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Deputado federal pelo PT de Minas Gerais, homônimo do ministro da Economia do governo Bolsonaro diz que, se chefiasse a pasta, faria ‘tudo ao contrário’ das políticas do xará
Paulo Guedes foi bombardeado com comentários negativos e até xingamentos nas redes sociais quando o então candidato a presidência da República, Jair Bolsonaro, revelou que indicaria seu nome para comandar a economia caso fosse eleito.
Mas quem sofreu com as reações negativas não foi o Paulo Guedes você está pensando, e sim um político mineiro que, além do nome, não tem praticamente nada em comum com o empresário carioca e economista com doutorado pela Universidade de Chicago.
Então candidato a deputado federal por Minas Gerais pelo PT, partido de espectro ideológico oposto ao de Bolsonaro, o Paulo Guedes em questão viu suas intenções de votos caírem a partir da declaração dada pelo futuro presidente em entrevista ao Jornal Nacional.
"Eu seria o mais votado na minha área [de atuação], mas acabei ficando em quarto lugar", lamentou o deputado, em uma entrevista pelo telefone. Apesar do mal-entendido, o petista conseguiu uma vaga para seu primeiro mandato na Câmara.
Um oceano de ideias separa o Paulo Guedes ministro do homônimo, um político com 29 anos de carreira forjada no semiárido mineiro. Um resumo de como eles estão em polos opostos é a opinião do Guedes petista sobre a reforma da Previdência e o governo.
"Faria tudo ao contrário."
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O deputado entrou para a política pelo movimento estudantil e, aos 20 anos, foi eleito para o primeiro mandato de vereador por Manga (MG), cidade em que foi criado. Na mesma época, no início da década de 1990, o Guedes ministro atuava no mercado financeiro como economista-chefe da Pactual DTVM (depois transformado em Banco Pactual).
Guedes (o parlamentar) está muito mais próximo do discurso majoritário do PT, aquele ligado a Lula (que ele também elogia): não apenas se opõe à reforma proposta pelo governo como se posiciona contra todas as medidas tomadas pelo Planalto até agora.
"Eles não propuseram nada de novo em cinco meses. Só estão desmontando tudo", diz.
Leia a seguir os principais trechos da minha entrevista com o "Paulo Guedes do PT", ou "Paulo Guedes do bem", como ele passou a ser chamado por colegas na tentativa de diferenciá-lo do ministro:
Foi na campanha eleitoral. Eu estou no sétimo mandato [três vezes vereador, três deputado estadual e agora federal] e meu nome sempre foi Paulo Guedes. Faltando 30 dias para as eleições, Bolsonaro foi ao Jornal Nacional e anunciou o Guedes. Não explicou quem era. Então eu vi um bombardeio nas redes sociais. As pessoas querendo saber sobre a minha vida. No dia seguinte, quando fui fazer panfletagem em um mercado, uma senhora quase me bateu com uma sombrinha, me chamando de traidor. 'Você está traindo o Lula'. Paulo Guedes me prejudicou demais. Eu era cotado para ser o deputado mais votado do Estado nas pesquisas que saiam. Mas devo ter perdido uns 70 mil votos por causa disso.
Minha região é muito grande [a área do semiárido mineiro, região rural]. Essas informações a gente não teve tempo de combater. Eu sou de uma região que é divisa com Bahia, uma área onde o PT é muito forte. Sou a principal referência do partido naquela região inteira. Até hoje as pessoas confundem.
Nas reuniões do PT na região, o assunto é xingar o Paulo Guedes, e eu estou lá. É um negócio que não me acostumei.
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Mas quem já me conhece me chama agora de "Paulo Guedes do bem". Eu faço em torno de dez palestras por semana no meu Estado, falando contra a reforma da Previdência. Viajo muito ao interior para justamente contrapor o projeto do governo.
Eu penso totalmente o contrário do outro. O Paulo Guedes conhece muito o Brasil da Avenida Paulista, do eixo Rio-São Paulo, e talvez Nova York. Mas ele não conhece nada de Brasil. Tem que tirar a bunda da cadeira. Tem que entender que o Brasil é muito mais do que esse eixo do mercado financeiro. Você não vai ter crescimento econômico com todas essas medidas restritivas. Então todo o pacote dele eu condeno. Eles estão enganados, como se enganaram com a reforma trabalhista. O Lula assumiu o governo num momento muito difícil como esse. A economia estava parada, desemprego, o Brasil pendurado no FMI... Ele conseguiu sair deixando quase US$ 400 bilhões de reservas. Ele economizou um trilhão sem tomar emprego de ninguém, sem tirar direito de ninguém, sem cortar nada de ninguém. Ele fez o dinheiro circular. O Paulo Guedes está fazendo tudo ao contrário. Está tirando dinheiro da mão do povo. Ele está contaminando a economia e indo totalmente na contramão da história.
