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caso de polícia

Em 61ª fase da Operação Lava Jato, PF mira esquema no Banco Paulista

Na época dos crimes, funcionários da instituição, agora presos, atuavam na mesa de câmbio, na diretoria de câmbio e na diretoria-geral do banco. Contratos suspeitos totalizam cerca de R$ 286 milhões

8 de maio de 2019
8:48 - atualizado às 9:46
Polícia Federal PF
Polícia Federal - Imagem: Divulgação

A Polícia Federal (PF), o Ministério Público Federal e a Receita Federal deflagraram na manhã desta quarta-feira, 8, a 61ª fase da Operação Lava Jato.

Chamada Disfarces de Mamom, a operação prendeu três funcionários do Banco Paulista S.A.: Paulo Cesar Haenel Pereira Barreto, Tarcísio Rodrigues Joaquim e Gerson Luiz Mendes de Brito.

Na época dos crimes, eles atuavam, respectivamente, como funcionário da mesa de câmbio, diretor da Área de Câmbio e diretor-geral do banco.

Cerca de 170 Policiais federais participam das ações, realizando 41 buscas em 35 locais diferentes nas cidades de São Paulo (32), Rio de Janeiro (7) e Porto Alegre (2) - entre os locais está a sede do banco na Avenida Brigadeiro Faria Lima, na capital paulista.

Os mandados foram expedidos pela 13ª Vara Federal de Curitiba (PR) e as informações foram divulgadas pela Polícia Federal.

As condutas investigadas configuram, em tese, os crimes de corrupção ativa e passiva, contra o Sistema Financeiro Nacional, lavagem de dinheiro, falsidade ideológica e/ou documental e organização criminosa, entre outros.

Empresas de fachada

A investigação apura um esquema de lavagem de dinheiro praticado por altos funcionários do Banco Paulista S.A. que faziam a contratação de empresas de fachada. As companhias emitiam notas fiscais e contratos fictícios para justificar serviços não prestados e assim camuflar pagamentos feitos e recebidos pelo banco no exterior.

Após o pagamento, as empresas, com ajuda de doleiros, remetiam numerário para exterior por meio de operações tipo dólar-cabo, conferindo assim aparência de legalidade às operações e obtendo, deste modo, dinheiro em moeda estrangeira com aparência legal.

As investigações tiveram início a partir de depoimentos e colaborações de três administradores de uma instituição financeira no exterior. A empresa ocultava capitais em operações criminosas em favor do Setor de Operações Estruturadas da Odebrecht.

Os presos serão levados para a sede da PF em São Paulo e posteriormente transladados para a Superintendência do Paraná, onde serão interrogados.

Segundo a Receita Federal, apenas no período entre 2009 e  2015, a instituição financeira pagou a essas empresas de fachada mais de R$ 48  milhões sem a contraprestação de serviços. Evidências indicam que o esquema é ainda maior, já que contratos sob suspeitas, com outras empresas, totalizam cerca de R$ 286 milhões.

Passagem bíblica 

O nome da operação remete a uma passagem bíblica: "Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou há de odiar um e amar o outro, ou se dedicará a um e desprezará o outro. Não podeis servir a Deus e a Mamom." (Mateus 6.24).

Segundo a PF, a instituição bancária, que "deveria zelar pelo rigidez do sistema financeiro, valia-se de sua posição privilegiada dentro da estrutura financeira do mercado para a viabilização de atividades ilícitas".

A reportagem do jornal o Estado de S. Paulo tenta contato com o Banco Paulista S.A e com os funcionários envolvidos. O espaço está aberto para as manifestações.

*Com Estadão Conteúdo 

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