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mais pessimismo

Projeção para alta do PIB em 2019 despenca para 1%

Essa é a 15ª baixa seguida no Focus; para 2020, estimativa cai para 2,23%; projeções reforçam pessimismo de especialistas com a economia, que teve contração de 0,2% no primeiro trimestre

O boletim Focus, publicação do Banco Central que reúne estimativas de economistas, divulgado nesta segunda-feira, 10, estima um crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2019 de 1,00%, ante 1,13% da semana passada. Essa é a 15ª baixa seguida no Focus. Para 2020, a projeção passou de 2,50% para 2,23%.

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No último dia 30, o IBGE confirmou contração do PIB em 0,2% nos três primeiros meses de 2019 na comparação com o último trimestre do ano passado. A última queda do indicador havia ocorrido no quarto trimestre de 2016 e tinha sido de 0,6%. Em valores correntes, o principal indicador da economia brasileira totalizou R$ 1,714 trilhão.

Mas voltando ao Focus, a Selic, a taxa básica de juros, segue em 6,50% no fim de 2019 (mesmo patamar de um mês atrás). A projeção para a Selic no fim de 2020 passou de 7,25% para 7,00% ao ano.  Em 2021, o número passou de 8,00% para 7,50% e para 2022 permaneceu em 7,50%.

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Em 8 de maio, o Comitê de Política Monetária (Copom) anunciou a manutenção, pela nona vez consecutiva, da Selic em 6,50% ao ano. Ao mesmo tempo, indicou que o risco de uma inflação menor devido ao fraco desempenho econômico se elevou desde a reunião anterior, em março. A instituição reiterou, porém, que manterá "cautela, serenidade e perseverança" em suas próximas decisões, "inclusive diante de cenários voláteis".

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Os economistas do mercado financeiro também mostraram uma estabilidade no cenário para a moeda norte-americana em 2019. A mediana das expectativas para o câmbio no fim deste ano ficou em R$ 3,80. Para o próximo ano a projeção no fim do ano continua em R$ 3,80.

A projeção mediana para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) 2019 atualizada com base nos últimos cinco dias úteis passou de 3,98% para 3,85%. Há um mês, o porcentual calculado estava em 4,11%.

No caso de 2020, a projeção do IPCA dos últimos cinco dias úteis permaneceu em 4,00%. Há um mês, estava no mesmo patamar. A atualização no Focus foi feita por 64 instituições.

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As projeções mais recentes do BC, considerando o cenário de mercado, apontam para inflação de 4,1% em 2019 e 3,8% em 2020. As expectativas constaram no comunicado e na ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), em maio. Já o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou, na sexta-feira (7), que o IPCA de maio subiu 0,13% (ante 0,57%). Em 12 meses, a taxa acumulada é de 4,66%.

Relação dívida/PIB em queda

O Relatório Focus também apresentou alteração nas projeções para o resultado primário do governo em 2019. A relação entre o déficit primário e o Produto Interno Bruto (PIB) este ano passou de 1,37% para 1,30%. No caso de 2020, seguiu em 0,90%. Há um mês, os porcentuais estavam em 1,37% e 0,90%, respectivamente.

Já a relação entre déficit nominal e PIB em 2019 passou de 6,20% para 6,38%, conforme as projeções dos economistas do mercado financeiro.

Para 2020, passou de 5,98% para 6,10%. Há quatro semanas, estas relações estavam em 6,33% e 5,95%, nesta ordem.

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O resultado primário reflete o saldo entre receitas e despesas do governo, antes do pagamento dos juros da dívida pública. Já o resultado nominal reflete o saldo já após as despesas com juros.

Com Estadão Conteúdo.

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