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Como medidas que podem estimular a volta do emprego no País, Sergio Rial cita a reforma tributária e uma "boa execução" da reforma trabalhista

O presidente do Santander Brasil, Sergio Rial, disse não saber avaliar se a liberação dos recursos das contas ativas e inativas do FGTS, ainda que limitada a R$ 500, é um passo urgente para que a atividade econômica do País volte a crescer em um ritmo mais intenso - mas disse que a decisão é importante.
"Urgente é a reativação de empregos. Continuamos com número muito grande de desempregados no Brasil", avaliou ele, em coletiva de imprensa para comentar os resultados do banco no segundo trimestre, divulgados na manhã desta terça-feira, 23.
Questionado sobre se é favor da redução da multa do FGTS, conforme cogitado pelo governo de Jair Bolsonaro, ele não quis comentar. Como medidas que podem estimular a volta do emprego no País, o presidente do Santander Brasil cita a reforma tributária e uma "boa execução" da reforma trabalhista, que ainda não foi feita.
"Precisamos de tudo que tem a ver com a questão de aliviar a forma de poder contratar e criar incentivos corretos para a geração de empregos no Brasil", disse Rial.
O executivo destacou ainda que equilíbrio fiscal, inflação baixa e juros estáveis e em tendência de declínio formam um "cenário importante" para o País. Rial celebrou ainda o acordo comercial com o Mercosul após o tema se arrastar por 20 anos. O banco, por sua presença na Europa, conforme ele, quer ser indutor e facilitador dessa integração que acontecerá, principalmente, para a pequena e média empresa e não nas grandes companhias, que têm alternativas.
Sergio Rial também disse que o Brasil sai com um "otimismo construtivo" após a aprovação a reforma da Previdência no primeiro turno da Câmara e que o investimento virá a seguir.
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"O Brasil sai fortalecido e mais crente da sua capacidade. O investimento vem a seguir. A aprovação da reforma da Previdência é o primeiro passo forte para responsabilidade fiscal. Sem ela, é difícil falar de juro, câmbio. Com a reforma da Previdência, fica tudo mais fácil", avaliou o executivo.
Questionado sobre o papel do Congresso Nacional na aprovação da reforma da Previdência, Rial disse que não cabe a ele fazer esse tipo de análise como presidente de uma empresa privada.
*Com Estadão Conteúdo
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