Até em ranking de promessa de crescimento, Brasil fica devendo
Estudo elaborado pela KPMG mostra que seguimos mal preparados para crescer, ocupando a 76ª posição entre 180 países, quando consideradas estabilidade econômica, abertura e qualidade da educação

A consultoria KPMG apresentou nova edição do seu estudo "Indicadores de Promessa de Crescimento" (Growth Promise Indicators, em inglês) e o recado é que o Brasil continua mal preparado para crescer.
Levando em consideração indicadores como como estabilidade macroeconômica, infraestrutura e capital humano, o Brasil está na 76ª posição entre os 180 países analisados. O resultado não anima, mas estamos melhores que em 2017, quando estávamos na 91ª posição. O estudo é feito desde 1997.
"Este conteúdo oferece uma visão prática sobre o desempenho dos países em diversos pilares vitais. Trata-se de um guia de referência para a tomada de decisões estratégicas e a identificação de iniciativas e operações importantes", afirma Mauricio Endo, sócio e líder de Governo da KPMG no Brasil e na América do Sul, em nota.
A média final considera pontuações em cada um dos seguintes critérios: estabilidade macroeconômica (3,52), abertura (0,50), qualidade da infraestrutura (5,40), qualidade das instituições (4,45) e desenvolvimento humano (6,15).
Com esses desempenhos em cada quesito, a KPMG atribui uma nota final para o Brasil, que ficou com 4,83. Para dar um parâmetro, essa nota é quase a metade da primeira colocada, a Suíça, com 8,63, na sequencia está Holanda (8,5) e Singapura (8,4).
Assim, o Brasil fica atrás da China (5,71), Rússia (5,70) e África do Sul (5,19), mas acima da Índia (4,40).
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Outros países que estão à frente do Brasil são República Checa (28ª colocação), Chile (32ª colocação), Uruguai (42ª), Panamá (60ª colocação) e Namíbia (74ª colocação).
A integra do estudo e sua metodologia completa podem ser acessadas aqui. Mas olhando os quesitos estudados, a nossa colocação não surpreende. Por outro lado, a agenda de reformas do governo mira, justamente, algumas dessas deficiências. Resultados podem aparecer na edição de 2020.
Dentro o pilar de estabilidade macroeconômica, são considerados a dívida do governo e o déficit. No lado da abertura da economia, são considerados os investimentos externos e corrente de comércio. Na infraestrutura, há uma avaliação sobre a qualidade dos diferentes meios de transporte, cobertura de 3G, e oferta de crédito ao setor.
No capital humano são consideradas a participação da população na educação primária, secundária e terciária, notas no exame PISA e expectativa de vida (uma curiosidade, os EUA foram o único país a perder nota no quesito expectativa de vida nos últimos cinco anos, resultado da onda de mortes relacionadas ao abuso de opioides.)
Para medir a força das instituições, são avaliadas a qualidade da regulação, independência do Judiciário, transparência das decisões de governo, corrupção e direto de propriedade e patentes.
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