Faria tudo ao contrário. Ampliaria distribuição de renda e oportunidades. Não tem crescimento sem consumo. Com essas medidas, as pessoas só estão se afundado. A política neoliberal empobrece o País. Isso é claro. Quatro anos atrás o presidente na Argentina venceu com esse discurso e o país está afundado. O Lula não cursou nenhuma universidade, mas ele conhece de economia popular. Nós estamos há cinco meses com esse governo e só teve corte de programa. O governo não começou até hoje. Quando o Lula assumiu, em cinco meses ele estava lançando o Luz Para Todos, que levou energia para 20 milhões de pessoas. Quem recebeu energia em casa, comprou televisão, comprou chuveiro, ferro de passar... Aquilo foi aquecendo a economia. Aí vieram programas como o Minha Casa Minha Vida, por exemplo. O que não está acontecendo nesse governo. Eu não vejo nenhum futuro para o Paulo Guedes com essa política econômica.
Acho que poderia ter algum tipo de reforma, mas não essa que é divulgada de uma forma mentirosa e diz que vai tirar privilégios. Por exemplo, quando você aumenta a idade para aposentar e o tempo de contribuição, você ataca principalmente o trabalhador informal. O pedreiro ou uma pessoa num comércio como vai juntar 40 anos de contribuição? O trabalhador rural não vai se aposentar nunca porque vai ter de ter no mínimo 20 anos de contribuição, mas ele só trabalha em safra. O trabalhador rural quando passa os 45 anos de idade, essas empresas não contratam mais. Acho que a reforma poderia ser pensada mais pelo setor público, visando grandes salários, como os do Judiciário, por exemplo. Mas acho que esse projeto, como está hoje, visa acabar com a Previdência, copiando um modelo do Chile, mas de forma muito grosseira.
É quase que unanimidade: o povo é contra. Na minha região, que representa 44% do território do Estado e é a parte mais pobre do Estado, até quem defendia não apoia mais. Você pega muitas dessas áreas e a aposentadoria rural representa três vezes a principal receita do município. Aí o pessoal começa a fazer a conta: se esse povo não vai mais se aposentar, não vai ter quem tenha renda para consumir e meu comércio vai fechar.
Acho que o que levou a essa situação foi um conjunto de fatores. Faltou um pouco de diálogo no segundo governo Dilma com o Congresso. Influenciou também o fato de o Aécio Neves não ter aceitado aquela derrota. A Dilma não governou no segundo mandato. Se você pegar o primeiro mandato dela, foi excelente. Posso até falar que foi melhor que o Lula em vários aspectos. Os índices de aprovação eram melhores que o do presidente. Aí veio o golpe, que destruiu tudo isso.
Acho que a derrubada da presidente teve influência nisso. E o mercado articulou para derrubar o governo, com o grande apoio que eles tinham do Congresso. Na minha avaliação, o segundo governo Dilma não existiu. Ela ficou dois anos paralisada. E o governo Bolsonaro ainda não começou.
Há uma diferença muito grande, porque o Congresso não está sabotando o governo Bolsonaro. O governo por si só se destrói. Bolsonaro bate cabeça porque não teve nenhum preparo para ser presidente da República. É claro que aprovação cair é normal. Por exemplo, qual foi o principal motivo para tirar o PT? Corrupção na Petrobras. Eles, que tiraram a Dilma, acabaram com a corrupção? O que eles fizeram foi dobrar o preço do combustível, dobrar o gás de cozinha. Quer dizer, a população está sentindo que foi enganada.
Você pega uma empresa como a Petrobras e vê: todos os diretores presos eram de carreira ou de partidos. Não tem um ex-diretor da empresa filiado ao PT que está preso ou condenado. Ou seja, nós pagamos o pato por ser o partido que governava. Mas se houve corrupção, foi nesse meio do centrão. No PT pode ter tido alguma coisa aqui ou acolá, mas você não pode generalizar. Acho que se houve corrupção, que investigue. Sou a favor. O PT foi quem mais investiu na independência dos órgãos, da Polícia Federal... Se hoje tem Lava Jato, é porque o PT deu condições. E hoje já estão cortando isso.
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