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Vinícius Pinheiro
O melhor do Seu Dinheiro
Vinícius Pinheiro
2019-02-06T19:35:49-02:00
Seu Dinheiro na sua noite

A Odisseia do Ibovespa ainda não acabou

Bolsa despencou quase 4% em dia de ruídos com relação à reforma da Previdência e de uma nova condenação de Lula

6 de fevereiro de 2019
19:59 - atualizado às 19:35
Selo O Melhor do Seu Dinheiro; investimentos
Imagem: Montagem Andrei Morais / Shutterstock

Se Homero vivesse nos dias de hoje e trabalhasse na região da Faria Lima, poderia compor uma nova Odisseia com a trajetória do Ibovespa.

Com alguma imaginação é possível traçar um paralelo entre os versos imortais do poeta grego e os altos e baixos do principal índice da bolsa brasileira na última década.

Na história, acompanhamos a saga de Odisseu (ou Ulisses, na versão romana) para voltar à terra natal dez anos depois do fim da guerra de Troia, retratada por Homero na Ilíada.

Para chegar a Ítaca, o protagonista da Odisseia precisou passar por uma série de provações, como escapar da ilha da ninfa Calipso, furar o olho de um Ciclope e ser amarrado ao mastro do próprio barco para ouvir o canto das sereias sem se deixar levar.

O canto das sereias também ameaçou o Ibovespa em vários momentos nos últimos anos. Basta lembrar das incertezas vividas durante o período eleitoral, na greve dos caminhoneiros e no fatídico “Joesley day”.

Passadas as intempéries, tudo parecia resolvido, ou pelo menos muito bem encaminhado neste início de ano, quando a bolsa renovou sucessivos recordes e a euforia tomou conta do mercado. Só que, como mostra a história de Homero, não basta chegar em casa, é preciso colocá-la em ordem.

Hoje a bolsa sofreu um revés e tanto com a percepção dos investidores de que o caminho para a aprovação da reforma da Previdência pode se tornar uma odisseia dentro da odisseia. O Ibovespa encerrou o dia em queda de 3,74% e abaixo dos 95 mil pontos.

Isso sem falar na Vale, que se enrola cada vez mais conforme surgem novas notícias sobre a tragédia em Brumadinho e o cancelamento da operação de outras barragens. Na nossa cobertura de mercados você encontra detalhes dessas e de outras odisseias que movimentaram a bolsa.

Cuidado com o boleto

A Gafisa se enfiou em mais uma nova polêmica, mais uma desde que a gestora GWI, do investidor coreano Mu Hak You, assumiu o controle da empresa. A incorporadora é acusada de receber créditos imobiliários de contratos que a companhia já havia vendido a outro credor - no caso, a Polo Capital. A Gafisa teria enviado boletos de pagamentos aos clientes pedindo que eles depositassem os recursos numa conta da própria Gafisa, em vez de direcioná-los para uma conta da Polo. Entenda o caso que deve abalar ainda mais a credibilidade da incorporadora.

Sereno e perseverante

O Copom anunciou há pouco a decisão de manter a taxa básica de juros na mínima histórica de 6,5% ao ano - nada que tenha surpreendido o mercado. No comunicado, um comentário “poético”: os diretores do BC disseram que “cautela”, “serenidade” e “perseverança” são as máximas para manter a inflação na rédea curta. Fica a dica para Roberto Campos Neto, que assumirá o comando do BC na gestão Bolsonaro.

Do coletivo para o individual

Na tão aguardada proposta de reforma da Previdência, o governo Jair Bolsonaro deve adotar o regime de capitalização. Mas você sabe o que isso significa? Não se preocupe, a Julia Wiltgen te explica em vídeo as diferenças entre o sistema atual e o de capitalização e como ele pode afetar na sua aposentadoria. Aproveite e curta também o nosso canal no Youtube.

Mais 12 anos

O ex-presidente Lula sofreu uma nova derrota na Justiça de Curitiba, dessa vez no caso do sítio de Atibaia. A juíza Gabriela Hardt, substituta de Sergio Moro dos processos da Lava Jato, condenou o ex-presidente a mais 12 anos e 11 meses de prisão por ter recebido propina durante as reformas da casa que fica no sítio. Com isso, Lula passa a ser condenado em dois dos três processos que correm contra ele na Lava Jato do Paraná.

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