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As importações da China caíram 7,3% na comparação anual de junho contabilizada em dólares, muito mais que a projeção de redução em 3,8%

O superávit comercial da China se expandiu acentuadamente de US$ 41,65 bilhões em maio para US$ 50,98 bilhões, informou nesta sexta-feira a Administração Geral Alfandegária do país, muito além da previsão de virtual estabilidade em US$ 42 bilhões feita por analistas consultados pelo Wall Street Journal.
As importações da China caíram 7,3% na comparação anual de junho contabilizada em dólares, muito mais que a projeção de redução em 3,8%, mas desacelerando em relação à baixa anual de 8,5% em maio.
Já as exportações chinesas cederam 1,3% anualmente no mês passado, após terem crescido 1,1% em maio. A expectativa para junho era de recuo de 2,0%.
Contabilizadas em yuans, as exportações chinesas cresceram 6,1% anualmente em junho, desacelerando da alta de 7,7% em maio, enquanto as importações desceram 0,4% no mês passado em relação a junho de 2018, menos que a queda de 2,5% em maio.
Olhando apenas para a balança com os Estados Unidos, o superávit comercial da China passou de US$ 26,90 bilhões em maio para US$ 29,92 bilhões em junho, uma alta de 11,2%.
Já no período dos seis primeiros meses do ano, o saldo na balança entre as duas maiores economias ficou positiva para os chineses em 140,5 bilhões.
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A aceleração em junho em relação ao mês anterior foi registrada mesmo com o aumento pelos EUA de 10% para 25% da alíquota das tarifas sobre US$ 200 bilhões em bens importados chineses e, como retaliação, da entrada em vigor por imposição de Pequim de cobranças adicionais de 25% sobre US$ 60 bilhões em importações americanas.
Na comparação anual de junho, contudo, os dados da China mostram uma contração de 8,1% das exportações para os EUA e de 29,9% das importações de bens americanos.
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