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Nova Operação

Flávio Bolsonaro entra com habeas corpus no STF para suspender investigação

Na quarta-feira (18), agentes do Mnistério Público (MP) cumpriram 24 mandatos de busca e apreensão em endereços ligados ao senador

20 de dezembro de 2019
8:32 - atualizado às 8:51
Plenário do Senado
Senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ). - Imagem: Roque de Sá/Agência Senado

O senador Flávio Bolsonaro (sem partido - RJ) entrou com um habeas corpus no Supremo Tribunal Federal para tentar suspender a apuração de um suposto esquema de "rachadinha" de seu antigo gabinete na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro. O ministro Gilmar Mendes é o relator do pedido e deve analisar o caso mesmo com o início do recesso do STF.

Na nova etapa da investigação, os promotores apuram a exitência de um esquema de devolução de parte do salário dos ex-assessores do gabinete. A base para a nova operação foi um relátorio do MP que Flávio teria lavado R$ 2,5 milhões por meio da compra de apartamentos e uma loja de chocolate da qual é sócio.

Nova operação

Na quarta-feira (18), agentes do Mnistério Público (MP) cumpriram 24 mandatos de busca e apreensão em endereços ligados ao senador. Na lista estava o ex-assessor Fabrício Queiroz e familiares da ex-mulher do presidente, Ana Cristina Valle.

Em vídeo divulgado nas redes sociais nesta quinta-feira (19), o filho do presidente Jair Bolsonaro reagiu ao processo e criticou o juiz Flávio Itabaiana Nicolau, responsável pelo caso. Ele também provocou os promotores e até o governador do Rio, Wilson Witzel (PSC), ao insinuar que Witzel teria permitido que a imprensa conhecesse detalhes da investigação.

Flávio insinuou que a filha do juiz seria funcionária fantasma do governo estadual do Rio. " Seria bom vocês investigarem se não tem uma funcionária fantasma no gabinete do governador que é filha desse juiz".

O governo do Rio afirmou que "Witzel não interfere no trabalho de investigação policial, nem no Ministério Público".

Flávio afirmou, ainda, que os promotores cometem "atrocidades". "Estão perseguindo, usando artifícios ilegais que constrangem as pessoas para buscar explicar uma coisa que simplesmente não fiz. Daí a dificuldade de ainda não terem oferecido uma denúncia."

O senador também respondeu à acusação feita pelo MP de que Queiroz recebeu R$ 2 milhões, em mais de 400 depósitos feitos por ex-assessores seus na Assembleia. Para os promotores, esse dinheiro seria parte do salário dos assessores no suposto esquema de "rachadinha".

"O que eu tenho a ver com o que as pessoas fazem com o salário? Não importa, eu não tenho nada a ver com isso", afirmou. O senador diz que Queiroz já declarou que parte dos recursos são dos familiares e que ele geria as contas da família. "Ele mesmo já falou isso."

*Com Estadão Conteúdo

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