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“Tudo virá no devido tempo”, diz Guedes sobre reformas

Ministro da Economia também disse nesta que é ingenuidade achar que a economia brasileira vai crescer de 3% a 4% "do dia para a noite"

O ministro da Economia, Paulo Guedes
Imagem: Valter Campanato/Agência Brasil

O ministro da economia, Paulo Guedes, disse nesta quarta-feira, 30, que as próximas reformas estão sendo construídas em parceria com o Congresso Nacional. Durante o Summit Brasil, realizado pelo Estadão, ele destacou que essas reformas virão "no devido tempo" - citando, por exemplo, o pacto federativo - e acrescentou "que o devido tempo talvez será em uma semana".

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"O Congresso está abraçando as reformas, ao contrário das opiniões aqui embaixo", disse, completando: "Está havendo acoplamento interessante e construtivo (com o Legislativo)".

Segundo o ministro, mesmo no caso da reforma tributária - onde há uma proposta em cada Casa - a ideia é reunir a discussão em uma comissão mista, onde o governo deve apresentar uma ideia de IVA (Imposto sobre valor agregado) dual, ou seja, um federal e outro para Estados e municípios.

O ministro voltou a criticar a forma como as contas públicas estaduais são tratadas, de forma a retratar uma situação melhor do que a de fato. Ele citou o caso de Goiás. Segundo Guedes, o Estado estava quebrado, a despeito de o Tribunal de Contas Estadual (TCE) não mostrar isso na aprovação das contas.

O ministro afirmou que, nas conversas com o Tribunal de Contas da União (TCU), chegou à conclusão de que o órgão federal tem que se tornar uma referência para os estaduais. Disse ainda que os próprios TCEs pediram para ser conectados ao TCU no novo desenho de pacto federativo.

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Crescimento econômico

O ministro da Economia também disse nesta que é ingenuidade achar que a economia brasileira vai crescer de 3% a 4% "do dia para a noite". "Quem promete um crescimento desse está mentindo", disse Guedes. Ele participou do painel de encerramento do Estadão Summit, na capital paulista.

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A avaliação do ministro toma como ponto de partida o histórico da economia brasileira que percorreu, desde o governo militar, uma trajetória descendente de sua economia até chegar à queda do momento atual. "O crescimento é lento, mas deve ser mais que o dobro no ano que vem", disse, acrescentando que em 2020 o PIB deverá crescer acima de 2%.

Guedes listou uma série de medidas tomadas pelo governo e que tem propiciado o ambiente para o crescimento, baixa inflação, redução de taxa de juro e investimentos que chegam. Ele disse que em uma semana será aprovada a MP do Saneamento, que vai trazer "uma onda" de investimentos ao País.

Para Guedes, tudo isso tem acontecido porque as tomadas vão no sentido da consolidação fiscal com fundamentos sólidos. "Saímos de um período em que se achava que gastos do governo levavam ao crescimento", disse. Ele afirmou também que o governo não está fazendo nada superficial e que o empurrão do FGTS é permanente. "Acho que vocês vão sentir logo o bafo deste crescimento", disse.

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Conselho Fiscal da República

Guedes disse que, embora se tenha a impressão de que as coisas não estão andando e que as reformas estão demorando, as coisas estão acontecendo. Ele disse, por exemplo, que o governo está criando um Conselho Fiscal da República e que o secretário do Tesouro, Mansueto Almeida, será o primeiro diretor-executivo deste Conselho Fiscal.

Guedes admitiu que a reforma da Previdência demorou porque houve choques entre a equipe econômica, que acabava chegar ao poder, e o Congresso.

*Com Estadão Conteúdo.

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