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Presidente da Câmara diz ser contra se favorecer os policiais pelo simbolismo de se tirar um grupo do desforço que milhões de brasileiros estão fazendo
O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ) disse há pouco que tem que entender qual é proposta da qual o presidente Jair Bolsonaro diz que alguns equívocos da proposta de reforma da Previdência, aprovada ontem na Comissão Especial, poderão ser corrigidos em plenário. O presidente chegou a mencionar falta de sensibilidade do parlamento em relação aos policiais.
"Tenho que entender qual é a proposta de que ele está falando. Acho que todos precisam contribuir com a reforma da Previdência. Todos os brasileiros estão colaborando", disse Maia em entrevista que concedeu a jornalistas antes de entrar para plenária de evento da XP Investimentos, em São Paulo.
Maia diz ser contra se favorecer os policiais, o que ele chama de parte pequena dos brasileiros, não pelo valor que será perdido se os policiais federais ficarem de fora, mas pelo simbolismo de se tirar um grupo do desforço que milhões de brasileiros estão fazendo.
"Setenta milhões de segurados, trinta milhões de aposentados, mais um milhão de aposentados no regime próprio. Se a gente tira uma parte, mesmo que não seja grande, dá sinalização para os outros que não é, de fato, o discurso que se fez desde o início por parte do governo que era uma reforma igual para todos", disse.
Maia fez questão de ressaltar que não está fazendo uma crítica à fala de Bolsonaro, mas ponderou que há que se tomar cuidado. "O que sei é que o Parlamento está sempre aberto para dialogar, para construir soluções, mas as soluções podem existir, como nós tentamos com a polícia, com uma regra de transição parecida com a do Regime Próprio, dos servidores públicos."
Para Maia, o esforço de todos, inclusive policiais e seus representantes, deve ser a solução igual aos outros dois modelos, "para que não pareça que alguém tem uma transição melhor que o outro".
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Maia teme que mais que gerar uma sinalização negativa para a sociedade, a retirada dos policiais da reforma pode gerar um efeito dominó, onde cai a primeira peça todas as outras caem ao longo da votação dos destaques na terça-feira ou quarta-feira.
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