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fala governador

Privatização da Cemig e outras estatais ocorrerá no momento oportuno, diz governador de MG

Zema tratou ainda da situação fiscal do Estado, que classificou como “grave”; para ele, MG é “viável” desde que faça adesão ao regime de recuperação fiscal

25 de outubro de 2019
17:15 - atualizado às 17:12
Governador de MG, Romeu Zema
Romeu Zema, governador de Minas Gerais. - Imagem: Raul Junior/BTG

O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (NOVO), disse, em entrevista à Globonews, que o governo estadual estuda ainda a privatização das outras estatais sob gestão do Estado.

Entre elas, ele citou a Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), a Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) e a Companhia de Gás de Minas Gerais (Gasmig).

"Já encaminhamos à Assembleia Legislativa de Minas Gerais a solicitação de privatização da Codemig. No momento oportuno, encaminharemos as demais", afirmou o governador.

Zema tratou ainda da situação fiscal do Estado, que classificou como "grave". "Minas é viável, sim, desde que faça adesão ao regime de recuperação fiscal (RRF)", afirmou o governador. "Se Minas não entrar em regime de recuperação fiscal, a situação vai se deteriorar como aconteceu no Rio de Janeiro, em que o funcionalismo público levava caneta para trabalhar e papel higiênico".

Segundo Zema, o pedido já foi enviado para a Assembleia Legislativa do Estado e aguarda apreciação dos deputados. Sobre a possível demora para aprovação, Zema afirmou que "não há plano B". "Mesmo que a economia do Brasil e de Minas apresente desempenho acima do esperado, a arrecadação não vai corresponder ao esperado".

Outra prioridade pontuada pelo chefe do Executivo mineiro foi a reforma da Previdência para os servidores públicos do Estado. Ainda segundo ele, o governo tem uma proposta pronta caso não seja aprovada a PEC paralela, que inclui Estados e municípios na Previdência.

Outra prioridade do governador é a retomada da atividade mineradora do Estado compatível com a implementação de medidas mais rígidas em relação às empresas que atuam no setor do estado. Uma das propostas é que as empresas façam mineração à seco para reduzir os riscos de desmoronamento de barragens.

"Países como o Chile, Canadá e Austrália têm operações intensas de mineração como Minas e já existe tecnologia que propicia esta segurança, com risco próximo a zero. Quero ser o último governador de Minas a enfrentar este tipo de tragédia".

De acordo com Zema, o que aconteceu em Brumadinho foi uma "tragédia de engenharia". "Eu e meu governo não estamos satisfeitos com as reparações da Vale. O Estado sofreu muito com as atividades econômicas de mineração, o Ministério Público está apurando os fatos e analisando uma indenização para o Estado", comentou.

*Com Estadão Conteúdo 

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