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O boletim Focus, publicação do Banco Central que reúne estimativas de economistas, projetava alta de 0,93% da semana passada. Para 2020, a projeção permanece 2,20%
O boletim Focus, publicação do Banco Central que reúne estimativas de economistas, divulgado nesta segunda-feira, 24, estima um crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2019 de 0,87%, ante 0,93% da semana passada. Essa é a 17ª baixa seguida no Focus. Para 2020, a projeção permanece 2,20%.
No último dia 30, o IBGE confirmou contração do PIB em 0,2% nos três primeiros meses de 2019 na comparação com o último trimestre do ano passado. A última queda do indicador havia ocorrido no quarto trimestre de 2016 e tinha sido de 0,6%. Em valores correntes, o principal indicador da economia brasileira totalizou R$ 1,714 trilhão.

Após, na última quarta-feira, 19, o Copom manter a Selic em 6,5% ao ano, em decisão unânime e sem viés — resultado em linha com as expectativas de mercado —, os especialistas, no boletim Focus, mantiveram a projeção da semana passada sobre a taxa básica de juros no fim de 2019: 5,75%.
A projeção para a Selic no fim de 2020 permaneceu em 6,50%. Em 2021, o número permanece em 7,50% e para 2022 permanece também em 7,50%.
Os economistas do mercado financeiro também mostraram uma estabilidade no cenário para a moeda norte-americana em 2019. A mediana das expectativas para o câmbio no fim deste ano ficou em R$ 3,80. Para o próximo ano a projeção no fim do ano continua em R$ 3,80.
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A projeção mediana para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) 2019 ficou em 3,84%, ante 3,89%. A projeção para o índice em 2020 seguiu caiu de 4,00% para 3,95%.
O relatório Focus trouxe ainda a projeção para o IPCA em 2021, que seguiu em 3,75%. No caso de 2022, a expectativa também permaneceu em 3,75%. Há quatro semanas, essas projeções eram de 3,75% para ambos os casos.
Os economistas do mercado financeiro alteraram a projeção para a balança comercial em 2019 de superávit comercial de US$ 50,50 bilhões para superávit de US$ 50,60 bilhões. Um mês atrás, a previsão era de US$ 50,25 bilhões.
Para 2020, a estimativa de superávit foi de US$ 46,00 bilhões para US$ 46,40 bilhões, ante US$ 45,33 bilhões de um mês antes.
Na estimativa mais recente do BC, o saldo positivo de 2019 ficará em US$ 40,00 bilhões. Esta projeção foi atualizada no Relatório Trimestral de Inflação (RTI) de março.
No caso da conta corrente, a previsão contida no Focus para 2019 seguiu em déficit de US$ 23,00 bilhões, ante US$ 25,00 bilhões de um mês antes. Para 2020, a projeção de rombo permaneceu em US$ 32,80 bilhões. Um mês atrás, o rombo projetado era de US$ 35,30 bilhões.
O BC projeta déficit em conta de US$ 30,8 bilhões em 2019.
Para os analistas consultados semanalmente pelo BC, o ingresso de Investimento Direto no País (IDP) será mais do que suficiente para cobrir o resultado deficitário nos próximos anos. A mediana das previsões para o IDP em 2019 foi de US$ 84,30 bilhões para US$ 85,00 bilhões, ante US$ 83,29 bilhões de um mês atrás.
Para 2020, a expectativa foi de US$ 84,36 bilhões para US$ 84,28 bilhões, ante US$ 84,36 bilhões de um mês antes. O BC projeta IDP de US$ 90,0 bilhões em 2019.
* Com Estadão Conteúdo
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