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Presidente da Câmara, Rodrigo Maia, afirmou que o presidente é produto dos da classe política; no mesmo dia, disse que relação com o presidente havia melhorado bastante
O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou nesta quinta-feira, 8, que, mesmo com discurso autoritário, o presidente Jair Bolsonaro foi eleito de forma democrática e que "é o que temos até 2022".
Segundo Maia, cabe ao Legislativo e ao Judiciário, colocar limites ao presidente. Ele acrescentou que, na agenda de costumes, não há por parte do Parlamento o apoio que Bolsonaro tem na agenda econômica.
Maia falou em debate promovido em São Paulo pela Fundação Lemann, financiada pela família do empresário Jorge Paulo Lemann. Pouco antes, em evento promovido pelo BTG Pactual, o presidente da Câmara havia externado um postura "paz e amor": disse que sua relação com o presidente tinha melhorado muito, que Bolsonaro estava dialogando mais - perguntando mais dos projetos, participando e ajudando.
No evento do BTG, Maia disse que "nosso papel é construir o caminho do fortalecimento, de reafirmação da democracia".
"Do meu ponto de vista, muitas coisas que ele fala no seu discurso, eu discordo, mas não falo porque pessoalmente para mim é muito forte, como a questão do Felipe Santa Cruz", disse ele, em referência ao presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Felipe Santa Cruz.
Em entrevista, Bolsonaro contrariou dados oficiais e colocou em dúvida a versão para o morte do pai de Felipe, o militante de esquerda Fernando Santa Cruz. Para o presidente, ele teria sido assassinado por integrantes do próprio grupo político que integrava.
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Durante o debate na fundação, o presidente da Câmara afirmou que a eleição de Bolsonaro foi "um produto dos erros" da classe política nos últimos 30 anos, ao tratar sobre como um deputado federal do chamado baixo clero da Casa venceu uma eleição presidencial.
Maia fez essa afirmação após o governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), que também participou do debate, ter feito críticas à postura de Bolsonaro como presidente.
"Bolsonaro é produto dos nossos erros. Um deputado que estava sem partido, escanteado até pelas elites militares, vai e pega um movimento de rua, pega questões de valores, muito conservadores, e se elege", disse. "Se ele chegou onde chegou, a culpa é nossa", acrescentou.
Para Maia, o ex-juiz Sérgio Moro, escolhido por Bolsonaro para a Justiça, não apoiou o então candidato do PSL no primeiro turno das eleições. Ele disse que a Lava Jato foi decisiva para a vitória de Bolsonaro, "mas o nome da Lava Jato não era Bolsonaro".
"Não deu tempo para que o candidato deles criasse condições para disputar a eleição. Como a Lava Jato não teve candidato, Bolsonaro foi beneficiado por esse movimento."
*Com informações do jornal O Estado de S. Paulo.
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