da JBS é a receita líquida, que somou R$ 44,37 bilhões entre janeiro e março deste ano — um aumento de 11,5% em um ano. Já o Ebitda, ou seja, o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização, avançou 14,4%, para R$ 3,19 bilhões.

Olhos no futuro

Em linhas gerais, os analistas consideraram os resultados da JBS como "neutros", mas destacaram que as perspectivas para o frigorífico continuam promissoras. E nem mesmo a fraqueza mostrada em algumas das divisões da companhia é suficiente para apagar o otimismo.

Em relatório, o BTG Pactual ressalta que as margens de quase todas as divisões da JBS passaram por um leve enfraquecimento. No entanto, o banco diz continuar atento a alguns temas-chave para a empresa daqui para frente, como a relação de troca entre desalavancagem e crescimento, os planos para o IPO nos Estados Unidos e as oportunidades que estão surgindo com o surto de febre suína na China.

"Continuamos a ver uma assimetria na relação entre risco e retorno e reiteramos nossa recomendação de compra, com base na tendência de melhoria nos resultados nos próximos trimestres", diz o BTG.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Para o Itaú BBA, a queima de caixa de R$ 710 milhões registrada no trimestre ficou abaixo do esperado, o que surpreendeu positivamente os analistas. Por outro lado, o banco afirma que o Ebitda do frigorífico frustrou as expectativas.

"Esperamos que a JBS continue a entregar a tendência de desalavancagem vista nos últimos trimestres", diz o Itaú. "Além disso, o recente surto de febre suína na China vai impulsionar a geração de caixa nos próximos trimestres, potencialmente gerando Ebitda de até R$ 21 bilhões em 2020".

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
MUDANÇA À VISTA?

Espaçolaser (ESPA3) pode mudar de controle: fundo avalia saída da empresa após tombo de 95% das ações desde o IPO

12 de maio de 2026 - 9:07

Um dos principais acionistas da empresa, o fundo Magnólia FIP iniciou estudos para deixar o bloco controlador da rede de depilação a laser

SD ENTREVISTA

Depois de ‘digerir um boi’, Pague Menos (PGMN3) aposta pesado na ‘droga do século’; CEO responde o que vem aí

12 de maio de 2026 - 6:01

Em entrevista ao Seu Dinheiro, Jonas Marques afirma que a rede cearense retomou expansão e que os medicamentos GLP-1 são a aposta da vez

RESULTADOS FINANCEIROS

Petrobras (PETR4) lucra R$ 32,6 bilhões no 1T26 e anuncia dividendos de R$ 9,03 bilhões em meio à alta do petróleo; confira os números da estatal

11 de maio de 2026 - 20:11

O consenso de mercado compilado pela Bloomberg apontava para lucro líquido de R$ 30,684 bilhões no período; já as estimativas de proventos eram de R$ 2,4 bilhões

EFEITO CASA BRANCA

Minerva (BEEF3) lidera altas do Ibovespa. O que Donald Trump tem a ver com isso?

11 de maio de 2026 - 18:41

Medidas estudadas pela Casa Branca para ampliar importações de carne bovina deram fôlego às ações da companhia e movimentaram o setor frigorífico

A JANELA REABRIU?

IPOs vão voltar com tudo? BTG vê efeito dominó após 1ª oferta na B3 em 5 anos — e CFO diz: “quando uma vem, puxa outras”

11 de maio de 2026 - 17:27

Para Renato Cohn, primeira abertura de capital desde 2021 pode destravar o mercado brasileiro — e banco vê apetite mesmo com juros altos e tensão global

GIGANTE DO MINÉRIO

Na contramão do Ibovespa: Vale (VALE3) sobe quase 3% na bolsa. O que está por trás da alta da mineradora?

11 de maio de 2026 - 15:39

Ações da mineradora avançam mesmo com o mau humor dominando a bolsa brasileira nesta segunda-feira (11)

REAÇÃO AO BALANÇO

BTG Pactual (BPAC11) entrega resultado “difícil de criticar”, mas ações caem na B3. O que explica a queda?

