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Secretário especial de Previdência e Trabalho afirmou que será preciso avaliar se haverá viabilidade política para recuperar a desidratação
O secretário especial de Previdência e Trabalho, Rogério Marinho, apresentou a senadores um cálculo apontando que, após as alterações na reforma da Previdência pela Casa, a economia fiscal com as mudanças cai para R$ R$ 876,7 bilhões em dez anos.
O texto da Câmara foi aprovado com um ajuste estimado em R$ 933,5 bilhões no período de uma década.
Nos cálculos do governo, as alterações no relatório do senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) aprovadas pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) diminuem a força fiscal da reforma em R$ 56,8 bilhões.
Já para a Instituição Fiscal Independente (IFI) do Senado, a desidratação é ainda maior: R$ 64 bilhões.
Entre as mudanças feitas por Tasso no relatório estão a garantia de um salário mínimo para pensões por morte e a retirada do conceito de miserabilidade para o pagamento do Benefício de Prestação Continuada (BPC), ampliando o número de atendidos.
Após participar de uma sessão temática no Senado sobre a proposta, Marinho afirmou que ainda será preciso avaliar se haverá viabilidade política para recuperar a desidratação. "Vamos ver aí se é possível, ver se tem ambiente, se tem clima. Vamos tentar argumentar", declarou.
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No relatório de Tasso, duas mudanças foram questionadas por técnicos legislativos. Para alguns consultores do Senado, as alterações (autonomia para Estados cobrarem alíquotas extras e benefício para trabalhadores informais) teriam de necessariamente retornar à Câmara por mexerem no mérito da proposta - o que atrasaria a promulgação da medida.
"O que ele colocou dentro da principal houve um decréscimo em torno de R$ 60 bilhões (na economia). O que ele puder jogar para a paralela, melhor, se ele mantiver o que veio da Câmara, é o que nós queremos", declarou Marinho.
*Com Estadão Conteúdo
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