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Líder do governo no Congresso afirmou que se a votação ficar para o dia 1º de julho não estragará o cronograma previsto para a tramitação da proposta
A líder do governo no Congresso, Joice Hasselmann (PSL-PR), afirmou nesta quarta-feira, 26, que, se a votação do relatório da reforma da Previdência na Comissão Especial ficar para a próxima segunda-feira, 1º de julho, isso não estragará o cronograma previsto para a tramitação da proposta. Mas a deputada ressaltou que o ideal é votá-lo até quinta-feira, 27.
"É possível votar entre hoje e amanhã, tudo depende dos acordos. Mas não vai estragar nosso calendário se tiver que ficar para segunda. Todo mundo já sabe o que está lá, o Brasil precisa da reforma. Então, para que deixar mais um fim de semana no meio do caminho para a aprovação?", disse ela.
Joice Hasselmann cobrou também maior envolvimento dos governadores, principalmente do Nordeste, no trabalho do convencimento dos deputados que ainda estão contrários à reforma. Para ela, os mandatários precisam colocar a digital e convencerem os parlamentares.
"Há um esforço conjunto para que coloquemos Estados e municípios no texto. Vai depender muito do trabalho efetivo de alguns governadores que lutaram contra a proposta até um passado recente e que ficaram de bracinhos cruzados aguardando que resolvêssemos tudo, nós Câmara. Então, os deputados que são desses Estados, especialmente do Nordeste, estão dizendo que não vão votar, pronto e acabou. Então os governadores terão que entregar esses votos. Terão que trabalhar com alguns partidos e também com a oposição", disse ela.
A deputada deu as declarações quando chegou para participar de um café da manhã com o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto. Participaram do encontro também o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e outros 20 deputados.
*Com Estadão Conteúdo.
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