2019-04-12T14:31:02-03:00
olho nas reformas

Previdência mais simples ajudaria outras reformas, dizem economistas da FGV

Especialistas do Ibre/FGV falaram durante o seminário promovido em parceria com o jornal O Estado de S. Paulo, no Rio de Janeiro

12 de abril de 2019
14:31

O governo do presidente da República, Jair Bolsonaro, deveria se empenhar em aprovar uma versão mais simples da reforma da Previdência — como aquela proposta pelo ex-presidente Michel Temer (MDB).

É o que dizem os economistas do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV). Para eles, a atitude ajudaria a destravar demais reformas.

"Será que não seria mais fácil ser menos ambicioso e votar a reforma do governo Temer e virar a página e dar prosseguimento às outras reformas", disse a coordenadora do Boletim Macro, Silvia Matos.

Ela falou durante o seminário promovido em parceria com o jornal O Estado de S. Paulo, no Rio de Janeiro, nesta sexta-feira, 12, para analisar os 100 primeiros dias do governo.

Matos mostrou-se preocupada com a busca por uma reforma muito completa, mais complexa, que sofra mais resistência e necessite de mais tempo e articulação para que seja enfim aprovada. "Enquanto isso, paira certa incerteza, prejudica investimentos e tomada de decisão", lembrou.

Para o pesquisador Bruno Ottoni, há o risco de que a prorrogação dos debates sobre o tema faça com que o projeto fique desidratado. "Houve queda da expectativa de crescimento (da atividade econômica) para esse ano, isso tem atraído muita atenção pública e tem diminuído espaço para articulação da aprovação dessa reforma", ressaltou.

O pesquisador Manoel Pires, disse que o governo Bolsonaro erra ao focar na economia perseguida de R$ 1 trilhão para os cofres públicos — que o ministro da economia Paulo Guedes defende que virá com a reforma —, em vez de abordar a necessidade de uma reformulação da previdência para manter a sustentabilidade do bem-estar da população.

"Não tenho dúvida que teria muito mais apoio popular se tivesse sido feita em outra configuração", defendeu Pires, do Ibre/FGV. Ele acredita que a sociedade esteja muito favorável à reforma, mas criticou a proposta do governo Bolsonaro para as mudanças na previdência dos militares.

*Com Estadão Conteúdo

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