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Balanço

Santander supera expectativas (de novo) com lucro de R$ 3,485 bilhões no 1º trimestre, alta de 21,9%

Rentabilidade do Santander subiu dois pontos percentuais na comparação com o primeiro trimestre do ano passado e atingiu 21,1%, suficiente para manter a unidade brasileira do banco espanhol por mais um trimestre à frente do Bradesco

estágio no Santander
Imagem: Shutterstock

Entra trimestre e sai trimestre e o Santander Brasil mantém a rotina de entregar resultados acima do esperado. No primeiro trimestre, a unidade do banco espanhol no país registrou lucro líquido gerencial R$ 3,485 bilhões, o que representa um avanço de 21,9% em relação ao mesmo período de 2018.

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As projeções dos analistas apontavam para um resultado de R$ 3,261 bilhões nos três primeiros meses deste ano, de acordo com a Bloomberg.

Com a alta no lucro, a rentabilidade do Santander subiu dois pontos percentuais na comparação com o primeiro trimestre do ano passado e atingiu 21,1%. Em outras palavras, o patrimônio do banco foi remunerado a uma taxa mais de três vezes superior ao juro básico da economia, atualmente em 6,5% ao ano.

O retorno também foi mais do que suficiente para manter o banco por mais um trimestre à frente do Bradesco, que veio firme para disputa com uma rentabilidade de 20,5% nos três primeiros meses deste ano.

Entre os três grandes bancos privados, falta apenas o Itaú Unibanco, o maior e mais rentável, divulgar os números do primeiro trimestre. A publicação do balanço está prevista para esta quinta-feira.

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Maior do grupo

Além da comparação com os pares privados, o lucro do Santander Brasil também fez bonito na comparação com as outras unidades do banco espanhol.

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A unidade brasileira ganhou uma importância ainda maior dentro do Grupo Santander e respondeu sozinho por 29% do lucro do grupo. O Brasil já era a filial que mais contribuía para os resultados, mas conseguiu ampliar a participação, que foi de 26% em 2018.

Não por acaso, o presidente do Santander Brasil, Sérgio Rial, recentemente ganhou mais poderes dentro do grupo e passou a chefiar também as operações do banco no Chile, Argentina, Uruguai e na região andina.

Crédito cresceu, mas...

De volta ao balanço, o Santander Brasil encerrou março com uma carteira de crédito de R$ 310,714 bilhões. Trata-se de um crescimento de 1,8% no trimestre e de 10,8% em 12 meses.

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Apesar da boa expansão, foi um desempenho abaixo do registrado pelo Bradesco, que aumentou a carteira de crédito em 12,7% na comparação com março do ano passado.

O mercado acompanha de perto esses números porque o avanço do Santander ocorreu enquanto os principais concorrentes pisaram no freio do crédito. Ou seja, a prova de fogo para o banco vem agora que Itaú e Bradesco decidiram voltar para o jogo.

A margem financeira do banco, que inclui as receitas com crédito e o resultado da tesouraria, atingiu R$ 10,758 bilhões, uma alta de 5,9% em relação ao primeiro trimestre do ano passado.

Calotes e provisões

O índice de inadimplência acima de 90 dias na carteira do Santander encerrou março em 3,1%, uma alta de 0,2 ponto percentual no trimestre, mas estável na comparação com março de 2018.

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Apesar da alta no índice de calotes no trimestre, as despesas do banco com provisões para perdas no crédito recuaram 13,1% no trimestre e 2,1% em 12 meses, para R$ 2,596 bilhões.

Tarifas e despesas

Ao contrário do Bradesco, o Santander conseguiu manter um forte avanço nas receitas com tarifas. Elas aumentaram 9,5% na comparação com os três primeiros meses do ano passado e somaram R$ 4,529 bilhões.

Só que as despesas também cresceram acima da inflação no período e atingiram R$ 5,102 bilhões, alta de 6,2%.

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