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2019-04-05T06:46:25-03:00
Estadão Conteúdo
tempos difíceis

OMC vê caminho difícil para a liberalização do comércio internacional

Diretor-geral da instituição, Roberto Azevêdo, disse nesta quinta-feira, 5, que a luta para expandir o livre-comércio “vai ser um desafio que, acima de tudo, será difícil por causa das condições políticas que temos hoje no mundo”

5 de abril de 2019
6:46
Sede da Organização Mundial do Comércio (OMC)
Sede da Organização Mundial do Comércio (OMC) - Imagem: Shutterstock

A Organização Mundial do Comércio (OMC) vê um caminho "desafiador" e "difícil" para a liberalização do comércio internacional devido ao atual clima político, afirmou o diretor-geral da instituição, Roberto Azevêdo.

Nesta quinta-feira, ele disse que o México e os Estados Unidos podem resolver suas diferenças comerciais, que incluem a questão fronteiriça e a ratificação do acordo comercial entre os dois países e o México, o USMCA, que substitui o Tratado Norte-Americano de Livre-Comércio (Nafta, na sigla em inglês).

No entanto, a luta para expandir o livre-comércio "vai ser um desafio que, acima de tudo, será difícil por causa das condições políticas que temos hoje no mundo", comentou Azevêdo.

A secretária de Economia do México, Graciela Marquez, afirmou que uma proposta de reforma trabalhista foi enviada ao Congresso do México esta semana. Alguns congressistas americanos disseram que não queriam aprovar o USMCA, negociado no ano passado, para substituir o Nafta, até que o México aprovasse uma lei de reforma trabalhista.

Espera-se que o projeto garanta que os trabalhadores mexicanos possam votar livremente na representação sindical por voto secreto. Os sindicatos mexicanos têm um histórico de manter os salários baixos no país e não levam muito em consideração a opinião dos trabalhadores nos assuntos sindicais.

Além disso, Marquez apontou que a questão fronteiriça afetou de forma mais aguda os embarques de vegetais frescos mexicanos que seriam enviados para os EUA. "É claro que o México vai perder, os exportadores mexicanos vão perder. Mas, no final, os que serão afetados são os consumidores dos EUA, porque em breve não encontrarão vegetais frescos nas prateleiras", comentou, após relembrar a "linha dura" adotada por alguns agentes de fronteira americanos. Fonte: Associated Press.

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