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Na cena mais famosa do filme coreano Old Boy (disponível na Netflix), o protagonista precisa lutar sozinho contra 25 oponentes em um corredor estreito, contando apenas com um martelo como arma.
A passagem do filme me veio à mente enquanto assistia ao embate solitário de Paulo Guedes ontem na CCJ da Câmara contra os deputados da oposição. O ministro se saiu muito bem e não fugiu da luta quando provocado.
O problema é que o episódio de ontem deixou claro que a batalha da reforma da Previdência não será vencida apenas no discurso técnico. Essa é, antes de mais nada, uma agenda política, que pede a participação ativa do presidente da República.
Depois de um começo bem vacilante, Bolsonaro declarou que enfim vai “jogar pesado” na Previdência. Ainda não sabemos o que a expressão quer dizer, mas a reunião de hoje com os presidentes dos partidos do centrão mais o PSDB já foi um gesto positivo.
Só que essa batalha não se vence em apenas um round, e vai exigir uma articulação permanente até o dia da votação no plenário. Afinal, o governo precisa de 308 dos aproximadamente 380 “votos úteis” para aprovar a Previdência, descontando os 130 representantes da oposição.
O Eduardo Campos faz uma análise do encontro de hoje de Bolsonaro com os representantes dos partidos e também da reação (ainda vacilante) do presidente.
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Cumprindo com o prometido ao deixar Israel, o presidente Jair Bolsonaro deu início ao que deve ser uma rodada de conversas com líderes partidários para afinar a sua relação com o Congresso e conseguir apoio à sua agenda de reformas.
O gesto é importante, mas a ida do presidente ao “Twitter” para explicar algo que deveria ser corriqueiro é sintoma de que Bolsonaro... (leia mais)
...a bolsa sobe. Parece algo trivial, mas o que tem faltado para o governo brasileiro desde a posse de Bolsonaro é a figura do presidente ativo e articulador. Depois do susto ontem com o isolamento de Paulo Guedes na defesa da Previdência, hoje a bolsa deu mais um recado, desta vez positivo: com Bolsonaro liderando as conversas em Brasília, a coisa anda e o Ibovespa sobe. O Victor Aguiar conta a reação dos investidores aos avanços da articulação em Brasília.
Ainda falando em Previdência, o relator do projeto na CCJ da Câmara está com gás total para conseguir passar o projeto dentro da comissão. Marcelo Freitas concedeu uma entrevista hoje à tarde lá na Câmara e trouxe detalhes dos próximos passos da reforma. Ele reafirmou que vai apresentar seu parecer no dia 9, mas deixou no ar a possibilidade de adiantar a votação do relatório dentro da comissão.
Desde o fim do ano passado eu tenho visto muita gente soltando alertas catastróficos sobre a economia mundial nos próximos anos. De fato, vivemos um longo ciclo de relativa calma (pelo menos lá fora) nos mercados, mas se vamos de fato entrar em uma recessão ainda é cedo para cravar. Por ora eu trago a reflexão do presidente do maior banco dos Estados Unidos, o JPMorgan. Jamie Dimon acredita que nós já tivemos uma prévia da tempestade que pode desabar em uma próxima crise. Nesta matéria você confere tudo o que o executivo pensa (incluindo sobre o Brasil).
Jeff Bezos e MacKenzie Bezos enfim terminaram o seu processo de separação. E para os acionistas da Amazon que estavam preocupados com as consequências desse divórcio, eu trago um alívio: o acordo entre o ex-casal foi amigável e trouxe uma situação favorável para os negócio da empresa de comércio eletrônico. Curioso para saber com quantos bilhões cada um ficou? Então dá uma passada lá no Seu Dinheiro.
Nesse universo do mercado financeiro, você já deve ter ouvido falar do tal “efeito manada”. Quando um ativo ou um fundo está bombando por aí, os investidores correm para comprar, achando que fizeram o melhor negócio da vida. Mas ao primeiro sinal de perdas essa mesma galera foge em disparada. Será que esse é o jeito certo de aproveitar o melhor o seu dinheiro? Para a Luciana Seabra, definitivamente não. Nesta coluna, ela explica como se comportar no vai e vem das marés dos investimentos. Leitura imperdível!
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