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A hora certa

Para Paulo Guedes, momento é de “esperar a coisa a acontecer”

Projeto e reforma da Previdência deve aval de Bolsonaro e está sendo apresentado para a Câmara dos Deputados, para o Congresso

16 de fevereiro de 2019
8:51 - atualizado às 14:12
O ministro da Economia Paulo Guedes, durante cerimônia de posse aos presidentes dos bancos públicos.
Ministro da Economia Paulo Guedes - Imagem: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A equipe econômica está "esperando a coisa acontecer", disse o ministro da Economia, Paulo Guedes, em palestra na Sociedade Nacional de Agricultura (SNA), no Rio.

"Há momentos em que você tem de aparecer, falar, e há momentos em que você tem de ficar esperando. O projeto (de reforma da Previdência) está sendo apresentado para a Câmara dos Deputados, para o Congresso. A prioridade total é a reforma da Previdência", disse.

Em seu discurso, Guedes defendeu especialmente o sistema de capitalização (no qual cada segurado poupa para sua própria aposentadoria), que será encaminhado ao Congresso na próxima semana como parte da reforma - mas para ser definido apenas em uma segunda etapa.

Em sua opinião, esse regime possui virtudes econômica e moral, por transferir recursos para o futuro, ao contrário do atual, em que "o jovem paga e o idoso consome".

Guedes disse ainda que o excesso de gastos públicos corrompeu a democracia brasileira, apesar das instituições funcionarem e de os poderes permanecerem independentes.

"Só o que falta é completar a transição econômica", destacou. Segundo Guedes, a economia será aberta gradualmente. "Não vai ser linear. Você não pode abrir antes de simplificar os impostos e reduzir os impostos, senão a indústria brasileira fica em xeque", disse.

Política

O ministro também deu sua opinião sobre a classe política, que, segundo ele, deve se "voltar para sua principal missão, de representante do povo". Para Guedes, "a vida política hoje é muito difícil", porque 96% do orçamento é carimbado.

"A velha política morreu. Não foi enterrada ainda, mas morreu. A forma antiga de fazer política acabou. Qual é a forma nova? A forma nova tem a ver com gerir os orçamentos públicos. (...) Então, a política vai ser chamada ao real desafio de se reabilitar através dos orçamentos públicos".

*Com Estadão Conteúdo 

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