11 de maio de 2026 - 14:26

Lucro acima do esperado não impede queda das units do banco neste pregão; confira o que dizem os analistas sobre o resultado

PROVENTOS EM ALTA VOLTAGEM

CPFL Energia (CPFE3) detalha pagamento de R$ 1,3 bilhão em dividendos; veja quem tem direito

11 de maio de 2026 - 14:21

Primeira parcela faz parte do pacote de R$ 4,3 bilhões aprovado pela elétrica para remunerar acionistas em 2026

A META FICOU MAIS DIFÍCIL

Banco Inter reage à queda das ações na bolsa com nova aposta: a “Regra dos 50” para crescer — e lucrar mais — até 2029

11 de maio de 2026 - 12:16

Nova estratégia combina crescimento acelerado com ROE em alta, e coloca o banco em um novo patamar de cobrança; veja os detalhes

OPERAÇÃO ÍCARO

Fast Shop bate recorde: empresa leva multa de R$ 1 bilhão por fraude em imposto e propina paga a auditor

11 de maio de 2026 - 11:28

Além da Fast Shop, o Ministério Público identificou mais empresas que foram beneficiadas pelo esquema, incluindo a Ultrafarma

BALANÇO

Telefônica Brasil (VIVT3): lucro salta quase 20% no 1T26, e dona da Vivo entrega seu melhor 1º trimestre em dois anos. O que está por trás da expansão?

11 de maio de 2026 - 9:12

Com crescimento equilibrado entre móvel, fibra e digital, Telefônica Brasil entrega lucro de R$ 1,2 bilhão no 1T26; veja os destaques do resultado

RESULTADO

BTG Pactual (BPAC11) supera expectativa com lucro recorde e ROE de 26,6% no 1T26. O que está por trás de mais um balanço forte?

11 de maio de 2026 - 7:33

O balanço do BTG trouxe lucro em expansão e rentabilidade em alta; confira os principais números do trimestre

PRÉVIA DOS RESULTADOS

Com petróleo na casa dos US$ 100, analistas calculam se Petrobras (PETR4) vai ou não vai liberar dividendos do 1T26

11 de maio de 2026 - 6:02

Mercado espera crescimento da receita, Ebitda bilionário e mais uma rodada de proventos para os acionistas da estatal; confira as projeções

TROCAS DE PESO

Dança das cadeiras na bolsa: semana tem troca de CEOs em série e agita empresas da B3

9 de maio de 2026 - 16:58

A semana teve mudanças relevantes em Axia Energia (AXIA3), Tenda (TEND3) e Cemig (CMIG4)

VELHO CONHECIDO

Santander (SANB11) bate o martelo: conselho aprova por unanimidade a eleição de Gilson Finkelzstain como CEO

8 de maio de 2026 - 20:05

Ex-presidente da B3 e ex-diretor do Santander, Gilson Finkelzstain foi escolhido em março para substituir Mario Leão no comando do banco no Brasil

CHEGOU A HORA DE VENDER?

O que a pior semana da Petrobras (PETR4) em mais de dois anos diz sobre as ações como investimento

8 de maio de 2026 - 19:45

Nesta sexta-feira (8), as ações da estatal completaram cinco sessões de quedas consecutivas, acompanhando a forte desvalorização do Brent na semana

HORA DE COMPRAR?

Caixa Seguridade (CXSE3): depois do anúncio de R$ 1 bilhão em dividendos, analistas calculam retorno e dão veredito

8 de maio de 2026 - 19:19

Lucro cresceu 13,2% no primeiro trimestre, e bancos seguem vendo espaço para avanço dos dividendos

SD ENTREVISTA

“Foi bom, mas poderia ter sido melhor”: o recado do diretor do BR Partners (BRBI11) sobre o 1T26; ações caem na B3

8 de maio de 2026 - 16:01

Com receita mais diversificada e aposta em Wealth, banco tenta reduzir volatilidade enquanto espera queda dos juros, afirma Vinicius Carmona ao Seu Dinheiro

TROCA NO ALTO ESCALÃO

Cemig (CMIG4) anuncia novo CEO e lucra R$ 979 milhões no 1T26, queda anual de 6%; conheça a empresa de energia criada por JK

8 de maio de 2026 - 11:31

De acordo com a empresa, a gestão de Reynaldo Passanezi Filho, que deixa o cargo, foi marcada por um ciclo de crescimento da companhia, avanços em eficiência operacional e investimentos em níveis recordes

E FORA 'DO STORIES' TU ESTÁ BEM?

O preço do sucesso da Cimed: enquanto bomba nas redes, empresa sofreu ‘no off’. E agora?

8 de maio de 2026 - 6:45

Fenômeno com a Carmed e cada vez mais pop nas redes, a farmacêutica viu margens pressionadas, estoques travados e queima de caixa em 2025. Agora, tenta equilibrar crescimento acelerado com disciplina financeira

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar
Jul.ia
Jul.ia
Jul.ia

Olá, Eu sou a Jul.ia, Posso te ajudar com seu IR 2026?

FAÇA SUA PERGUNTA
Dúvidas sobre IR 2026?
FAÇA SUA PERGUNTA
Jul.ia
Jul.ia